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Resenha – FAZENDO MEU FILME 2, FANI NA TERRA DA RAINHA (Paula Pimenta)

Resenha Fazendo meu filme 2 Paula Pimenta

Fazendo meu filme 2

Título: Fazendo meu filme 2 –Fani na terra da rainha

Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

ISBN: 9788589239806

Categoria: Literatura Nacional/Romance

Ano de lançamento: 2009

Páginas: 328

Esta resenha pode conter spoiler do volume anterior da série (para ler a resenha, clique Fazendo meu filme 1)

Sinopse: O livro mostra a história de Estefânia Castelino Belluz, a Fani. Cercada por personagens não menos cativantes e curiosos, nossa adorável menina vive uma história cheia de suspense, revelações surpreendentes e fortes emoções, agora, na Terra da Rainha. Partindo para uma vida longe dos antigos amigos, de sua família e de seu amor, ela conhece melhor seus sentimentos e passa a conviver com tantos outros até então desconhecidos. Hábitos e costumes diferentes, nova rotina, língua estrangeira. Essas mudanças são comuns aos que se aventuram a fazer um intercâmbio cultural em um outro país. Mas como será que Fani, uma garota encantadora, um tanto quanto tímida e cheia de vida, reage a tantas novidades? Sem deixar de lado as amigas inseparáveis, a adolescente, que agora completa 17 anos, se comunica diariamente com sua turma por meio de e-mails e de conversas via MSN repletas de novidades sobre Brighton. É cada acontecimento! Tudo merece ser compartilhado! Apaixonada por filmes, Fani mal sabe que suas experiências na Inglaterra, onde foi muito bem-recebida por sua nova família, servirão como trailer para um de seus longas mais gostosos de serem vistos. Ou melhor, vividos.

“Aquela voz fez com que eu sentisse exatamente o que não queria. Saudade. E saudade, eu descobri, não tem nada de romântico, como os poetas costumam descrever. Saudade é ruim, dói, sufoca, faz com que nada tenha graça e que a gente fique pensando na pessoa que provocou o tempo todo.”

Estou muito chateada com a Paula Pimenta. Muito mesmo. Com raiva, até. Como ela não existiu quando eu era adolescente? Agora entendo mais do nunca a paixão de tantos por essa escritora. Agora consigo visualizar claramente o sucesso desses livros entre os jovens. E agora compreendo porque tantos, digamos, não mais tão jovens também se encantaram com as histórias da Fani. Já faz um tempinho que saí da adolescência (mas nada de ficar fazendo cálculo, ok?), porém é tão fácil, mas tão fácil, se visualizar na narrativa da autora, se identificar com a Fani, se permitir voltar no tempo e relembrar tudo o que foi vivido e sentido nessa fase da vida. Foi assim que me senti lendo essa série. E tudo que conseguia pensar era “porque não tinha um livro assim há 15 anos?”

Em Fazendo meu filme 2, Fani vai para Brighton passar 1 ano em intercâmbio. Como tudo na vida tem seus lados positivos e negativos, Fani vai ter que aprender a lidar com as mais diversas situações. E a forma da autora nos trazer os sentimentos da protagonista são tão palpáveis que a compreendemos mesmo que não tenhamos vivido aquilo. Exatamente pela própria Paula Pimenta ter vivido um intercâmbio, ela descreveu tudo com muita propriedade, deixando o leitor ainda mais próximo da sua personagem. Por sinal, quem leu (como eu) Apaixonada por palavras e Confissão antes de ler Fazendo meu filme, vai ter a impressão de que a autora emprestou muito de si para sua personagem. Mas, por outro lado, eu mesma pude me identificar muito com a Fani, que é uma adolescente centrada, responsável, sonhadora, caseira, apaixonada por filmes e super tímida.

Enfim, nesse volume, acompanhamos a adaptação da Fani na terra da rainha, percebemos as diferenças de costumes, de comportamentos, de clima, de ambiente. Ao mesmo tempo em que vamos assistindo às mudanças na própria Fani, seu crescimento e amadurecimento proporcionado pela experiência de vida que estava passando. No início, fiquei com muita raiva dela, pela besteira que faz por considerar ser o melhor naquele momento. Depois, tive mais raiva ainda da consequência daquela sua atitude. Depois, tive ódio mortal da forma que o Leo lidou com a situação toda. Para, enfim, entender que foi necessário para a Fani viver tudo aquilo em plenitude e fazer de seu filme um sucesso de bilheteria. E, claro, o Leo ganhou inúmeros pontos ao final. E olha que foi difícil mantê-lo na jogada, porque quando Christian entra no filme, quer dizer, na história, nem lembrava mais que o Leo existia. Pois é, dá para perceber que o livro é intenso. Christian é um brasileiro que foi para Londres para estudar cinema. Ele conhece Fani por acaso numa sorveteria e o destino se encarrega de aproximá-los depois. Ele parece ser o oposto de Leo, que passou um longo tempo ao lado do amor de sua vida e não conseguiu deixar isso claro para ela. Christian não perde tempo, ele diz o que tem que dizer de forma clara, direta, curta e grossa. Não teve medo de se expor e de se envolver. Não fugiu dos seus sentimentos, correu atrás de quem queria e não mediu esforços para conquistar seu coração. O problema? Ele não é o Leo.

A escrita da Paula se mantém muito fluida. A gente lê e nem percebe. Ela vai narrando tudo sem pressa, com riqueza de detalhes e extremo envolvimento emocional. Os capítulos continuam iniciados por trechos de filmes que têm a ver com o próprio conteúdo daquele capítulo. E achei muito interessante a forma que a autora nos manteve por dentro da vida dos personagens que ficaram no Brasil. Há de se esperar que, quando o livro é narrado em primeira pessoa, nós vivemos a história pelos olhos da narradora e só sabemos o que ocorre onde ela está naquele momento. Com a Fani indo para Inglaterra, o normal seria os personagens do livro anterior, que estavam no Brasil, ficarem meio sumidos, certo? Errado. Temos muito da Gabi, Natália, Alberto e todos os demais como se continuassem ali do ladinho da Fani. Como? Simples… emails! Ficamos sabendo tudo o que acontece com eles, não perdemos o contato da mesma forma que a Fani não perde. E isso também gera momentos muito divertidos como alguns emails da Natália e do Alberto, ou da Priscila com suas “fofocas” hilárias. O mais sumido acaba sendo o próprio Leo. E ainda são apresentados novos personagens como a família da Fani na Inglaterra, sua irmã Tracy ganha destaque, além de sua nova amiga Ana Elisa.

Fazendo meu filme capta perfeitamente essa fase turbulenta da vida que todos já vivemos ou viveremos, de forma que os livros são fáceis de agradar qualquer faixa etária. É uma história tão simples, tão cotidiana da vida de todos, de qualquer um, e ainda assim surpreende e emociona. Recomendado para todos os adolescentes de hoje e de ontem, para os que querem recordar sua adolescência e para os que se esqueceram de como eram quando “aborrecentes”.

 
 
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Resenha – FAZENDO MEU FILME 1, A ESTREIA DE FANI (Paula Pimenta)

Resenha Fazendo meu filme 1 Paula Pimenta

Fazendo meu filme 1

Título: Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani

Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

ISBN: 9788589239844

Categoria: Literatura Nacional/Romance

Ano de lançamento: 2ed / 2009

Páginas: 336

Sinopse: Tudo muda na vida de Fani quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. “Fazendo meu filme” nos apresenta o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em um outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades.

“Sempre achei que os melhores filmes são aqueles que terminam e deixar no ar os futuros acontecimentos, para que possamos inventar por nós mesmos a continuação. Minha vida é assim. Não sei como serão meus próximos capítulos, mas posso imaginá-los e tentar vivê-los o mais fielmente possível ao roteiro que eu mesma vou criar.”

Fiquei fã da Paula Pimenta mesmo antes de ler seus romances. Depois de Apaixonada por palavras, seu livro de crônicas, não tinha dúvida que qualquer coisa que a autora escrevesse seria incrível. E não me enganei. Como não gosto de ler séries antes de estarem totalmente publicadas, resolvi esperar para ler Minha vida fora de série e comecei pelo Fazendo meu filme, que já tem os quatro livros publicados, os quais comprei todos de uma vez para ler em sequência. E, ao terminar o primeiro, não vejo a hora de engatar logo a leitura dos demais.

Fazendo meu filme traz uma história singela e pura, contando a vida diária de uma típica adolescente brasileira. Deve ser por isso que ando cada vez mais apaixonada pelos romances nacionais, por ser tão fácil de nos identificarmos naquelas palavras, nos personagens, na realidade da nossa própria vida. Consegui me ver completamente naquelas jovens, lembrei o meu período de adolescente, do colégio, das preocupações que ocupavam a mente como enormes e complexos problemas, dos anseios típicos da adolescência, dos grupos de amizades, das festas de escola, dos inúmeros bilhetinhos trocados em sala de aula, das paixões platônicas, das paixões reais. Enfim, a Paula Pimenta trouxe tudo isso com maestria, numa linguagem simples e cotidiana, com um enredo fluido e totalmente envolvente, nos apresentando personagens carismáticos e verossímeis a ponto de nos dar vontade de voltar no tempo e reviver tudo aquilo. Bate uma saudade enorme e um sentimento de nostalgia. A cada página, era como se eu estivesse relembrando o filme da minha própria vida.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Fani, uma menina de 16 anos que mora em Belo Horizonte. Com uma escrita sem pressa, somos introduzidos na vida dessa adolescente e no seu dia a dia. Acompanhamos sua vida na escola, sua preocupação com as notas e a aprovação, seu relacionamento com a família e os amigos, sua paixão pelo professor de biologia, e sua inesperada constatação que o amor de sua vida estava bem ao seu lado. Fani é uma personagem encantadora, responsável, amiga, humilde e tímida. Ela tem duas melhores amigas, a Gabi e a Natália. O relacionamento delas é daquelas amizades que ficam para vida toda e deixa uma vontade enorme de conhecer mais sobre elas, de que elas tivessem ainda mais espaço no livro. E Leo, o “melhor amigo”, é um fofo. Daqueles meninos que se dão bem com todos e de quem toda a turma adora. Ele é carinhoso e todo preocupado com a Fani. É tão bonitinho de acompanhar esses dois. Passei o livro todo torcendo por eles e nervosa com cada desencontro. Dava vontade de dar umas sacudidas neles para acordarem, sabe? Mas valeu a pena esperar.

A Fani é viciada em filmes, tem coleção de DVD, e ficou muito legal a forma que a autora introduziu cada capítulo, com um trecho de filme que tem tudo a ver com o que acontece naquele capítulo. Foi criativo e diferente. Adorei! O livro traz ainda conversas em MSN, email, bilhetinhos entre os amigos em sala de aula e tudo isso torna a história dinâmica e envolvente, aproximando, cada vez mais, o leitor. Confesso que não conhecia algumas gírias e me senti meio velha, mas foi bom para me atualizar.

A única coisa que me incomodou no livro todo foi o tal professor de biologia. Não a paixão de Fani por ele, porque isso é comum. Qual menina nunca teve uma paixão platônica por um professor? Mas o estranho foi a forma como isso foi encarado. Talvez eu esteja olhando com olhos de um adulto, de mãe, sei lá. Mas fiquei muito irritada com a atitude do professor. Enfim, quem ler vai entender e não quero passar spoiler.

Apesar de ser um livro bem juvenil, Fazendo meu filme é capaz de conquistar qualquer idade. A escrita da Paula é tão espontânea e natural que parece que estamos realmente vendo um filme em nossas mentes. Apesar de uma história divertida, bem-humorada e cativante, não há grandes acontecimentos nesse primeiro livro. Ele é mais como uma introdução da vida da Fani. Mas o final deixa aquela vontade louca de começar logo a continuação e acompanhar mais a sua história e como ela vai se virar na nova vida durante seu intercâmbio. Com certeza, vem muita coisa legal pela frente.

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