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Resenha – A ÚLTIMA CARTA DE AMOR (Jojo Moyes)

Resenha A Última Carta de Amor Jojo Moyers

A última carta de amor – Jojo Moyes

Título: A última carta de amor

Título original: The last letter from your lover

Autor: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

ISBN: 9788580571738

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance

Ano de lançamento: 2012

Páginas: 384

Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente falta de alguma coisa. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalhava. Obcecada com a ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte porque ela mesma está envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar “B”, sem desconfiar que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do seu próprio relacionamento.

“Estarei na Plataforma 4, Paddington, às 19h15, sexta-feira à noite e nada no mundo me faria mais feliz do que você encontrar coragem para vir comigo. Saiba que você tem meu coração, minhas esperanças em suas mãos. Seu, B”

Não conhecia esse livro e fui comprada pela capa (que é simplesmente linda!) e pela falta de opção na livraria da cidade. 😉 Já a autora Jojo Moyes eu conhecia pelo seu livro Como eu era antes de você, uma história que me conquistou por completo. De forma que esperava que A última carta de amor fosse um bom livro. E foi… com algumas ressalvas

A narrativa é em terceira pessoa sobre perspectivas diferentes ao longo do livro. Ao início da cada capítulo, a autora traz um trecho de cartas, emails ou mensagens reais de amor, além de trechos das cartas de “B” que compõem a ficção. A autora se mantém com sua escrita fluida e envolvente que eu conhecia, mas a trama não prendeu como gostaria.

O tema é maravilhoso, principalmente para quem gosta de escrever cartas de amor e sabe o poder das palavras escritas e o quanto elas sobrevivem ao tempo. A história gira em torno das cartas de amor trocadas entre Jennifer Stirling e seu amante “B”. Não sei se foi por ser uma trama toda centrada em amores fora do casamento, mas não consegui me identificar com os romances do livro. Digo os romances porque temos ainda Ellie Haworth, uma jornalista que durante a mudança da sede do jornal em que trabalha, encontra as cartas de Jennifer de 40 anos atrás e resolve se aprofundar naquela história de amor. Mas Ellie também estava envolvida num relacionamento com um homem casado. Não consegui ter carisma pela personagem, não apenas por sua relação extraconjugal (até tentei não julgar, porém sendo algo que não concordo, fica complicado!), mas, principalmente, por sua submissão a um tipo de relacionamento no qual estava mais que óbvio que ela não era amada, e sim apenas usada, envolvida numa relação totalmente unilateral que iria causar mágoas e dores a pessoas que ela sequer conhecia e nem parecia se importar mesmo quando seus amigos a alertavam. Dava raiva de ver a falta de amor próprio e até dignidade. Mas ao se envolver com a história de Jennifer, Ellie passa a repensar sua própria vida e busca se reencontrar.

Já Jennifer ainda consegue cativar um pouco mais e a sua parte da trama é a mais interessante. Só que não gostei da forma como a autora resolveu contar essa história porque ficou muito confuso. A leitura não é linear, sendo um romance atemporal. Mas o leitor demora a perceber isso e captar a estratégia de narrativa da autora, ficando perdido no desenrolar do livro. Ora estamos num momento da trama, e no capítulo seguinte estamos em outro momento do passado, do futuro, ou do passado do passado. Deu pra entender? Pois é! É assim que me senti com o livro inicialmente, pois não há qualquer menção ao que se está lendo naquele capítulo. Só depois fica mais fácil se ambientar e pegar o ritmo, e da metade do livro para frente não consegui largar antes do final.

A história em si é bem romântica e, se fizer um esforço para passar da metade do livro, vai conseguir se envolver e gostar, e até mesmo captar a mensagem que Jojo Moyes quis nos passar em A última carta de amor.

“Certa vez uma pessoa sábia me disse que escrever é perigoso, pois nem sempre podemos garantir que nossas palavras serão lidas no espírito em que foram escritas.”

 
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Resenha – COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ (Jojo Moyes)

Resenha Como eu era antes de você Jojo Moyes

Como eu era antes de você

Título nacional: Como eu era antes de você

Título original: Me before you

Autor: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

ISBN: 9788580573299

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance

Ano de lançamento: 2013

Páginas: 320

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Fonte: Editora Intrínseca

“Agora ele era só Will – o enlouquecedor, instável, inteligente e engraçado Will. […] Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele.” (Lou)

Essa é uma daquelas resenhas muito difíceis de escrever. Primeiro, por ter me deixado numa mistura de sentimentos muito grande e precisei de alguns dias para superar a enorme ressaca literária que me causou, para assimilar tudo que o livro transmite e para deixar meu coração se recuperar. Segundo, porque não posso entrar em qualquer detalhe sobre o livro sem contar o que não devo, ou mesmo não posso explicar muito os tais sentimentos que me dominaram, pois só isso seria suficiente para liberar spoiler. Então, como explicar esse livro? Como dizer quão incrível ele é? Até para decidir se eu recomendava ou não foi complicado e confuso. Isso dá uma ideia de como a pessoa termina a leitura de Como eu era antes de você. Talvez consiga resumir dizendo que trocaria o nome do livro para “Como eu era antes de LER você“!

Vou procurar me concentrar nas questões objetivas. A narrativa é em primeira pessoa, em grande parte sobre o ponto de vista da Lou, mas temos alguns capítulos narrados por outros personagens como o epílogo, pela perspectiva do próprio Will, além de alguns capítulos esporádicos narrados pela Camilla (mãe de Will), Steven (pai de Will), Katrina (irmã da Lou) e Nathan (enfermeiro de Will). Essas mudanças de narradores trazem uma visão diferente da situação e da problemática, como outras pessoas são afetadas pelas condições de Will ou como se posicionam frente à decisão dele. Isso produz informações e induz reflexões no leitor para que forme sua própria perspectiva e opinião frente a questões bioéticas relevantes.

Diante de tudo isso, fiquei muito dividida, ora pensava como Will, me colocando em seu lugar e enfrentando suas dificuldades a ponto de entendê-lo ou, ao menos, não julgá-lo. Ora me admirava com Lou, sua coragem, sua determinação e sua posição frente ao que enfrentava. E, ao mesmo tempo, me encantei em ver como nasceu o sentimento dela por Will, tão doce, sincero e verdadeiro. Ora me imaginava na posição daquela mãe, que com toda sua postura firme e aparentemente seca, era mãe e amava seu filho acima de todas as coisas a ponto de estar ao seu lado sobre qualquer circunstância. Sim, o livro traz um assunto muito polêmico que não apenas vem a dividir as pessoas entre a favor ou contra, como vem a dividir cada um individualmente, interna e intimamente. Além disso, o livro traz a compreensão quanto a diferença entre suicídio assistido e eutanásia, e fornece informações sobre a tetraplegia, suas consequências, as dificuldades enfrentadas pelos tetraplégicos e as complicações por eles vivenciadas, que vão muito além de falta de locomoção e dependência física.

Os personagens são muito carismáticos e envolventes. Will, com todo seu jeito mal-humorado, amargo e sarcástico inicialmente, vai nos conquistando, de forma que não sentimos pena dele, mas nos apaixonamos por ele e por Lou. Will era um CEO bem sucedido, praticante de esportes radicais e que vivia a vida plenamente, até sofrer um acidente que o deixou tetraplégico. Já Louisa conquista desde o início com seu jeito diferente, seu senso de humor, sua força, determinação e descontração. Ela está acomodada na sua vida, sem ambições, conformada em viver à sombra da irmã considerada mais inteligente, sendo diminuída inclusive pela própria família, que muitas vezes se referia a Lou de forma depreciativa, apesar de sempre ficar claro o carinho e o amor que existia na família. Até no relacionamento amoroso com Patrick, Lou era conformada com a pouca atenção que recebia, acomodada na zona de conforto em que vivia. Aos poucos, Lou vai mudando, ou melhor, vai mostrando sua capacidade depois que passa a conviver com Will. Tudo é muito suave e gradual. Com uma escrita bem elaborada, a autora vai nos fazendo acompanhar encantados a evolução dos personagens, suas mudanças, seus amadurecimentos pessoais, seus sentimentos, suas superações e como um muda a vida do outro. É uma verdadeira história de autoconhecimento.

Como eu era antes de você é um estilo do que chamam de sick-lit (nomenclatura um tanto pejorativa), mas é um livro lindo, lindo, lindo. Triste, mas motivador, intenso, inspirador e, ao mesmo tempo, traz reflexões importantes, levanta questionamentos bioéticos, gera polêmica, informa, produz sentimentos únicos, envolve do início ao fim. Uma linda e comovente história que toca profundamente e transmite uma grande lição: muitas vezes, é preciso pensar no bem daqueles que amamos, além das nossas próprias necessidades ou vontades, mesmo que isso nos faça sofrer. Super recomendado para quem gosta do estilo, não se importa em chorar lendo e precisa olhar a própria vida com outros olhos.

“A mãe enxerga todas as pessoas que o filho já foi ao longo da vida reunidas em uma só. Olhei para Will e enxerguei o bebê que segurei no colo, chorosamente encantada, incapaz de acreditar que havia gerado um outro ser humano. […] Enxerguei as vulnerabilidades, o amor, a história. Era isso que ele estava me pedindo para extinguir – a criança e, ao mesmo tempo, o homem – todo aquele amor, toda aquela história.” (Camilla)

 
 
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