Posts Marcados Com: Ficção

Resenha – NÃO CONTE A NINGUÉM (Harlan Coben)

Resenha Não conte a ninguém Harlan Coben

Harlan Coben

Título nacional: Não Conte a Ninguém

Título Original: Tell no one

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

ISBN: 9788599296516

Categoria: Literatura Estrangeira/Policial

Ano de lançamento: 2009

Páginas: 256

Sinopse: Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta. No meio disso, ele passa a ser o principal suspeito de crimes e conta com ajuda da sua melhor amiga Shauna e da famosa advogada criminal Hester Crimstein. Em Não conte a ninguém, Harlan Coben constrói uma história envolvente e eletrizante sobre perda e redenção, segredos inconfessáveis e um amor capaz de resistir a tudo.

“Aprendi que o fato de você não conseguir ver nenhuma outra explicação não significa que ela não exista. Significa apenas que você não consegue enxergá-la.”

Não conte a ninguém é mais um livro eletrizante do autor Harlan Coben. Seguindo sua característica, o livro tem um ritmo frenético com revelações a cada página, de forma que o autor consegue prender toda a atenção do leitor. Com sua linguagem fácil e fluida, torna a leitura agradável e rápida. A única coisa que realmente não gosto nos livros de Harlan Coben é que me inutilizam para qualquer outra atividade, já que, depois que começo, não consigo parar de ler. É viciante! Sempre tem um acontecimento novo, ou uma informação diferente, ou as peças do quebra-cabeça vão se encaixando perfeitamente. E, ao fim, ainda tem sempre uma surpresa guardada para surpreender o leitor. Não conte a ninguém é exatamente assim. E o nome do livro é baseado na frase que está num email suspeito que Beck recebe dizendo que ele não devia contar a ninguém sobre o seu conteúdo. Isso passa a nortear as atitudes de Beck durante a história e, pela necessidade de não contar a ninguém, ele se envolve em cada vez mais suspenses e mistérios.

O livro tem uma narrativa diferente, tanto em primeira pessoa como em terceira. Em parte do livro, temos a narrativa em primeira pessoa pelo protagonista da história, o Dr. David Beck, o que nos possibilita conhecê-lo mais profundamente, além de viver o mundo e os acontecimentos a partir dos seus olhos e das suas memórias, entrando em sua cabeça e sentindo suas emoções. Ele é um personagem carismático e com pensamentos ora divertidos, ora críticos, ora apaixonados. Ao mesmo tempo, temos narrativas em terceira pessoa pela perspectiva de outros personagens da trama, o que faz com que estejamos em vários lugares ao mesmo tempo, compreendendo o que ocorre na história como um todo. Isso torna a leitura atraente e contagiante, porque a narrativa em primeira pessoa pode limitar a trama, uma vez que tudo ocorre a partir do que o narrador está vivendo naquele momento, não permitindo saber o que acontece com os demais personagens. Enquanto a narrativa em terceira pessoa pode limitar a profundidade do personagem e nossa identificação com ele. Em Não conte a ninguém, temos os lados bons dos dois tipos de narrativa, e os lados ruins minimizados pela mistura dos dois. Perfeito! Na trama, não há desperdício de palavras, nada de “encher linguiça”, ou tornar a história maçante. O autor desenvolve o enredo com maestria tornando-o tão instigante que é impossível largar o livro.

Os personagens são tão realistas que podemos tocá-los, senti-los e visualizá-los. David Beck é médico pediatra e sofre com a terrível perda da sua esposa, que ele conhecia desde a infância e era seu primeiro e único amor. Elizabeth, a esposa, vamos conhecendo pelas memórias de Beck, mas dá pra perceber o amor e o carinho que eles tinham um pelo outro e como ela era especial. Shauna é um caso a parte, a melhor amiga de Beck tem uma personalidade forte que se destaca onde aparece. É forte, decidida, inteligente e de extrema confiança. Tyrese é um traficante de drogas cujo filho foi salvo por Beck. Tem grande gratidão pelo médico e o considera um amigo de forma que o ajuda quando ele mais precisa. É interessante ver como o autor coloca um personagem que não deixa de ser aquilo que conhecemos por bandido, mas que vem a ajudar o mocinho da trama, mostrando-se uma pessoa legal e digna. Temos ainda inúmeros outros personagens, como os criminosos, a irmã de Beck, a advogada dele, o poderoso Scope, enfim, a trama é recheada.

O livro é para entretenimento e é excelente. Tem todos os ingredientes de um bom romance policial. Mistura muito suspense, ação, revelações surpreendentes, intrigas e ainda traz uma pitada de romance com um amor de infância. Produz no leitor sentimentos de tensão e adrenalina a cada página; seduz e envolve até o fim. E quando achamos que acabou, ainda somos presenteados com mais uma última revelação. Adorei!

“Eu vivia ouvindo aquele besteirol de “melhor ter perdido a pessoa amada do que nunca ter vivido um grande amor”. Outra besteira. Acredite, não é melhor. Não me mostre o paraíso e depois o destrua.”

“A dor se fez sentir novamente. Ela estava sempre lá. Em meio aos cumprimentos e tapinhas nas costas, a dor permanecia ao seu lado, cutucando seu ombro, sussurrando em sua orelha, lembrando-lhe que seria sua parceira por toda a vida.”

 
 
(Nos acompanhem também noFacebook      Twitter      Instagram)
 
________________________________________________
Posts relacionados:InfernoDan BrownUm Porto Seguro – Nicholas Sparks

Confie em Mim – Harlan Coben

Outras resenhas

 
Categorias: Lendo | Tags: , , , , , | 2 Comentários

Resenha – CONFIE EM MIM (Harlan Coben)

Resenha Confie em mim Harlan Coben

Confie em mim – Harlan Coben

Título nacional: Confie em mim

Título original: Hold Tight

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

ISBN: 9788599296462

Categoria: Literatura Estrangeira/Policial

Ano de lançamento: 2006

Lançamento no Brasil: 2009

Páginas: 320

Sinopse: Mike e Tia encontraram-se numa situação de dilema diante da mudança de comportamento do filho Adam de 16 anos, principalmente após o suicídio do seu melhor amigo Spencer Hill. Eles decidem instalar um programa no computador do filho que monitora todas as atividades do garoto, além de suas conversas nas redes sociais e em mensagens instantâneas. Algumas mensagens recebidas alertam Mike e Tia sobre algo que estaria muito errado. Paralelamente, outras histórias vão se desenrolando, como a mãe de Spencer, Betsy Hill, e seus conflitos e questionamentos pela perda do filho. A vizinha de Mike e Tia, Susan Loriman, lida com seu filho doente e um segredo que pode abalar sua família. Ainda há casos de assassinatos acontecendo e que deixam a Chefe de Investigação Loren Muse envolvida em desvendá-los. Inúmeras outras tramas vão sendo inseridas ao longo do livro. As histórias, aparentemente sem conexão, vão se entrelaçando de forma surpreendente até que todas se cruzam num final inesperado.

 
“- No fundo, Mike, não passamos de tutores dos nossos filhos. Cuidamos deles durante um tempo e depois eles se vão. Só quero uma coisa: que Adam permaneça vivo e saudável até o fim da nossa tutela.”
 

Este foi o primeiro livro de Harlan Coben que eu li, apesar de várias pessoas já terem me recomendado o autor. Resolvi mudar o estilo para algo que fazia tempo que não lia, os policiais. E foi um “tiro certeiro”, suficiente para virar fã do autor. Confie em mim é um suspense policial eletrizante que te prende até a última página.

Narrado em terceira pessoa e com uma linguagem simples, o autor intercala várias histórias com perspectivas de diferentes personagens, o que torna a leitura dinâmica e atraente ao espectador, o qual fica sempre querendo saber o que acontecerá a seguir e se surpreendendo quando fatos são revelados. Desta forma, não podemos dizer que há um personagem principal e sim várias histórias principais em relação a questão temática em foco, as quais, de alguma forma durante a leitura, vão se conectando. Chegou um ponto no qual tive medo de me perder entre tantas tramas e tantos eventos subsequentes, mas a audácia do autor e sua escrita fluida permitem que o leitor acompanhe tudo perfeitamente e fique surpreso à medida que cada peça do quebra-cabeça vai se encaixando.

Minha única ressalva foi a pouca descrição dos personagens. Eu gosto de criar aquelas pessoas em minha mente e imaginar a história se desenrolando como um filme enquanto vou lendo. Acontece que, inúmeras vezes, me peguei com a mente cheia de personagens sem rostos, sem características físicas. Entretanto, isso não atrapalhou o envolvimento ou a identificação com esses personagens, que chegam a ser palpáveis no sentido de serem pessoas comuns, podendo ser nossos vizinhos, nossos parentes, ou nós mesmos.

O tema gira em torno da confiança, a qual é a verdadeira protagonista do livro. E, neste sentido, vários questionamentos são levantados e nos fazem refletir sobre questões do nosso próprio dia a dia. A confiança entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, entre colegas de trabalho, entre chefia e subordinados. Todo o enredo está relacionado a confiar em alguém das mais diferentes formas, ou mesmo na falta de confiança nos diversos relacionamentos humanos. Assim, o autor traz reflexões importantes sobre muitos dos nossos comportamentos frente a algumas situações. Em vários momentos, coloquei-me na pele de Tia e Mike, no seu desespero frente às dificuldades de relacionamento com o filho adolescente. Pensava se eu tivesse no lugar deles, se um dia vivesse aquela situação, se tomaria atitude diferente da que tiveram. É muito tênue a linha entre o que percebemos por “direito” como pais frente ao “dever” de proteger nossos filhos. Já no princípio da história, são levantadas várias questões sobre até onde vão os limites entre os direitos e deveres dos pais sobre os filhos. Até que ponto os pais têm direito de invadir a privacidade dos filhos baseados no dever de protegê-los? Outros questionamentos vão sendo feitos como: até onde um pai iria por um filho? Até onde um filho iria por um pai? Até onde você iria por sua família? Além do tema principal da confiança, o autor ainda aborda assuntos como bullying, invasão de privacidade, drogas, relacionamentos familiares, tecnologias, entre outros. Mais do que uma leitura de entretenimento, Confie em mim é uma leitura de reflexão super recomendada.

“- Mas se eu tiver que escolher entre proteger meu filho e respeitar a intimidade dele… vou protegê-lo.”

“Os pais podem espionar, mas não podem prever.”

“Sempre que vemos uma situação de fora, corremos o risco de fazer julgamentos precipitados e tendenciosos.”

 
 
 (Nos acompanhem também noFacebook      Twitter      Instagram)

_________________________________________________________________

Posts relacionados:

Resenha – NÃO CONTE A NINGUÉM (Harlan Coben)

Resenha – EM CHAMAS (Suzanne Collins)

Resenha – ENTRE O AGORA E O NUNCA (J. A. Redmerski)

Resenha – A CULPA É DAS ESTRELAS (John Green)

Outras resenhas

Categorias: Lendo | Tags: , , , , | Deixe um comentário

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: