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Chicago – como se locomover

Carro em Chicago é furada total. Além de estacionamentos caríssimos nas atrações, os próprios hotéis cobram o olho da cara por uma diária (no Fairfield onde ficamos hospedados era uma bagatela de 49U$ por dia, sem manobrista). Soma-se a isso o fato de ser absolutamente desnecessário para se deslocar pela cidade, que possui excelente sistema de transporte público, o CTA (Chicago Transit Authority) e o Metra.

Nós não usamos o Metra nenhuma vez, mas existem 11 diferentes linhas de trem que ligam o centro de Chicago a localidades mais afastadas e a diversas cidades vizinhas. Para os turistas, o que realmente interessa é o CTA, incluindo os ônibus e as linhas de metrô.

Metra Chicago

Linhas do Metra

Sendo o segundo maior sistema de transporte público dos EUA, o CTA conta com oito linhas de metrô.

Linhas do Loop Chicago

Linhas da região mais central de Chicago e Loop

Red Line (vermelho), que funciona 24h e corta Chicago de norte a sul, desde a estação Howard (ao norte) até a 95th/Dan Ryan (ao sul). É uma importante linha turística, já que atravessa Downtown pela State Street, passando próximo, por exemplo, do Millennium Park. Nós usamos bastante essa linha, já que havia uma estação perto do hotel, mesmo quando era apenas para passar uma estação e pegar uma linha de ônibus no The Loop, ou outra linha de metrô. Não era por preguiça de andar, acreditem. No inverno, isso é importante, pois muitas vezes caminhar pelas ruas geladas pode ser doloroso; então, nada melhor do que o quentinho do subterrâneo.

Metrô Locomoção em Chicago

Estação da Linha Vermelha

Blue Line (azul), também 24 horas, liga o O’Hare International Airport (o aeroporto internacional de Chicago) ao terminal em Forest Park, mas passando por Downtown na Deaborn Street.

Brown Line (marrom), que vem do norte, da estação Kimball em Albany Park, e desce em direção a Downtown, onde circula o Loop nos trilhos elevados característicos dessa região. Opera entre 4h e 5:30 da manhã até 1:30 ou 2h da madrugada (depende do dia da semana).

Purple Line (roxo), que sai de Wilmette, ao norte de Chicago, e vai até Howard, onde começa a linha vermelha. Em dias de semana, nos horários de maior movimento (“hora de rush” de 5:20 às 9:30h e de 14:30 às 18:30), é uma linha expressa que desce até Downtown, circulando o Loop.

Locomoção em Chicago

Green Line (verde), que nasce no oeste do estado, em Forest Park e Oak Park, e segue para o sul de Chicago até a 63rd Street, mas não sem antes dar aquela voltinha pelo The Loop. Pode ser uma opção para os turistas que se deslocam por Downtown ou que, como nós, querem assistir a um jogo do Chicago Bulls no United Center. Nós pegamos a linha verde no retorno do jogo e já estava bem deserto.

Orange Line (laranja), a linha que atende o outro aeroporto de Chicago, o Midway Airport (que opera os voos domésticos), fazendo a conexão da parte sudoeste de Chicago com o The Loop. Funciona das 4h (ou 4:30 nos fins de semana) até 1 hora da madrugada.

Pink Line (rosa), que é outra linha presente no circuito elevado de trilhos do The Loop e liga Cicero e Berwyn, a partir da estação 54th/Cermak, até o centro de Chicago. Na Lake Street, se junta com a linha verde e pode ser outra opção para deslocamento em direção ao United Center.

The Loop Chicago

Trilho elevado do Loop

Yellow Line (amarelo), não é uma linha de interesse turístico porque apenas liga Skokie, no norte de Chicago, até Howard, servindo à linha vermelha e à roxa expressa para Downtown.

Além do metrô, as linhas de ônibus atendem muito bem a região central, oferecendo ótimas opções de deslocamento para os pontos turísticos da cidade. Os ônibus são novos, limpos e bem conservados, circulam com frequência e todas as vezes conseguimos lugar para sentar, algo importante para quem está viajando com crianças.

Locomoção em Chicago

Alguns pontos de ônibus possuíam letreiro informando o tempo de espera para cada linha. Legal são as luzes para aquecer e não nos deixar virar picolé enquanto esperamos.

Locomoção em Chicago

A tarifa do ônibus custa 2U$, e do metrô, 2.25, podendo pagar apenas mais 25 cents para duas transferências adicionais dentro de um período de 2 horas. Entretanto, a melhor opção pode ser mesmo o Ventra Card, um cartão que pode ser comprado na bilheteria ou em máquinas nas próprias estações de metrô, ou em Walgreens. Nas máquinas, o pagamento pode ser feito em dinheiro e cartão de crédito.

Locomoção em Chicago

Com o Ventra, pode-se circular livremente tanto de ônibus quanto de metrô, quantas vezes forem necessárias dentro do limite de dias comprado. Há o passe para 1 dia, que custa 10U$; ou de 3 dias por 20U$; de 7 dias a 28U$; ou ainda de 30 dias saindo a 100U$. A esses valores, acrescenta-se a quantia de 5U$ que é o preço do cartão. A quantidade de dias vai depender do tempo de permanência em Chicago. Por exemplo, nós ficamos 5 dias e pagamos o de 7 dias, que compensava mais do que se fôssemos pagar o de 3 dias mais viagens avulsas nos outros dois dias, ou o passe de 1 dia ilimitado.

Crianças até 7 anos acompanhadas de um pagante viajam gratuitamente, enquanto as de 7 a 11 anos pagam uma tarifa reduzida.

Locomoção em Chicago

Para saber qual ônibus pegar para determinado destino, nós usamos um aplicativo chamado Moovit. Gosto de usar normalmente o HopStop, mas por algum motivo não estava operando em Chicago. O Moovit atendeu bem em substituição. Basta colocar o local de saída (ou deixar o destino atual identificado pelo GPS do celular) e o destino desejado que aparecem as opções de linhas de ônibus, ou metrô, ou ambas. É só escolher a que melhor atende à necessidade.

Aparece um mapinha com um marcador que vai se deslocando junto com você e dá uma ótima ajuda para se localizar nas ruas e achar as estações ou paradas de ônibus. O legal é que o celular vibra para avisar que devemos descer no próximo ponto ou estação.

App do Moovit

App do Moovit

Outra opção para fazer o planejamento dos deslocamentos é o próprio Google Maps.

Apesar desse maravilhoso sistema de transporte público, Chicago ainda merece ser explorada gastando aquela confortável e velha sola de sapato. Se o clima permitir, não há forma melhor de conhecer essa cidade apaixonante, que a cada passo, em toda esquina, ao virar de uma rua qualquer, do subterrâneo às alturas dos arranha-céus, não cansa de nos surpreender e conquistar, fazendo com que a despedida tenha aquele doce gostinho de até breve.

Chicago


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Chicago – dica de hospedagem

Numa cidade como Chicago, opções de hospedagem não faltam, o que torna ainda mais difícil decidir onde ficar quando se visita a cidade. Para nós não foi diferente. Como a melhor forma de locomoção em Chicago é através dos transportes públicos, ficar bem localizado é uma condição importante. Localização, preço, qualidade… foram muitas e muitas pesquisas até a decisão derradeira. E, no fim, ficamos muito satisfeitos com ela.

Hospedagem Chicago

As áreas mais procuradas pelos turistas são: Magnificent Mile, River North e The Loop. Existe uma grande variedade de hotéis para atender diversos bolsos e interesses nessas regiões. A questão é procurar e achar aquele que mais se adeque ao que deseja (e pode pagar, claro).

Hospedagem Chicago

Em nossas pesquisas, nos deparamos com o Fairfield Inn. Existem dois relativamente próximos, um em River North e outro em Magnificent Mile. Nós acabamos optando pelo primeiro, que além de um preço melhor, ficava bem perto de uma estação de metrô da linha vermelha. Para nós, foi uma ótima escolha, atendendo muito bem o que desejávamos.

Hospedagem Chicago

O hotel oferecia café da manhã continental incluído na diária, mas não era variado e repetia sempre as mesmas coisas todos os dias. Claro que dava para tomar um bom café, só que podia ter mais opções, principalmente para as crianças.

Os quartos com duas camas de casal eram de tamanho satisfatório, não muito grande, mas sem ser pequeno. Havia frigobar e cafeteira, e o wi-fi estava disponível gratuitamente.

Hospedagem Chicago Hospedagem Chicago

As máquinas de lavar e secar a moedas facilitam bastante a vida do turista, principalmente quando se está viajando com crianças.

O que chamou a atenção foi o atendimento. A equipe do hotel era simpática e prestativa. Fomos muito bem recebidos e sentimos esse diferencial.

Hospedagem Chicago

No quesito localização, foi perfeito, a poucos passos do metrô ou de paradas de ônibus, com várias opções de restaurantes e fast food ao redor (McDonalds, Gino’s East, Hard Rock Cafe, Rainforest, Maggiano’s Little Italy, o peruano Tanta, e só para citar alguns), além de uma Walgreens que quebrou o galho inúmeras vezes. Estávamos a quatro quarteirões do Chicago River, chegando ao The Loop com uma curta caminhada e tendo outras linhas de metrô e ônibus à disposição.

De quebra, o hotel ainda estava bem de frente ao Chicago Fire Department e os meninos se divertiram olhando os carros de bombeiros pela janela. Bastava ouvir o som característico que eles corriam animados para o vidro do quarto. Para muitas pessoas, isso pode ser um incômodo, já que constantemente os caminhões e ambulâncias entravam e saíam com as sirenes ligadas e fazendo barulho. Nós não chegamos a acordar nenhuma noite por causa disso (se era por estarmos cansados demais e não pela ausência de ruídos, já não sei dizer).

Hospedagem Chicago Chicago-fire

O hotel tem estacionamento, mas cobra uma taxa absurda de 49U$ por dia (sem manobrista). Nós estávamos sem carro em Chicago, então isso não foi um problema.

Pode ser uma boa sugestão de hospedagem em Chicago, embora só em volta do Fairfield Inn existam tantos outros hotéis, como o seu vizinho Hyatt Place, ou o Hampton Inn, no outro quarteirão. A base da nossa escolha continua sendo a mesma, garantir ao menos uma boa noite de sono e uma boa chuverada, por um preço que o bolso suporte e uma localização que facilite a vida de turista. Afinal, é certeza que, em Chicago, o hotel é onde se vai passar a menor parcela do dia.


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