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Resenha – DESASTRE IMINENTE (Jamie McGuire)

Desastre Iminente

Belo Desastre 2

Título: Desastre Iminente

Título original: Walking Disaster

Autor: Jamie McGuire

Editora: Verus

ISBN: 9781476712987

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance/New Adult

Ano de lançamento: 2013

Páginas: 405

Sinopse: Toda história tem dois lados. Enquanto em Belo Desastre Abby mostrou sua versão do envolvimento com Travis, agora é a vez de sabermos a história através dos olhos de Travis. Ele sofreu com a perda da mãe quando tinha apenas 3 anos de idade. Com ela, aprendeu 2 coisas: amar bastante, e lutar mais ainda. Sua vida era repleta de mulheres fáceis, bebidas, lutas e violência. Até que conheceu Abby.

“Tenho menos de vinte e quatro horas com você, Flor .Vou te beijar. Vou te beijar muito hoje. O dia inteiro. Em todas as oportunidades que eu tiver. Se você quiser que eu pare, é só falar, mas até você fazer isso, vou fazer cada segundo do meu último dia com você valer a pena.”

Mesmo não tendo gostando de Belo Desastre, não consegui deixar de ler o outro lado da história. Minha curiosidade era tentar entender o Travis, vendo as coisas pelo seu ponto de vista e, talvez, conseguir simpatizar mais com ele. E, para minha surpresa, isso aconteceu. Desastre Iminente não é continuação da trama e sim a mesma história narrada por Travis, mas traz algumas novidades, como os momentos em que ele não estava com Abby, descrevendo eventos não lidos em Belo Desastre. Além disso, a autora traz um prólogo, apresentando um pouco do passado do Travis, e um epílogo, que é a melhor parte do livro. Mas de forma geral, não muda muita coisa, porque o desenrolar do enredo já é conhecido. Para mim, isso tornou a leitura entediante. Não havia muito do elemento surpresa, da emoção de não saber o que ia acontecer em seguida, mesmo a autora tentando mesclar bem os dois livros para diminuir essa sensação ao máximo, dando mais ênfase a partes que foram narradas por alto e sem detalhes no livro anterior.

Achei esse livro melhor escrito, no sentido de que trazia alguns elementos que senti falta em Belo Desastre, como narrativas dos pensamentos do personagem, o que possibilitou uma maior identificação e conexão com ele. Toda parte boa de Belo Desastre se manteve, como a linguagem fácil, diálogos bem elaborados, narrativa fluida ainda em primeira pessoa, mas agora pela perspectiva do Travis Maddox. Gostei muito mais de ter uma visão a partir dos olhos dele, pois deu uma ideia diferente da trama. Pude ver um outro lado do personagem e até compreendê-lo um pouco mais. Consegui entender melhor sua vida, seus problemas de relacionamentos, seus medos, e seu amor (ou obsessão) por Abby. Foi bom para entrar mais na sua cabeça e no seu coração. Pude até diminuir minha ideia inicial de que era um total louco. Não que a autora o tenha narrado diferente. Não! Ele continuava sendo Travis cachorro-louco Maddox, o bad boy pegador, repleto de vícios, instável, com pouco equilíbrio emocional. Mas agora, vendo o seu lado da história, sua infância sem o amor da mãe e, principalmente, sua consciência quanto aos seus defeitos e sua impulsividade, fez com que eu o aceitasse mais como ele é, uma boa pessoa por trás de toda aquele estereótipo de bad boy. Ele é um jovem homem complicado e cheio de defeitos, sua cabeça é confusa, ele faz um monte de coisas erradas, tem uma visão distorcida do mundo, mas eu gostei de ler a sua versão porque o vi também um tanto carente, com sentimentos de inferioridade, e muito, mas muito, dependente.

Daí o relacionamento doentio que ele desenvolve inicialmente com Abby. E ele não sabe como lidar com esses sentimentos novos, como extravasar sua raiva e como buscar o autocontrole. Só que, ao longo do livro, é possível ver o amadurecimento do personagem e suas mudanças. Ele reconhece seus erros, se esforça para melhorar e para buscar o controle, e tudo o que ele faz é em prol do amor (ou obsessão) quando conhece a segunda mulher que já amou na vida. E, finalmente, entendi o porquê da borboleta na capa, representando os ciclos da vida e mudança!! Porém, ainda não consegui grandes encantamentos por Travis como tanto vejo por aí nos grupos de leitura. Realmente, não deu!

O livro é muito centrado em Travis, assim como o anterior. Alguns personagens ganham mais destaque, principalmente os do ciclo de convivência do Travis como, por exemplo, sua família. Conhecemos mais de seus irmãos, em especial Trenton, que será o personagem principal do próximo livro da autora, um spin-off.

A melhor parte do livro é o final, exatamente no ponto de Belo Desastre que havia me despertado mais interesse na história e acabava de repente. A autora foi esperta em continuar de onde havia parado, matando a curiosidade sobre como eles tinham vivido a partir dali. Gostei muito do final e de como Travis mudou, ou melhor, se conheceu, porque a verdade é que ninguém muda da água para o vinho. Ele apenas achou um equilíbrio. E Abby o ama como ele é. O desfecho para os personagens foi bem elaborado.

Não está na minha lista de livros preferidos, mas com personagens um tanto complexos e perturbadores, além de uma narrativa hipnotizante, recomendo para leitura de distração. Se tivesse que ler apenas um, daria preferência a Desastre Iminente. A Warner Bros comprou os direitos da adaptação cinematográfica da obra Belo Desastre.

 “Nossa história poderia ter sido típica: bad boy se apaixona por menina boa, mas Abby não era princesa. Ela estava escondendo algo.”

 
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Resenha – BELO DESASTRE (Jamie McGuire)

Resenha Belo Desastre Jamie McGuire

Belo Desastre

Título nacional: Belo Desastre

Título original: Beautiful Disaster

Autor: Jamie McGuire

Editora: Verus

ISBN: 9788576861911

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance/New Adult

Ano de lançamento: 2011

Páginas: 389

Sinopse: Abby Abernathy é uma boa garota e acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura. Fonte: Verus Editora

“Eu sabia, no segundo em que te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era algo em você. Era simplesmente você.”

Estava ouvindo falar tanto de Belo Desastre que o passei à frente na lista de espera das minhas leituras, mas no fim fiquei decepcionada. Sei que existem milhares de fãs do livro e, principalmente, de Travis Maddox, mas o que eu vou escrever é a minha opinião pessoal, sem querer desmerecer a autora e sua obra. Só que eu esperava mais, tanto da história, quanto dos personagens, e até mesmo da escrita. Não é que eu tenha odiado, até porque isso é meio difícil comigo, já que sempre tento apreender o melhor de cada livro. Mas nem tão pouco achei bom. Acontece que muitas coisas me incomodaram no livro. Enfim, vamos por partes. E, para começar, gostaria de entender porque a capa do livro traz uma borboleta se o apelido da Abby é beija-flor?

Jamie McGuire tem aquela escrita fluida, muito fácil de ler, que torna difícil parar antes de terminar, mesmo que não esteja totalmente envolvida pela história. O enredo não é de todo ruim e tem um bom ritmo. O livro é em grande parte dialogado, escrito em primeira pessoa pela perspectiva da Abby, a protagonista da história. No entanto, senti falta de alguns aspectos da escrita, como uma maior descrição dos ambientes, de mais narrativa e menos diálogos, de entrar mais na cabeça dos personagens e me conectar com seus sentimentos. Também não consegui me ambientar na realidade que a autora trouxe, a faculdade. Tantas pessoas tomando conta da vida do outro, ninguém trabalha e se ganha dinheiro com apostas, lutas ou sei lá como. Não sei, faz algum tempo que saí da faculdade, mas não correspondeu ao que vivi, parecendo mais o ensino médio. Porém, também nunca fui a uma universidade americana, então não posso dizer se por lá é como foi descrito no livro. Logo, por benefício da dúvida, digo que apenas não consegui me identificar.

Achei os personagens diferentes, mas houve pouco desenvolvimento das suas até potenciais complexidades. Abby foi totalmente ambígua. Não conseguia entendê-la e formar uma opinião a seu respeito. Depois comecei a me perguntar se não seria exatamente esse o objetivo da Jamie McGuire, sendo que Abby se escondia de quem ela era de verdade, ou melhor, nem ela mesma sabia quem era. A autora quis manter um mistério sobre o passado da Abby, algo de que ela fugia e que a fazia querer se afastar do Travis, mas quando essa informação apareceu na trama, foi tão boba, ou pouco explorada, que não me convenceu. Por outro lado, eu gostei do fato de que ela não se diminuía. Ela podia não entender o que Travis havia visto nela a ponto de fazê-lo mudar, mas também não ficava naquela ladainha de “não o mereço” ou “ele é muita areia pro meu caminhãozinho”. E eu tentei, mas não consegui morrer de amores por Travis Maddox. Primeiro, ele é muito violento e desequilibrado, necessitando urgentemente de uma boa terapia. Não gosto de violência e toda vez que ele sentia raiva, perdia o controle e saía quebrando tudo ou esmurrando quem estava pela frente. Eu via a hora dele bater na própria Abby. Não consigo ver nada de bonito nisso. Fora que ele fazia o que queria e nunca acontecia nada, ficava por isso mesmo, como se fosse normal e ele fosse invencível. Isso é incitar e justificar a violência. Não suporto cigarro, e só de imaginar o cheiro já era suficiente para me causar ainda mais repulsa. Além disso, tem o fato de, no início do livro, ele ser um canalha que tratava tão mal as mulheres. Eu sei que tudo isso era o plano de fundo para dar o enredo do romance num nível de que o amor dele por Abby o fizesse mudar, só que eu não acredito que alguém possa mudar tanto assim em questão de poucos meses e, principalmente, não consegui ver o que existia entre eles como amor, e sim como uma obsessão. Definitivamente, Travis Maddox não me encantou. Só que tenho certeza que ele já tem admiradoras demais e não vai sentir falta de mais uma.

Temos outros personagens na história como a melhor amiga de Abby, América, que a conhece desde a infância e sabe seus segredos. Ela foi para faculdade com Abby para ajudá-la a se afastar de seu passado, mas está constantemente influenciando o relacionamento dela com Travis, mesmo sabendo quem ele é e por tudo que Abby já passou. Não me pareceu ser uma atitude de melhor amiga. Ela namora o primo de Travis Maddox, Shepley, que não aprova as atitudes do primo e, por ser um cara gentil, mais equilibrado, que não vê problemas em estar apaixonado ou por namorar sério e ser fiel, é visto como um frouxo e dominado, como se isso o fizesse menos homem. Por incrível que pareça, Kara, a colega de quarto da Abby, uma personagem quase sem sentido na trama, acaba sendo a mais sensata da história, já que é a única que consegue classificar bem o tipo de relacionamento da Abby com Travis.

O romance do enredo não me cativou. A relação deles se torna estranha, a dependência de Travis fica doentia. Isso é meio assustador. O lado bom é que é possível acompanhar o crescimento dos personagens ao longo da história e o amadurecimento dessa relação. Quando eu comecei a gostar mais da história, quando parecia que estava mais equilibrado, o livro termina de uma forma meio abrupta e previsível, mas confesso que até deixou vontade de saber mais.

Só não deu para suportar mesmo todas as passagens machistas do livro. (Início de spoilers) Travis mandando Abby trocar de roupa? E ela obedece! Abby sendo convidada para Ação de Graças na casa dos Maddox para cozinhar porque eles não tinham uma mulher na vida deles desde que a mãe havia morrido? Sério? Além disso, em vários momentos do livro, as mulheres são xingadas e depreciadas, até por outras mulheres, sendo chamadas de vadias ou coisas piores. A maioria das mulheres (exceto Abby e America) é retrata como aquela que não se dá valor e só quer ir pra cama com Travis, mesmo sabendo a fama que ele tem. Já Travis pode ter tantas mulheres quanto quiser que é visto como o garanhão, mas quando existe a desconfiança na faculdade de que Abby está se relacionando com dois homens, ela já é vista como “vadia” (Fim de spoilers).  Todo enredo é absurdamente machista. Ao menos, fiquei feliz de ver o incentivo ao uso da camisinha. Por mais mulherengo, pegador e promíscuo que Travis fosse, ele sempre usava preservativo. Ponto positivo para autora.

Enfim, não achei um excelente livro, mas pode ser uma leitura para relaxar, despretensiosa e rápida. Como entretenimento, é válida, mas em tantos outros aspectos está mais é para um total desastre! (Ok, tentei ficar em cima do muro. Eu percebi! Mordi e assoprei! rs) Como eu sou chata, claro que vou ler a história pela perspectiva do Travis (Desastre Iminente). Quem sabe assim eu o entenda um pouco mais?

A Warner Bros comprou os direitos da obra de Jamie McGuire.

“Eu te amo mais do que jamais amei alguém ou alguma coisa em toda a minha vida. Quando você está por perto, não preciso de mais nada… eu só preciso de você. Eu só penso em você. Eu só sonho com você. Eu só quero você.”

 
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