Posts Marcados Com: Dia das Crianças

Escrevendo – Ser adulto (FELIZ DIA DAS CRIANÇAS)

Já estava com saudades de postar minhas “viagens na batatinha sobre o papel” aqui no blog. Acabei me centrando nas viagens e nas resenhas (e estava com vergonha das minhas bobagens, confesso). Mas o objetivo quando comecei o blog foi exatamente ter um espaço para viajar de várias formas. Então resolvi vencer minhas barreiras internas e postar hoje um textinho (tá, não tão -inho assim) em homenagem ao DIA DAS CRIANÇAS. Já foi escrito tem um tempinho, quando uma dessas simples vivências do dia a dia me despertaram uma reflexão e me fizeram lembrar uma crônica da Martha Medeiros que havia lido.

Um feliz Dia das Crianças para todos nós. Que nunca deixemos adormecer totalmente esse lado infantil nas nossas vidas.

 

(Escrito em Janeiro de 2013)

Ontem fomos deixar meus pais no aeroporto. Enquanto esperávamos o embarque, meus filhos brincavam nos corredores. Em determinado momento, ouvi um comentário sobre como era bom ser criança e sobre quantos adultos não tinham vontade de sair dançando em locais públicos. Parei para observá-los mais atentamente, reparando nas suas liberdades de expressão. Eles davam asas à imaginação pouco importando quem estava vendo ou o que estavam falando. Dançavam desinibidamente, sem notar os olhares das pessoas. Representavam personagens imaginários, lutavam em seus mundos particulares, visualizavam seus super-heróis preferidos. Era como se só eles existissem no corredor, no aeroporto, no mundo. Estavam submersos na liberdade da infância. Os sorrisos que obtinham dos transeuntes eram de carinho e admiração. Era tudo bonitinho, e doido era quem esperava que dois meninos de 5 anos ficassem esperando sentados quietos. Afinal, eram apenas crianças sendo crianças. Então uma frase me despertou: “se fosse um adulto fazendo isso, era maluco”.

Na hora, lembrei uma notícia que li sobre um vídeo que estava circulando na internet. O vídeo era um desses de grande sucesso, um meme, já que hoje sucesso é sinônimo de repetição, medido pelas quantidades de pessoas que assistem, escutam, compartilham. Pode até ser uma grande bobagem, mas se tem muita gente acessando, é bom. E esse vídeo pode ser só mais um exemplo disso se não pararmos para refletir. Ele retrata exatamente esta questão do que se espera do comportamento de um adulto em público. E o feedback recebido, seja pelo número de acessos, seja pelos comentários postados, reflete como anda a nossa mentalidade. Nele aparece uma mulher adulta, que, no meio do aeroporto, resolve ligar seu som e … dançar. Os olhares à sua volta são, no mínimo, cômicos. E não é difícil imaginar os pensamentos e as trocas de palavras entre as pessoas ao lado. Aquela moça é “doida”. Tá, ela quer aparecer, esse pode ser o objetivo. Mas não deixa de nos passar uma certa lição. Estamos todos presos dentro de um estereótipo do que se espera de um adulto, no qual quem não se adequa a ele, é diferente, louco de pedra, e precisa ser internado com urgência. Quando no fundo, bem lá no íntimo, quantos não queriam ter a coragem dela e simplesmente fazer alguma “criancice”. Em que momento da vida perdemos a permissão de sermos crianças? Afinal, o que é ser adulto?

Atrás de uma resposta, fui pesquisar e encontrei a seguinte definição: “aquele que atingiu a maioridade civil”. Meio vago, não? Porque então o ser adulto irá variar de um país para outro de acordo com suas leis. Porém, se assim for, vou tratar de orientar cada criança do mundo. Portanto, preste atenção agora criança, você tem uma data, um dia, uma idade específica a partir da qual deverá ser adulto e passará a agir como tal. Mas lembre-se de olhar a legislação de seu país. Se lá a maior idade for aos 21 anos, aproveite, pois você ainda tem alguns anos para se permitir fugir da vida adulta e dançar num corredor de um aeroporto sem ser taxado de doido. Conscientize-se que, a partir do dia do seu aniversário, aquele em que você passa a ser “de maior”, suas atitudes e seu comportamento devem mudar. A sociedade, a partir de então, irá esperar que você perca sua espontaneidade, sua pureza, sua molecagem. Acabou-se a brincadeira, que agora a coisa é séria. E chata! Mas deixa que com um tempo você acostuma. Você vai ter que perceber, da noite pro dia, que sua vida mudou. Nada de correr. Se correr em casa, está apressado para algo, se correr na rua, está fugindo de ladrão. Ou é o ladrão! Nada de televisão. Se gastar seu tempo em frente a TV, é desocupado e não tem o que fazer; ou é preguiçoso, já que há um monte de obrigações que te aguardam. Nada de se animar pela caixinha do correio. Correspondência não é mais cartinha do Papai Noel, e sim conta para pagar. Nada de brincar. Você tem um nome a zelar, família para sustentar e tem mais é que trabalhar. Nada de dar asas à imaginação. Se te virem viajando na batatinha, podes acabar é na psiquiatria. E, em hipótese alguma, dance em público se não estiver num local onde todos a sua volta também estejam dançando, porque aí sim você é normal. Ah, pois é, e não adianta chorar, você não é mais criança, lembra? Adultos não choram. São fortes. Maduros.

Maduros? Isso faz lembrar outra definição para o ser adulto: “aquele que chegou à idade madura e vigorosa”. Ok, mas e o que é ser maduro? Criança, atenção para mais uma descrição do dicionário. Maturidade seria “efeito ou circunstância de quem se encontra numa fase adulta; comportamento ou modo particular da idade adulta ou madura”. Só faltava essa! Agora estamos andando em círculos. Ser adulto é ser maduro. Ser maduro é ser adulto. Não ajudou muito. Então quem sabe: “estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento”. Melhorou? Continuou sem entender? Claro, porque você ainda é criança, não se encontra no último estado do desenvolvimento. Você é imaturo. Então agora já sabe que no momento em que entender esse conceito você será maduro, portanto adulto. Como vai ter certeza? É fácil. Quem é maduro não fraqueja, não sente medo, não tem incertezas. Quem é maduro sabe se comportar em público, sabe o que falar e quando falar. Quem é maduro não comete erros, não vacila, é responsável. Quem é maduro assume seus erros e toma o controle da própria vida. Quem é maduro? Não sei, criança. Acho que nunca encontrei um.

Esse negócio de maduro ficou muito complexo e subjetivo. Então que tal facilitar e analisar por algo mais objetivo e palpável como a definição “aquele que chegou ao termo do período de crescimento”. Crescimento aqui é físico ou emocional? Ser adulto é aquele que cresceu em estatura? Afinal, quem nunca se referiu a ser adulto como quando tivesse o tamanho de seus pais – “papai, quando eu for grande como você, eu quero ser…”. O problema aqui é que o “período de crescimento” a que a definição se refere deveria ser sim entendido não apenas pela questão física, mas também pela emocional. Por quê? Ora criança, do que adianta crescer apenas em tamanho, altura, estatura e não crescer no aspecto emocional? Só que acontece, e muito.

No fim das contas, será que nós, adultos, não somos todos crianças que crescemos em estatura e atingimos a idade prevista em lei para assumirmos responsabilidade por nossos atos, devendo ter maturidade para enfrentarmos as adversidades da vida, mas que no fundo acabamos crescendo mais em tamanho do que emocionalmente? Acabamos representando o papel que nos foi imposto, de trabalhadores, de pais, de cidadãos. Papel esse que nos foi ensaiado desde quando éramos apenas crianças, e que agora repetimos com nossos filhos. Mas no fundo, quando não há alguém vendo, alguém para criticar ou limitar, quantos não se permitem viver como uma criança? Quantos não choram escondidos no banheiro? Quantos já não tomaram uma atitude insensata? Quantos nunca dançaram no quarto com a porta fechada? Quantos não querem chamar o pai ou mãe quando as situações se complicam? Quantos não ligaram a TV naquele desenho e se deliciaram assistindo, deixando de lado todas as atribuições? Quantos já não fizeram alguma… criancice? Muitos. E sabe por quê? Porque é bom. Não apenas bom, é necessário. Torna a vida mais fácil e simples poder relembrar quando nada nos interessava além de nós mesmos, quando não ligávamos para o que os outros falavam ou pensavam, quando tudo era permitido e tudo era divertido. Não deveríamos nunca perder parte deste nosso lado infantil. Não é ser adulto irresponsável, mas não viver sempre buscando algum porquê, alguma explicação, alguma razão, algum motivo para tudo de forma desgastante. Precisamos saber porque a mulher, a doida, está dançando no meio de uma aeroporto. E deixamos de ver as coisas com simplicidade, com espontaneidade e com leveza. Acabamos sempre vivendo limitados pela interpretação do nosso papel, apegados a um roteiro predeterminado, imitando nossos pais ou avós, e classificando tudo que não for o considerado “ser adulto” como ridículo. Todos acham bom ser criança e sentem saudades da infância, mas, ao mesmo tempo, ninguém se permite trazer à tona esta criança que está adormecida dentro de si. E pior, ridicularizam quem isso tentar. Será que não deveríamos nos permitir a expressão dos nossos sentimentos sem ter que nos achar esquisitos ou malucos? Será que não deveríamos permitir que mais do nosso “ser criança” despontasse não apenas quando estamos escondidos no banheiro, de trás das portas fechadas, no escuro ou na solidão? Na verdade, talvez devêssemos parar de esconder que somos todos crianças. Apenas crianças que cresceram.

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Blogagem coletiva: as viagens da nossa infância

Participando de mais uma BLOGAGEM COLETIVA com o grupo do Facebook Viagens em Família, moderado pela Sut-Mie Guibert do blog  Viajando com Pimpolhos, precisava fazer um post sobre minhas viagens de infância em comemoração ao Dia das Crianças (a primeira blogagem coletiva que participei foi sobre nossos perrengues de viagem). Acabei por me deparar com duas dificuldades: primeiro, fotos, já que a maioria estava com meus pais e, se fosse pedir para me enviarem de Fortaleza para Macapá, o post sairia pro Dia das Crianças do ano que vem (para eles escanearem também ia ser complicado); segundo, descobrir, a partir das fotos que tinha em casa, o que era viagem e o que era onde estava morando. Depois de pensar um pouco, cheguei a conclusão de que tudo é viagem e que minha vida inteira foi viajando. Enquanto as pessoas viajam para determinada cidade para passear e conhecer, eu viajava para morar, passear e conhecer. Não importa se estava de férias, ou se estava de mudança, tudo me proporcionou aprendizado e experiência de vida. Então resolvi fazer o post assim, generalizando toda a minha vida na estrada, as várias viagens da minha infância. 

Quando nasci, meus pais moravam em João Pessoa, mas minha mãe viajou para Fortaleza apenas para meu nascimento. Ou seja, recém-nascida, eu já estava na estrada, iniciando essa vida viajante. Na época, João Pessoa não tinha aeroporto e minha primeira viagem de avião, ainda com dias de vida, foi de Fortaleza para Recife. E já aprendendo a gostar de uma boa estrada, fui de carro de Recife para João Pessoa. Essa pode ser considerada a primeira viagem da minha vida.

Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância

Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância

João Pessoa

Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância

Com mamãe

Já a minha primeira viagem mais longa foi pro Rio de Janeiro, onde minha avó materna morava, quando ainda não havia completado nem 1 ano de idade. Claro que não lembro nada, né? Mas tenho algumas fotos das minhas primeiras aventuras que me fizeram pegar esse gosto louco de viver com a mala nas costas.

Viagens de infância Blogagem Coletiva

Com 8 meses, passeando pelo calçadão de Copacabana

Viagens de infância

1981

Depois foi a vez de conhecer a nossa capital. Viajei por Brasília e região quando tinha 2 anos. Foi nessa época que ganhei um irmãozinho, companheiro de viagens e aventuras, e que hoje continua na vida viajante como eu.

Viagens de infância Brasília

Com 2 anos em Brasília

Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância Brasília

Lago Sul, Brasília.

Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância

Cheguei a morar em Fortaleza por 4 anos e foi o máximo de tempo que passei numa mesma cidade. Ali eu tinha minha família por perto, meus primos, tios, avó… e é dessa época que começo a ter realmente lembranças. Entretanto, como sempre moramos longe, nossas viagens de férias acabavam se voltando para Fortaleza também, para reencontrar a família. 

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Viagens de férias para Fortaleza em diferentes idades

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Reencontro com os primos

As viagens que mais me marcaram nesse período foram as idas para fazenda da família, o Criancó, que fica próximo ao município de Barreira, no interior do Ceará. Nada como ser criança com pé na terra, em contado com animais, com espaço para correr, com muitos primos para brincar e para fortalecer uma amizade que a distância nunca foi capaz de derrubar. Nós tomávamos banho de açude, assistíamos o futebol no campinho, andávamos a cavalo ou de carroça, passeávamos de trator, pegávamos piaba na beira do açude, íamos chupar caju tirado diretamente do pé dos cajueiros, visitávamos os porcos, as vacas, os cavalos. Ao fim do dia, estávamos imundos, mas felizes. Foi um tempo que deixou boas recordações.

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Brincando na fazenda

Viagens de infância

Com papai na fazenda Criancó

Duas coisas engraçadas me marcaram muito nessas viagens ao Criancó. Uma vez tomei uma carreira de um ganso que nunca vou esquecer. Quanto mais eu corria, mas ele vinha atrás de mim. E teve um dia que quebrei um gato de porcelana branca da minha vó quando estava brincando com meus primos e eles me colocaram o maior medo dizendo que eu ia levar uma bronca porque aquele era o gato preferido da vovó. Fugi! Fui me esconder na vila que fica na área da fazenda e não queria voltar com medo de brigarem comigo depois do terror colocado pelos meus primos e, no fim, era tudo perturbação deles. Até hoje escuto por causa desse bendito gato.

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Sendo simplesmente criança

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Com meu irmão

A próxima viagem foi de volta para o Rio de Janeiro, onde morei por 1 ano na Vila Militar em Deodoro.

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Aí veio a primeira grande aventura da minha vida, Altamira, no interior do Pará. Muitas e muitas recordações ficaram dessa viagem. Foi lá onde vivi grandes experiências e onde ganhei minhas fobias a alguns bichos. Em Altamira, pude ser criança com espaço e segurança. Diferente das cidades grandes, lá eu tinha liberdade, saía para andar de bicicleta, ia pro clube militar tomar banho de piscina, brincava na quadra com as outras crianças de pique-bandeira, queimado, amarelinha, elástico. Lembro que adorávamos brincar de interpretar a novelinha Carrossel que passava na época (eu era a  Laura. 🙂 ) Foi um período em que ser criança era diferente, não tinha shopping, nem TV por assinatura, muito menos computador e internet.

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Altamira – Pará

Muitas coisas marcaram essa viagem: os passeios de barco pelo rio Xingu; a experiência de acampar no meio da floresta Amazônica na Boininha; as cobras na garagem da minha casa; a aranha que subiu na minha perna enquanto eu olhava paralisada; o escorpião na perna no meu irmão, que dessa vez não me paralisou e eu meti a mão nele para tirá-lo de cima do meu irmão; o macaco que correu atrás de mim e me mordeu no calcanhar; a dolorosa picada da tucandeira (uma formiga) em que eu pisei e nunca senti uma dor tão grande na vida; o misto quente com refrigerante xinguzinho que eu e meu irmão comíamos no clube e colocávamos na conta do Cap Jacó; as picadas de pium todo fim de tarde; andar de bicicleta com a minha arara Mimosa na garupa, ou chegar da escola, correr para árvore onde ela ficava, chamar o seu nome e ela vir descendo direto pro meu braço, ou quando ela dava a volta na casa para bater na porta para pedir banana; a mordida que meu cachorro deu na boca do meu irmão; o nosso piriquitinho que ficava passeando pela rede do meu pai; encontrar o Boto Rosa e cantar para ele a música da Xuxa; a inesquecível viagem pela Transamazônica, quando fomos de carro de Altamira para o Rio de Janeiro num carro sem ar-condicionado que íamos comendo poeira num calorão, e, quando um caminhão cruzada com nosso carro, meus pais tinham que fechar o vidro correndo (não era vidro elétrico, era exercício pros braços mesmo). Essa viagem foi muito marcante e pena que não tenho nenhuma foto aqui. Sempre fomos meio loucos por estrada. Eu sempre preferi viajar de carro do que de avião. Íamos parando, conhecer as cidades pelo caminho, vendo as mudanças na paisagem, descobrindo além dos livros de geografia. Era tão fácil ouvir um professor explicando sobre caatinga, serrado, sertão, floresta tropical, pois eu via tudo isso ao vivo pelas estradas desse país.

Acampando na Boininha Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância

Acampando na Boininha

viagens da infância

Com a minha Mimosa!

De Altamira, viajamos de volta para Fortaleza e foram mais 2 anos especiais com a família. Agora, as viagens ao Criancó já eram diferentes, regadas a jogos de baralho ou de Perfil, mas ainda com banho de açude e passeios a cavalo. Aqui deveria terminar meu post, pois foi o período de transição da minha infância para a adolescência, apesar de ainda ter muitas e muitas viagens pela frente. Até então, minhas viagens eram nacionais e pelas cidades e redondezas de onde íamos morar. Mas vou falar um pouco da minha primeira grande viagem e porque não dizer primeira viagem “internacional”. Ah, é Paraguai, mas não deixa de ser uma viagem internacional, né? Foi uma viagem em família que me marcou e da qual ficaram grandes recordações. Já estávamos morando de novo no Rio de Janeiro e nessas férias, em vez de irmos para Fortaleza como sempre fazíamos,  seguimos por uma viagem de carro passando por São Paulo, Pindamonhangaba, São José dos Campos, Campos do Jordão, Cascavel, Foz do Iguaçu. Conhecemos as Cataratas e atravessamos a fronteira com o Paraguai e com a Argentina. Era a primeira vez que pisava em território fora do meu país. Tivemos alguns contratempos durante a viagem, como o carro que quebrou em Foz, um policial do Paraguai que quis levar meu pai não sei nem pra onde e rasgou a blusa dele, a TV que minha vó comprou e perdeu a nota fiscal, entre outras coisas, mas foi uma das viagens em família mais divertida que já vivi junto com papai, mamãe, mano e vovó.

 Blogagem Coletiva as viagens da nossa infância

São José dos Campos

Viagens de infância

Campos do Jordão

Viagens de infância

Campos do Jordão

Já fizemos algumas loucuras, tanto que meu pai era chamado de papa-léguas, como quando morávamos em Recife e de noite resolvemos que queríamos passar o feriado em Fortaleza, corremos para arrumar as malas, colocar tudo dentro do carro e pegar a estrada para amanhecer o dia em Fortaleza. Já saímos do Rio de Janeiro dia 23 de dezembro para passar a ceia de Natal com a família em Fortaleza. Atravessamos a tal Transamazônica onde as pontes eram dois tocos de madeira pro pneu do carro passar, onde víamos as cobras atravessando a estrada, onde só tinha mato por todos os lados. E nessa época não existiam jogos eletrônicos, DVD portátil, ou MP3. Era curtindo a vista mesmo, conversando com os pais, inventando brincadeiras na estrada. Era um maior envolvimento com a família.

Viagens de infância

Foz do Iguaçu

E como não finalizar esse post com essa viagem? A realização de um sonho de infância que veio quando eu estava com 15 anos. Minha primeira viagem sozinha, minha primeira viagem “realmente” internacional, minha primeira visita àquela terra encantada e de magia que é a Disney. Fui em excursão e foi meio que de última hora e de surpresa. Eu me preparava para fazer um intercâmbio, mas que por motivos alheios à minha vontade, não se concretizou. E meus pais se esforçaram para que eu tivesse de alguma forma meu sonho realizado. Acertaram tudo sem eu saber e um dia, quando cheguei em casa do colégio, lá estava tudo em cima da minha cama, as camisas, a fatídica pochete, as passagens, tudo. E em poucos dias embarquei de Recife para Miami e Orlando para descobrir que essa seria apenas a primeira vez que queria fazer aquilo. Que o mundo era grande demais e eu queria conhecer mais e mais. Só a pouco tempo consegui começar a realizar isso, mas garanto que não paro tão cedo.

Viagens de infância

Viagem de 15 anos

Viagens de infância

Disney

viagens da infânciaLembro que nesse dia prometi ao Mickey em pensamento que um dia ia voltar e levaria meus filhos para viver aquilo tudo. E essa promessa já foi cumprida.

Viagens da infância

E que seja apenas a primeira viagem deles de muitas outras, internacionais, nacionais, grandes, pequenas, não importa. O que vale é que eles tenham maravilhosos momentos em família como eu tive, que vivam tudo que a infância os permite, que cresçam saudáveis, que não haja limite para seus sonhos e nem empecilhos para suas realizações. Porque cada experiência dessa fortalece os laços familiares, amplia a visão do mundo, proporciona aprendizado que vai além da sala de aula, marca, transforma e nos torna pessoas melhores. Viajar é tudo de bom, e em família, então, é ainda melhor.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

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Outros viajantes contam suas histórias de viagens na infância, confiram nos links:
 
1 – Claudia Rodrigues Pegoraro – Felipe, o pequeno viajante 
2 – Karen Schubert Reimer – As Aventuras da Ellerim Viajante
3Francine AgnolettoViagens que Sonhamos
4 – Marcia Tanikawa – Os Caminhantes
5 – Adriana Pasello – Diário de Viagem
6 – Sut-Mie Guibert – Viajando com Pimpolhos
7 – Patrícia PappCoisas de Mãe
8 – Andrea Barros – Do RS Para o Mundo
9 – Andreza Trivillin – Andreza Dica e Indica Disney
10 – Camila de Sá Marquim – Na Viagem com Camila
11 – Débora SegniniGosto e Pronto
12 – Débora Galizia – Viajando em Família
13 – Aryele Herrera – Casa da Atzin  
14 – Andréia Mannarino – Mistura Nada Básica 
15 – Tatiana Dornelles – Destino Mundo Afora
16 – Manu Tessinari – Cup of Things 
17 – Valéria Beirouth – It Babies
18 – Luciana Misura – Colagem
19 – Amanda Lago – Batendo Perna Pelo Mundo
20. Erica Kovacs Viagem com gêmeos
 
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