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Resenha – CONVERGENTE (Veronica Roth)

Resenha Convergente Veronica Roth

Allegiant

Título: Convergente

Título Original: Allegiant

Autor: Veronica Roth

Editora: Rocco

Lançamento: 2014

Categoria: Literatura Estrangeira

ISBN:

Páginas:

Essa resenha pode conter SPOILER dos volumes anteriores (para ler, clique DIVERGENTE e INSURGENTE)

Sinopse: O que você faria se o mundo inteiro fosse um mentira? A sociedade baseada em facções que Tris Prior acreditava está quebrada, fraturada por violência e lutas pelo poder e marcada pela perda e traição. Então, quando é oferecida a oportunidade de explorar o mundo além dos limites que ela conhece, Tris está pronta. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais alarmante do que aquela que ela deixou para trás. Descobertas antigas são rapidamente esvaziadas de conteúdo. Novas verdades explosivas vão mudar os corações daqueles que ela ama. E mais uma vez, Tris deve lutar para compreender as complexidades da natureza humana – e de si mesma – , enquanto enfrenta escolhas impossíveis sobre coragem, lealdade, sacrifício e amor.

“Estou tentando confiar nele. Mas cada parte de mim, cada fibra e cada nervo, está ansiando pela liberdade, não apenas desta cela, mas da prisão desta cidade.”

Allegiant (no Brasil chamará Convergente) é o terceiro livro da trilogia Divergente e esperava muito dele. Não correspondeu. Simples assim! Vai ter quem diga que foi o final. Não foi!! Apesar de ter sido um choque e ter dado muita raiva num primeiro momento, a ponto de colocar o livro de castigo uns dias, logo eu pude compreender porque Veronica Roth concluiu a história daquela forma. Não havia outro desfecho mais plausível para essa trama e para alguns de seus personagens. Mas o que incomodou mesmo foi o desenrolar dos fatos. Achei a história confusa, o que era verdade nos livros anteriores deixa de ser, e tantas reviravoltas assim tornam a coisa sem sentido. Pode ser uma ficção, mas precisa ter lógica. Achei que ficaram arestas, pontas desamarradas. A autora não alinhavou sua história como eu esperava.

Ao final de Insurgente, descobrimos que há um mundo fora das cercas de Chicago. Logo surge um grupo, os Allegiant, que querem descobrir o que existe além dos limites da cidade. Mas os Sem-facção estão agora no controle e nada mais são do que outro governo opressor. Esses livros matam minha crença na humanidade, minha esperança por um mundo melhor. Porque refletem bem o que vemos na realidade, sempre alguém querendo se dar bem, querendo tirar o poder da mão do grupo opressor apenas para se tornar mais um daqueles contra quem lutava. Em Convergente, Veronica Roth vai fundo na complexidade do ser humano e suas ideologias. Mas… (claro que tem um mas), pareceu que a autora se perdeu em algum ponto. A história da população geneticamente danificada explica algumas coisas, mas levanta outros questionamentos que acabam não sendo respondidos. E mesmo diante de todas as explicações dadas, e que ainda existe muito mais do que os personagens sequer podiam imaginar, eles passam boa parte do livro andando para cima e para baixo no Bureau, lendo diário de mãe falecida, lutando contra seus fantasmas internos. Eu quero explicar, mas sem poder explicar muito para não falar o que não devo, então acaba ficando muito confuso. Tem que ler para entender.

Nesse livro, a narrativa muda, passando a intercalar pontos de vista da Tris e do Tobias. Fiquei super feliz quando vi que essa ia ser a proposta de Convergente porque sempre gosto de ler a perspectiva do outro protagonista. Mas… (olha o mas aí de novo) não deu muito certo aqui. Não sei o que autora fez com Tobias, onde ela o escondeu, mas não era o mesmo dos outros livros. Está certo que com a narrativa dele, entramos na sua cabeça e percebemos mais dos seus conflitos internos. Mas acontece que nesse livro ele resolve colocar pra fora todos esses conflitos e fazer algumas besteiras inexplicáveis que não condiziam com o Tobias que foi construído nos outros dois livros anteriores. Foi confuso! Foi insano! Entenderia se fosse a Tris tomando essa atitude porque ela sempre foi mais impulsiva, mas o Quatro… Não fez sentido.

Enfim, não vou ficar contando a história, nem soltando spoilers, só dizer que o desfecho da trilogia deixou a desejar em alguns aspectos, mas que nem por isso eu deixaria de ler e gostar da série como um todo. Por mais que o final seja doloroso, tem muito a ensinar a todos nós, a sabedoria do perdão, o valor da verdade, a beleza do altruísmo, a coragem das decisões, o poder da amizade. E, principalmente, a importância de se conhecer, de saber a onde pertence e de possuir o poder da escolha das suas decisões.

O livro Convergente tem previsão de lançamento no Brasil em 10 de março pela editora Rocco.

 

“Há tantas formas de ser corajoso no mundo. Às vezes, coragem envolve arriscar sua vida por algo maior que você mesmo, por alguém. Às vezes, envolve desistir de tudo que conheceu, ou amou, por uma causa maior. Mas, às vezes, nada disso acontece. Às vezes, não é nada mais que ranger os dentes de dor e trabalhar todo dia em uma lenta caminhada por uma vida melhor.”

 

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Resenha – INSURGENTE (Veronica Roth)

Resenha Insurgente Veronica Roth

Insurgente

Título: Insurgente

Título Original: Insurgent

Autor: Veronica Roth

Editora: Rocco

Lançamento: 2013

Categoria: Literatura Estrangeira

ISBN: 9788579801556

Páginas: 512

Essa resenha contém SPOILER do volume anterior da trilogia (para ler a resenha, clique em DIVERGENTE)

Sinopse: O fim da iniciação de Tris deveria ter sido marcado por celebração e vitória com sua nova facção; no entanto, o dia resultou em horrores inimagináveis. Agora, à medida que o conflito entre as facções e suas ideologias cresce, a guerra se aproxima. E, em tempos de guerra, partidos precisam ser tomados, segredos vão emergir e as escolhas se tornarão ainda mais irrevogáveis – e poderosas. Modificada por suas próprias decisões, mas também por uma devastadora sensação de mágoa e de culpa, descobertas radicais e relacionamentos em transformação, Tris precisa aceitar por completo a sua Divergência, mesmo que não saiba exatamente o que pode perder ao fazer isso. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

“Descobri que as pessoas são formadas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas.”

Não tem como acabar de ler Divergente e não começar imediatamente Insurgente. O final do livro anterior é abrupto e parece mais um final de capítulo do que de livro. E Insurgente retoma exatamente do ponto em que o Divergente parou, dentro do trem, e supera, e muito, o primeiro livro. O lado negativo de algumas partes paradas de Divergente não se repete em Insurgente. O ritmo é frenético, uma reviravolta atrás da outra, grandes surpresas, decepções ainda maiores, e muita ação que não deixa largar o livro.

Tris sofreu muito com o final de Divergente e isso fica totalmente perceptível nas suas atitudes. Ela mudou, cresceu, está magoada, ferida, devastada, mas tudo isso só serve para torná-la mais forte aos poucos, principalmente quando ela percebe essa força em si mesma. Entender isso é essencial para compreender alguma de suas atitudes. Ela é só uma menina e passou por grandes traumas que a marcaram e têm consequências. Quem tem papel importante em fazê-la enxergar sua força é exatamente Quatro. O relacionamento do casal protagonista está em transformação, deixando de ser uma paixão adolescente para ser um amor puro e verdadeiro de apoio mútuo. Mesmo quando passam por um momento turbulento na relação, fica claro que nada vai abalar a crença e a confiança de um no outro, o que só vem a fortalecê-los e uni-los ainda mais. Eles são os dois lados da balança, quando um desequilibra, o outro está ali para sustentar.

Só que não pensem que o segundo livro ficou mais centrado no romance. Nem de longe. Nada cor de rosa na série Divergente. Os conflitos são intensos e a ação domina. Temos traições, mistérios desvendados e outros surgindo, sacrifícios, mortes… Ah sim, mais mortes. Depois de Divergente, já deu para perceber que tudo pode acontecer na série, né? Dica: não se apegue muito a nenhum personagem (isso é spoiler?? Se acharem que sim, eu apago).

Em Insurgente, podemos conhecer mais das outras facções que ficaram meio apagadas no livro anterior. Entendemos mais do funcionamento dessa sociedade e do papel que cada facção exercia. A trama segue um rumo mais dramático e denso, com mais profundidade nas relações humanas e nos questionamentos propostos nas entrelinhas. Levanta, mais uma vez, discussões sobre temas da atualidade através da ficção, a sede pelo controle, o poder na mão das pessoas erradas, a manipulação, a opressão.

O final também é doloroso para quem vai ter que esperar o lançamento do terceiro e último livro da série, Allegiant (Convergente), com previsão para março pela editora Rocco. Mas… como eu sou ansiosa demais, acabei comprando em inglês mesmo e devorando em poucos dias. Agora, se gostei do final da trilogia… conto na próxima resenha.

“– Insurgente. Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, mas que não é necessariamente considerada agressiva.”

“Como seria bom se a vida funcionasse assim, livrando-nos da nossa sujeira e nos devolvendo, limpos, para o mundo. Mas certas sujeiras parecem destinadas a durar.”

 
 
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