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Roadtrip Califórnia – Mammoth Lakes e Mono Lake

Após um dia de muito calor no deserto do Death Valley, agora a paisagem e o clima eram totalmente diferentes. Nem parecia que havíamos rodado apenas alguns Km para estar naquele ambiente típico de montanhas, sentindo inclusive frio e tendo que usar casacos. Estávamos em Mammoth Lakes.

A região é linda, uma paisagem oposta da que vimos no deserto. Muito verde, montanhas e lagos. Mammoth Lakes seria apenas um ponto de parada entre o Death Valley e o Yosemite, mas acabamos gastando um bom tempo nela e não nos arrependemos.

A cidade é pequena, mas aconchegante. Numa próxima oportunidade, eu dispensaria mais tempo em Mammoth para curtir melhor os lagos, ou simplesmente relaxar. Dava vontade de ficar apenas sentada, olhando a paisagem digna de cartão postal, ou lendo um bom livro. Mas, infelizmente, nós tínhamos pouco tempo e só passamos rapidamente pelos principais lagos.

Mammoth Lakes, Califórnia

Mammoth Lakes

Primeiro fomos aos Twin Lakes, dois grandes lagos cercados pelas montanhas. Passamos entre eles sobre uma pequena ponte de madeira. Estava muito frio, apesar de não ser inverno, e ainda assim encontramos algumas pessoas pescando ou até curtindo um passeio de barquinho. A sensação de paz que aquele lugar transmite é impressionante. É para se sentir em contato total com a natureza. Uma cachoeira que vem do Lago Mamie desagua nos Twin Lakes

Mammoth Lakes, Califórnia Mammoth Lakes, Califórnia Twin Lakes Mammoth Lakes, Califórnia Mammoth Lakes Mammoth Lakes, Califórnia Mammoth Lakes, Califórnia

Seguimos para o lago Mary, o maior dos lagos que visitamos, mas também o que estava mais deserto. Percebemos que havia algumas áreas para camping ao redor do lago e algumas trilhas levavam para outros lagos da região. Não nos aventuramos.

Mammoth Lakes, CalifórniaMammoth Lakes

O lago mais diferente foi o Horseshoe. A vegetação ao redor de uma parte do lago é repleto de caules de árvores mortas. Isso ocorre devido à alta concentração de CO2 vindo do solo em decorrência da área vulcânica em que está localizado. Nesse lago não é permitido acampar e nem é recomendado passar um longo período de tempo exposto aos gases eliminados. Não sentimos qualquer mal-estar ou dificuldade para respirar no local, mas também não demoramos na visita. Crianças e animais estão mais sujeitos aos efeitos por ficarem mais próximos ao solo.

Mammoth Lakes Mammoth Lakes Mammoth Lakes, Califórnia Horseshoe Mammoth Lakes, Califórnia

O lago Mamie é o mais movimentado, onde encontramos várias pessoas pescando.

Mammoth Lakes Mammoth Lakes

Em um ponto do lago Mamie, estacionamos o carro para ver a incrível e maravilhosa paisagem dos Twin Lakes cercados pelas montanhas e pela floresta. É de tirar o fôlego. As fotos não fazem jus à beleza que nossos olhos captam naquele lugar.

Mammoth Lakes, Califórnia Mammoth Lakes Mammoth Lakes

No caminho de volta, passamos rapidamente na subida do teleférico, mas ainda estava fechado. Ele leva para a Mammoth Mountain, uma montanha de 3369 metros de altura onde fica a estação de ski no período de inverno. Infelizmente, não tínhamos mais tempo para conhecer outras atrações da Mammoth Mountain, entre elas, uma quilométrica falha geológica na encosta da montanha, e o Devil’s Postpile National Monument, uma formação geológica de mais de 100 mil anos que produz uma parede com diferentes formatos geométricos de colunas de basalto. A 3 Km do Devil’s Pospile, fica a a cachoeira Rainbow Fall. Ficou anotado para uma próxima oportunidade.

Mammoth Lakes Mammoth Lakes

Mammoth Lakes oferece muitas opções para quem gosta de atividades ao ar livre, seja no verão, com as trilhas para caminhada ou bikes, as pescarias nos lagos, os campings, as cavalgadas, os esportes náuticos, etc; como também no inverno, com uma infraestrutura completa para quem deseja esquiar, patinar no gelo ou simplesmente curtir a neve. Muitos brasileiros acabam buscando lugares conhecidos como o Lake Tahoe, mas Mammoth Lakes também é uma ótima opção nas montanhas da Califórnia.

Seguimos viagem em direção ao Yosemite, mas fizemos uma parada no Mono Lake, considerado um dos lagos mais velhos do mundo. Há um centro de visitantes com museu que conta um pouco da história de formação do Mono Lake. A entrada é gratuita.

Mono Lake Mono Lake

Esse lago tem uma concentração de sal três vezes maior que a água do mar. É possível ver na sua superfície as pontas de calcário retorcidos resultantes do contato do cálcio das fontes subterrâneas com os carbonatos da água.  É uma paisagem bem diferente e até esquisita. Vale a pena uma parada para conhecer.

Mono Lake Mono Lake Mono Lake Mono Lake Mono Lake Mono Lake

Do Mono Lake pegamos a Tioga Pass, que por si só já é uma atração à parte, mas contamos mais sobre essa estrada e o Yosemite Park no post seguinte.

 
 
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Savannah, Geórgia

No post anterior, falamos sobre Jacksonville. Nosso destino final nesse dia de viagem era Atlanta, mas não resistimos e acabamos dando uma esticada até Savannah. Não recomendo. Quer dizer, recomendo demais Savannah. O que não recomendo é apenas PASSAR por ela. O ideal teria sido pernoitar e seguir para Atlanta apenas no dia seguinte, porque acabou muito corrido e Savannah é simplesmente LINDA, merecendo mais tempo. E para complicar ainda mais, ela continuava a nos acompanhar, a CHUVA!

Savannah é a primeira cidade do estado da Geórgia, fundada em 1733. Já num primeiro momento, houve acordo entre os índios e os colonizadores, de forma que cresceu sem guerras ou outras dificuldades enfrentadas por outras cidades. Desta forma, Savannah é conhecida como a primeira cidade planejada dos EUA. Durante a Guerra Civil americana, mesmo após ter queimado a cidade de Atlanta, entre outras que estavam em seu caminho, o General Sherman não conseguiu destruir Savannah impressionado por sua beleza. Na época, Savannah já era a cidade mais pitoresca e serena dos EUA.

Nossa primeira parada na cidade foi nada mais nada menos que num Target. Precisávamos nos proteger da chuva e, já que estávamos ali, nossa amiga não ia nos impedir de conhecer Savannah. Compramos guarda-chuva e capas de chuva para as crianças, e seguimos nosso roteiro da melhor forma possível.

Um dos lugares mais conhecidos de Savannah é o Forsyth Park, uma grande praça com 30 hectares, repleta de carvalhos cobertos de musgos espanhóis.

Forsyth Park, Savannah, Geórgia

Forsyth Park

Forsyth Park com chuva, Savannah, Geórgia

Forsyth Park com chuva

Em uma das extremidades do parque, há uma linda fonte de ferro fundido datada de 1858. Essa fonte foi projetada para se assemelhar à fonte existente em Place de la Concorde, em Paris. Há uma réplica exata dessa fonte em Cuzco no Peru (em breve a gente confere essa informação).

Fonte Forsyth Park Savannah, Geórgia

Fonte Forsyth Park

No Forsyth ainda encontramos alguns monumentos, como o Confederate Memorial.

Savannah, Geórgia

Confederate Memorial

Nesse parque, existe um centro de visitantes, localizado dentro do Forsyth Park Cafe (621 Drayton Street) que funciona de 8h às 19h e onde é possível pegar mapas gratuitos da cidade. Como estava chovendo muito, o parque estava deserto, então não ampliamos muito nossa caminhada. Pelo sim pelo não, achamos melhor não arriscar ficar andando em lugares pouco movimentados com a escrita TURISTA estampada na cara.

Centro de Visitantes Savannah, Geórgia

Centro de Visitantes

Passamos de carro ao longo da Drayton Street, no Distrito Histórico, onde encontramos várias casas em estilo vitoriano, mas as fotos não prestaram. 😦

Savannah, Geórgia Savannah, Geórgia

Seguindo a Drayton St, chegamos à Bay Street, onde encontramos algumas descidas para a River Street, a rua à margem do Savannah River. Ela fica num nível mais baixo que o resto da cidade e é preciso pegar uma dessas rampas de acesso. Nós rodamos três vezes sem saber onde entrar, achando que estávamos errados e que não poderia descer de carro. Mas pode sim. É só pegar a rampa no sentido da descida e seguir. Na própria River Street tem estacionamento com parquímetro. Paramos o carro e saímos caminhando debaixo de chuva. Ao longo da River Street, encontramos algumas lojas de souvenirs e restaurantes.

River Street Savannah, Geórgia

River Street

Margeando o rio, há um calçadão e é de lá que saem os passeios de barco nos bonitos Belles, com duração de 1h e narração da história de Savannah. Não chegamos a fazer o tour.

Tour de barco em Savannah, Geórgia

Tour de barco em Savannah

Essa área na River Street à margem do rio Savannah é chamado Riverfront Plaza.

Savannah, Geórgia

Savannah, Geórgia Savannah, Geórgia

Também no Riverfront tem um memorial à Segunda Guerra Mundial, o World War II Memorial.

World War II Memorial Savannah, Geórgia

World War II Memorial

Almoçamos na própria River Street, no restaurante Rocks, e achamos uma ótima opção. Tem um ambiente legal, com menu infantil (daqueles que também tem atividades para entreter as crianças com giz de cera). Pedimos apenas sanduíches, que eram grandes e gostosos. E não saiu caro, dois pratos adultos e dois infantis, mais as bebidas, e a conta deu uns 40U$.

Savannah, Geórgia

Rocks na River Street Savannah, Geórgia

Interior do Rocks na River Street

Savannah, Geórgia

Menu infantil

Savannah, Geórgia

Prato adulto

Prato infantil Savannah, Geórgia

Prato infantil

Seguimos, então, para o Old Fort Jackson (1 Fort Jackson Road), também à margem do Rio Savannah. Mas a chuva acabou aumentando muito e nem conseguimos entrar. Para informação, o forte funciona diariamente das 9h às 17h e custa 7U$ adultos e 4U$ crianças (a partir de 2 anos já paga).

Old Fort Jackson Savannah, Geórgia

Old Fort Jackson

Savannah, Geórgia

Onde comprar a entrada do forte

Área do Old Fort Jackson Savannah, Geórgia

Área do Old Fort Jackson

Por volta das 15h, tristes e molhados (pior eram os pés e sapatos molhados dentro do carro fechado. Imagina o cheirinho depois da primeira hora), acabamos seguindo nossa viagem para Atlanta, que teria que ser devagar e com cuidado debaixo de muita, mas muita água. Nos próximos posts, falaremos de Atlanta e suas várias atrações.

Curiosidade: Savannah possui outras 22 praças/parques pela cidade, dentre elas a famosa Chippewa Square. Nunca ouviu falar? Mas aposto que já viu! Onde? Foi nessa praça que filmaram o filme Forrest Gump, nas partes em que Forrest está sentado no seu banquinho no ponto de ônibus narrando sua história de vida para diferentes pessoas. Lembrou?

Savannah

Chippewa Square, onde foi gravado Forrest Gump (imagem do Google Street View)

Distância:

Savannah para Atlanta – 400km

 
 
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