Posts Marcados Com: Juvenil

Resenha – FAZENDO MEU FILME 3, O ROTEIRO INESPERADO DE FANI (Paula Pimenta)

Resenha Fazendo meu filme 3 Paula Pimenta

Fazendo meu filme 3

Título: Fazendo meu filme 3 – O Roteiro Inesperado de Fani

Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

ISBN: 9788589239394

Categoria: Literatura Nacional/Romance

Ano de lançamento: 2010

Páginas: 419

Esta resenha pode conter SPOILER dos volumes anteriores (para ler as resenhas, clique FAZENDO MEU FILME 1 e FAZENDO MEU FILME 2)

Sinopse: O livro começa com Estefânia Castelino Belluz, a Fani, personagem central do romance, retornando de uma temporada na Inglaterra com onze quilos a mais em relação ao início da viagem. Ao voltar para casa, percebe que sua mãe quer continuar dizendo o que ela deve ou não fazer, algo que ela não aceita muito bem, pois se acostumou a tomar as próprias decisões durante sua estada no exterior, vivendo longe dos amigos, da família e conhecendo melhor seus sentimentos. “Nesse terceiro livro, Fani vai ter que amadurecer ainda mais. Agora, ela vai ter de pensar qual curso de faculdade realmente é o mais indicado para ela e deverá se readaptar à antiga vida ao voltar do intercâmbio. Como consequência, irá passar por alguns conflitos familiares. Pela primeira vez, ela vai vivenciar a experiência de um namoro sério e vai ter de viver situações inteiramente novas por causa disso”, afirma Paula Pimenta.

“Todo ano na hora de soprar as velas, sempre faço o mesmo desejo: que se esqueçam de cantar parabéns para mim no ano seguinte! Mas pelo visto eu podia desistir.”

Fazendo meu filme 3 continua a história da Fani quando ela retorna do intercâmbio na Inglaterra. Da mesma forma que a personagem teve que passar por muitas adaptações no Fazendo meu filme 2 quando chegou em uma país diferente, agora ela volta a enfrentar dificuldades, mas dessa vez para se adaptar de volta à sua vida anterior. Passar 1 ano morando fora a fez amadurecer, se sentir mais independente, mudar sua forma de ver algumas coisas. Então, é como se ali não fosse mais sua casa. Mas a verdade é que não foi nada que mudou na casa e sim ela que mudou como pessoa.

Além disso, ela engata seu relacionamento com Leo e o jeitinho dos dois é muito fofo. Bom, fofo até o Leo começar com suas crises de ciúmes. Eu fiquei confusa nessa questão. Ao mesmo tempo em que compreendia alguns dos sentimentos dele, tinha raiva por ele estar agindo daquela forma. Os dois foram bem imaturos quanto a como levar essa questão.

Fani continua narrando sua vida com a escrita característica da Paula Pimenta, calma e envolvente. Algumas de suas preocupações típicas da idade ou de mulher me fizeram mais uma vez voltar no tempo. O período de vestibular, o estresse com os estudos, o medo do futuro, as dúvidas, a pressão dos pais, o início de um relacionamento, a evolução natural desse namoro e suas consequências, tudo está minuciosamente descrito em Fazendo meu filme 3.

Os capítulos continuam sendo iniciados por trechos de filmes assim como nos livros anteriores. E os emails estão presentes ao final dos capítulo, mas com uma diferença. Agora não estamos presos aos emails para Fani e sim emails trocados entre os outros personagens. Isso traz o lado bom da narrativa em terceira pessoa, possibilitando ao leitor perceber o que ocorre além da protagonista e narradora. Traz uma visão mais ampla e nos aproxima dos demais personagens.

Com uma história simples e um enredo cotidiano de tantos jovens brasileiros, a autora continua conseguindo prender o leitor (e de qualquer idade, inclusive) que se identifica com cada passagem da vida da Fani. Os personagens são cativantes e verossímeis. Adorei ver o relacionamento da Fani com sua família, conhecer mais dos seus irmãos e de seus pais (tudo bem que a mãe dela dá raiva na maior parte do tempo). O final, mesmo que não seja aquilo que desejamos, deixa o elo para o quarto e último livro da série e uma ansiedade para ler o desfecho da história da Fani em busca pelo seu final feliz.

“… Eu queria ainda ser seu super-herói e te livrar de todos os males, mas agora você já sabe que a vida não é uma história em quadrinhos… Os mocinhos às vezes fracassam. E, em alguns momentos, apenas nós mesmos podemos nos salvar.” (irmão da Fani)

“Com 18 anos a gente acha que tudo é possível e eu acredito que até seja mesmo, pois temos energia para girar o mundo para o lado contrário, se precisar! Porém, depois de um tempo, a gente se conforma.” (Cristiana, mãe da Fani)

 
(Nos acompanhem também noFacebook      Twitter      Instagram)
 
 _________________________________________________________________________

Posts relacionados:

Resenha – CONFISSÃO (Paula Pimenta)

Resenha – APAIXONADA POR PALAVRAS (Paula Pimenta)

Resenha – DOIDAS E SANTAS (Martha Medeiros)

Resenha – O RETORNO E O TERNO (Rubem Alves)

Outras resenhas

Anúncios
Categorias: Lendo | Tags: , , , , , | 1 Comentário

Resenha – FAZENDO MEU FILME 2, FANI NA TERRA DA RAINHA (Paula Pimenta)

Resenha Fazendo meu filme 2 Paula Pimenta

Fazendo meu filme 2

Título: Fazendo meu filme 2 –Fani na terra da rainha

Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

ISBN: 9788589239806

Categoria: Literatura Nacional/Romance

Ano de lançamento: 2009

Páginas: 328

Esta resenha pode conter spoiler do volume anterior da série (para ler a resenha, clique Fazendo meu filme 1)

Sinopse: O livro mostra a história de Estefânia Castelino Belluz, a Fani. Cercada por personagens não menos cativantes e curiosos, nossa adorável menina vive uma história cheia de suspense, revelações surpreendentes e fortes emoções, agora, na Terra da Rainha. Partindo para uma vida longe dos antigos amigos, de sua família e de seu amor, ela conhece melhor seus sentimentos e passa a conviver com tantos outros até então desconhecidos. Hábitos e costumes diferentes, nova rotina, língua estrangeira. Essas mudanças são comuns aos que se aventuram a fazer um intercâmbio cultural em um outro país. Mas como será que Fani, uma garota encantadora, um tanto quanto tímida e cheia de vida, reage a tantas novidades? Sem deixar de lado as amigas inseparáveis, a adolescente, que agora completa 17 anos, se comunica diariamente com sua turma por meio de e-mails e de conversas via MSN repletas de novidades sobre Brighton. É cada acontecimento! Tudo merece ser compartilhado! Apaixonada por filmes, Fani mal sabe que suas experiências na Inglaterra, onde foi muito bem-recebida por sua nova família, servirão como trailer para um de seus longas mais gostosos de serem vistos. Ou melhor, vividos.

“Aquela voz fez com que eu sentisse exatamente o que não queria. Saudade. E saudade, eu descobri, não tem nada de romântico, como os poetas costumam descrever. Saudade é ruim, dói, sufoca, faz com que nada tenha graça e que a gente fique pensando na pessoa que provocou o tempo todo.”

Estou muito chateada com a Paula Pimenta. Muito mesmo. Com raiva, até. Como ela não existiu quando eu era adolescente? Agora entendo mais do nunca a paixão de tantos por essa escritora. Agora consigo visualizar claramente o sucesso desses livros entre os jovens. E agora compreendo porque tantos, digamos, não mais tão jovens também se encantaram com as histórias da Fani. Já faz um tempinho que saí da adolescência (mas nada de ficar fazendo cálculo, ok?), porém é tão fácil, mas tão fácil, se visualizar na narrativa da autora, se identificar com a Fani, se permitir voltar no tempo e relembrar tudo o que foi vivido e sentido nessa fase da vida. Foi assim que me senti lendo essa série. E tudo que conseguia pensar era “porque não tinha um livro assim há 15 anos?”

Em Fazendo meu filme 2, Fani vai para Brighton passar 1 ano em intercâmbio. Como tudo na vida tem seus lados positivos e negativos, Fani vai ter que aprender a lidar com as mais diversas situações. E a forma da autora nos trazer os sentimentos da protagonista são tão palpáveis que a compreendemos mesmo que não tenhamos vivido aquilo. Exatamente pela própria Paula Pimenta ter vivido um intercâmbio, ela descreveu tudo com muita propriedade, deixando o leitor ainda mais próximo da sua personagem. Por sinal, quem leu (como eu) Apaixonada por palavras e Confissão antes de ler Fazendo meu filme, vai ter a impressão de que a autora emprestou muito de si para sua personagem. Mas, por outro lado, eu mesma pude me identificar muito com a Fani, que é uma adolescente centrada, responsável, sonhadora, caseira, apaixonada por filmes e super tímida.

Enfim, nesse volume, acompanhamos a adaptação da Fani na terra da rainha, percebemos as diferenças de costumes, de comportamentos, de clima, de ambiente. Ao mesmo tempo em que vamos assistindo às mudanças na própria Fani, seu crescimento e amadurecimento proporcionado pela experiência de vida que estava passando. No início, fiquei com muita raiva dela, pela besteira que faz por considerar ser o melhor naquele momento. Depois, tive mais raiva ainda da consequência daquela sua atitude. Depois, tive ódio mortal da forma que o Leo lidou com a situação toda. Para, enfim, entender que foi necessário para a Fani viver tudo aquilo em plenitude e fazer de seu filme um sucesso de bilheteria. E, claro, o Leo ganhou inúmeros pontos ao final. E olha que foi difícil mantê-lo na jogada, porque quando Christian entra no filme, quer dizer, na história, nem lembrava mais que o Leo existia. Pois é, dá para perceber que o livro é intenso. Christian é um brasileiro que foi para Londres para estudar cinema. Ele conhece Fani por acaso numa sorveteria e o destino se encarrega de aproximá-los depois. Ele parece ser o oposto de Leo, que passou um longo tempo ao lado do amor de sua vida e não conseguiu deixar isso claro para ela. Christian não perde tempo, ele diz o que tem que dizer de forma clara, direta, curta e grossa. Não teve medo de se expor e de se envolver. Não fugiu dos seus sentimentos, correu atrás de quem queria e não mediu esforços para conquistar seu coração. O problema? Ele não é o Leo.

A escrita da Paula se mantém muito fluida. A gente lê e nem percebe. Ela vai narrando tudo sem pressa, com riqueza de detalhes e extremo envolvimento emocional. Os capítulos continuam iniciados por trechos de filmes que têm a ver com o próprio conteúdo daquele capítulo. E achei muito interessante a forma que a autora nos manteve por dentro da vida dos personagens que ficaram no Brasil. Há de se esperar que, quando o livro é narrado em primeira pessoa, nós vivemos a história pelos olhos da narradora e só sabemos o que ocorre onde ela está naquele momento. Com a Fani indo para Inglaterra, o normal seria os personagens do livro anterior, que estavam no Brasil, ficarem meio sumidos, certo? Errado. Temos muito da Gabi, Natália, Alberto e todos os demais como se continuassem ali do ladinho da Fani. Como? Simples… emails! Ficamos sabendo tudo o que acontece com eles, não perdemos o contato da mesma forma que a Fani não perde. E isso também gera momentos muito divertidos como alguns emails da Natália e do Alberto, ou da Priscila com suas “fofocas” hilárias. O mais sumido acaba sendo o próprio Leo. E ainda são apresentados novos personagens como a família da Fani na Inglaterra, sua irmã Tracy ganha destaque, além de sua nova amiga Ana Elisa.

Fazendo meu filme capta perfeitamente essa fase turbulenta da vida que todos já vivemos ou viveremos, de forma que os livros são fáceis de agradar qualquer faixa etária. É uma história tão simples, tão cotidiana da vida de todos, de qualquer um, e ainda assim surpreende e emociona. Recomendado para todos os adolescentes de hoje e de ontem, para os que querem recordar sua adolescência e para os que se esqueceram de como eram quando “aborrecentes”.

 
 
(Nos acompanhem também noFacebook      Twitter      Instagram)
 
_________________________________________________________________________________

Posts relacionados:

Resenha – COMO (QUASE) NAMOREI ROBERT PATTINSON (Carol Sabar)

Resenha – PROCURA-SE UM MARIDO (Carina Rissi)

Resenha – APAIXONADA POR PALAVRAS (Paula Pimenta)

Resenha – O AMOR ESTÁ NO QUARTO AO LADO (Li Mendi)

Outras resenhas

Categorias: Lendo | Tags: , , , , , , | 12 Comentários

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: