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Resenha – AMANTE FINALMENTE, SÉRIE IRMANDADE DA ADAGA NEGRA 11 (J. R. Ward)

Resenha Amante Finalmente Irmandade da Adaga Negra 11

Irmandade da Adaga Negra 11

Título: Amante Finalmente

Título Original: Lover at last

Autor: J. R. Ward

Editora: Universo dos Livros

ISBN: 9788579303999

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance Sobrenatural/Adulto

Ano de Lançamento: 2013

Páginas: 700

Esta resenha pode conter SPOILERS dos outros volumes da série.

Sinopse: Qhuinn está acostumado à solidão. Repudiado por sua linhagem e evitado pela aristocracia, ele finalmente encontrou uma identidade como um dos lutadores mais brutais na guerra contra a Sociedade Redutora. Blay, depois de anos de amor não correspondido, acredita já ter superado Qhuinn. E já era hora: o homem parece ter encontrado o seu par ideal em uma fêmea Escolhida, e eles terão um filho, exatamente como Qhuinn sempre quis. Mas a batalha pela liderança da raça se intensifica e os novos jogadores na cena de Caldwell estão criando um perigo mortal para a Irmandade. Qhuinn finalmente descobre a verdadeira definição de coragem e os dois corações que estão destinados a ficar juntos… finalmente se tornam um. Fonte: Editora Universo dos Livros

“Ele só queria viver, honestamente e de frente, sem desculpas, como todo mundo.” (Blay)

Depois de acompanhar essa série por dez livros, fiquei decepcionada com Amante Finalmente. Ele não me prendeu nem um pouco. Apenas não achei o livro tão atraente como os demais e os personagens, como um todo, incluindo os secundários, não tiveram o mesmo carisma dos anteriores. Para quem acompanha a série, o ler ou não ler vai de cada um. Agora, com certeza, vários acontecimentos que se desenrolam nesse volume vão fazer falta para o entendimento de livros posteriores. Porque, sem dúvida, a série ainda está longe de ter um fim. Muitas histórias ficaram em aberto, novos pares românticos apareceram, a luta pelo trono ainda promete muita disputa e a sociedade redutora continua suas atividades. Enfim, a Irmandade ainda tem muito trabalho pela frente.

J.R. Ward mantém sua característica de narrativa em terceira pessoa intercalando a perspectiva de vários personagens da trama. Ela traz uma linguagem coloquial, repleta de gírias, jargões e palavras chulas, intercalando com uma fala mais culta quando falado pelos vampiros na língua antiga. Quando o narrador é masculino, ela retrata com um jeito de falar diferente de quando seu narrador é mulher, como a Escolhida Layla, com uma linguagem mais sutil e delicada. Além disso, a autora sempre consegue passar bem a personalidade de seus personagens através da escrita.

O foco central de Amante Finalmente gira em torno de Blay e Qhuinn, mas temos as histórias laterais introduzindo novos personagens como Selena e Sola. Na verdade, achei o livro sem personagem principal. Ou poderia até dizer que o protagonista foi mesmo Qhuinn, já que mesmo Blay foi totalmente coadjuvante no seu próprio livro. Não foi apenas o relacionamento homossexual dos personagens que dominou as páginas e sim uma ladainha maçante de Qhuinn com todas suas dúvidas, suas mágoas, seu passado e seus próprios preconceitos. A história era sobre Qhuinn se achar, se aceitar e se curar de feridas de anos e anos de rejeição da família e a da sociedade. Mas foi muito cansativo!

Passamos a conhecer mais sobre Assail e seu envolvimento com uma personagem brasileira, a Sola. A história deles fica totalmente em aberto numa situação bem crítica. Trez também ganha mais espaço, apresentando mais sobre os Sombras, seu povo e seus costumes, e sendo lançada mais uma história de amor proibido como promessa para próximos volumes da série. Só estranhei que essas tramas secundárias eram histórias totalmente independentes, pouco tendo a ver com a Irmandade. Talvez a verdade seja que ando sentindo muita falta dos Irmãos. Eles estão muito apagados e esquecidos. O que mais me prendeu nessa série foi o carisma e as histórias de vida e amor dos Irmãos da Adaga Negra. Abriu-se muito o leque de personagens e meio que saiu do interessante da história, sendo quase como uma spin-off da Irmandade da Adaga Negra, e não mais ela própria. Nos primeiros livros, mesmo sendo cada volume da série focada em um personagem específico, eles eram todos irmãos da Adaga Negra e estavam sempre correlacionados, de forma que, a cada história, tínhamos resgates dos outros Irmãos, seja de histórias que já passaram, seja preparação para a trama dos próximos volumes. Agora eles estão mais secundários, coadjuvantes e os novos personagens já não são tão carismáticos e envolventes. Sinto falta das lindas histórias de amor dos vampiros com suas shellans. Por sinal, quase não se fala mais das Shellans. Apenas a Dra Jane ainda ganha certo destaque, mas só como médica da Irmandade.

Também senti falta da ação dos livros anteriores, as lutas, as batalhas, o corpo a corpo. Está certo que nunca gostei quando a narrativa passava para o Lessers e sempre fazia uma certa leitura dinâmica nessas partes dos livros anteriores, mas agora também eles sumiram demais. Desde a morte do Lash que esse lado da história ficou monótona, sendo mais focada na luta interna dos vampiros, com Xcor ganhando espaço. E o que dizer de Xcor? Não consigo entendê-lo, sinceramente. E muito menos ter uma opinião formada a seu respeito. Não gosto dele, e nem desgosto. Ao mesmo tempo em que ele é o grande antagonista bruto que quer tomar o reinado de Wrath (isso, por si só, é motivo para odiá-lo até a alma), ele vem cheio de sentimentalismo quando o assunto é Layla. Não sei o que a autora anda preparando para ele, mas não imagino que esse casal venha a ter um final feliz como todos os demais. Quem sabe?

Enfim, não achei um livro bom como os anteriores, mas ainda teremos mais da Irmandade da Adaga Negra pela frente e espero realmente que a autora traga de volta os queridos Irmãos, pois queria muito saber mais sobre suas histórias com suas shellans. Por exemplo, adoraria saber como está sendo para Z e Bella com a pequena Nalla. Ou como Mary e Raghe convivem com a fera. Li que o próximo livro seria mais focado em Wrath e Beth e espero meu desejo seja atendido.

Lembrando que a série Irmandade da Adaga Negra é para maiores de 18 anos.

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