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Roadtrip Califórnia – San Francisco (Golden Gate Park, Lombard Street, Pier 39)

Começamos o dia pelo Golden Gate Park. Pegamos um ônibus perto do hotel e descemos primeiro na Alamo Square para apreciarmos as Painted Ladies, uma sequência de casas vitorianas de 1895 que são muito lindinhas. Dá vontade de conhecer por dentro.

San Francisco, Painted Ladies

A vista da cidade na Alamo Square é privilegiada e rende ótimas fotos. 

San Francisco, Alamo Square

Enfim, seguimos para o Golden Gate Park, um dos maiores parques urbanos do mundo. Tínhamos como objetivo principal o Califórnia Academy of Science. O museu funciona diariamente das 9:30 às 17 horas, e aos domingos das 11h às 17, sendo a última entrada permitida às 16h. 

O passeio é muito interessante, sendo um bom programa com ou sem criança. Podemos nos deslumbrar com o Morrison Planetarium; ver esqueletos de dinossauros; entrar na Osher Rainforest, quatro andares que representam diferentes ambientes de uma floresta tropical, terminando num aquário no subsolo, o Steinhart Aquarium, que traz tanques com a diversidade da vida aquática. Além disso, gostamos muito da exposição sobre os terremotos, onde vivenciamos a experiência de estar num terremoto. 

San Francisco, Califórnia Academy of Science San Francisco, Califórnia Academy of Science San Francisco, Califórnia Academy of Science San Francisco, Califórnia Academy of Science

Ficamos até umas 14h no California Academy of Science, e resolvemos dar uma volta pelo Golden Gate Park, que conta com outros dois museus, o de Young e o Legion of Honor, os quais não conhecemos. Outras opções do parque são: o Shakespeare Garden, um jardim onde estão plantas citadas nas obras de Shakespeare; o Conservatory of Flowers, com lindos canteiros floridos e uma estufa ornamentada (não entramos na estufa); o Japanese Tea Garden; o Buffalo Paddock; o Strybing Arboretum; o Stow Lake.

San Francisco, Golden Gate Park

Conservatory of Flowers

San Francisco, Golden Gate Park

Flores do Conservatory

San Francisco, Golden Gate Park

Japonese Tea Garden

O parque é enorme e fazer tudo andando é cansativo, sendo o ideal, para quem possui tempo, dividir a visita em dois dias para conhecer com calma. Como era nosso último dia em San Francisco, resolvemos voltar para região da Union Square, porque demos como prioridade conhecer a famosa rua sinuosa, a Lombard Street.

Almoçamos na própria Union Square e o que veio a seguir não fazia parte do meu roteiro em hipótese alguma, mas quero deixar como alerta aos que vão a San Francisco. Nós pensamos em pegar o bonde em direção à Fishermans Wharf, já que não havíamos gostado do passeio que fizemos no dia anterior, mas a fila era tão monstruosa que desistimos. Peguei meu celular e fui ver no HopStop qual o melhor ônibus para chegar o mais perto possível da Lombard St. Pelo site, teríamos que pegar um ônibus a algumas ruas à esquerda da Powell St. Vejam só, quem está de frente para a direção da Fishermans Wharf, de costas para Market St, a esquerda da Powell St, nós entramos numa rua chamada Eddy St. Não andamos dois quarteirões e avistamos um grupo muito grande de mendigos sentados na rua. Mas como isso era comum em San Francisco (o que até nos impressionou no início, essa quantidade de mendigos pelas ruas da cidade), não nos incomodamos e continuamos andando. Logo na esquina seguinte, havia vários carros da polícia, mas vimos que ali perto tinha uma delegacia e meu marido ainda brincou dizendo que mais seguros impossível. Que nada! Cheguei a conclusão de que nos EUA se você vê pouca polícia, você está num local tranquilo, se vê muita, tem algo errado. Porque foi exatamente isso. De repente, o ambiente mudou a nossa volta. Não havíamos andado muito da região turística da Union Square, mas parecia que eu estava em outra cidade. Eu ainda demorei a me dar conta, mas quando percebi que meu marido estava apertando o passo e olhei atentamente a minha volta, me senti num filme, num seriado Law and Order, com aquelas figuras estranhas nas ruas, parados, só olhando. Na frente do que seria uma lanchonete, vários tipos enormes, com aquelas roupas largas de basquete, alguns negros, outros com aparência latina, todos com seus medalhões no peito e caras sérias. Olhavam para gente, mas não falavam nada. Começamos a andar em círculos, querendo voltar para onde havíamos vindo porque não sabíamos o que mais havia pela frente. Eu não queria pegar o celular na bolsa para ver o mapa e não sabia mais onde estava. Meu marido havia guardado a máquina fotográfica pouco antes e não estava pendurada no pescoço como sempre, tipicamente de turista. Evitamos falar entre a gente para não perceberem ao idioma. Mas claro que era tudo idiotice nossa porque estava na cara que éramos turistas perdidos e eles sabiam muito bem disso. Nos cruzamentos, em todos os quatro cantos, eles estavam, parados ou encostados nas paredes. Sabe aquelas cenas de filme em que chega a polícia, uns correm e param alguém para interrogar? Que medo! Eles nos olhavam de cima a baixo, mas não mexeram com a gente, não abordaram, nada. Até por prostitutas daquelas cinematográficas de roupas espalhafatosas nós cruzamos. EU JURO! Claro que não dava para fotografar essa “aventura”. E vimos um deles vendendo droga, uma pedra, para um homem que parecia até turista alemão. O cara deu uma mordida na pedra bem rápido e eu já não estava mais olhando para ver o resto. Só queria sair dali. Até que avistei a Market St e tracei uma reta até ela. Não sabem o alívio quando eu vi aquele movimento da Market St, e voltamos rapidamente para a Powell St. De volta aos turistas!! Aff! Fiz um tour pela boca de fumo americana!! Ao lado da área turística, não tinha como eu saber. Mas eles não querem saber de roubar, porque ganham é com a venda de drogas e com o próprio turismo. Talvez nos olhassem tanto porque estavam vendo se queríamos era comprar droga. Não lembro exatamente todas as ruas que passamos porque fiquei nervosa, mas sei que a primeira foi essa Eddy St e, logo três quarteirões após, já estávamos no meio disso. Depois peguei rua à esquerda, à direita, sei lá. Foi horrível!

Depois dessa experiência dispensável, resolvemos ficar no que era seguro e entramos na fila do bonde. Mas meu susto em San Francisco não havia acabado. Quando finalmente eu estava mais calma, tinha conseguido ficar na parte traseira do bonde e ia ver bem a cidade toda… eis que me vem um mendigo doido (ou drogado, não sei), dá um tapão do lixeiro e começar a gritar coisas as quais não entendi nada, nada além da palavra “Bitch”… e olhando para mim. AHHH! Depois ele sobe no bonde, do meu lado, e continua gritando. Pensei: “pronto, agora eu apanho”. E o homem era enorme. Meu marido do meu lado, mas imprensado entre mim e o fim do bonde, e o doido na escada do meu outro lado. Eu fiquei pálida. Depois o doido desceu e foi embora. Foi muito rápido, mas tanta coisa passou pela minha cabeça… O passeio de bonde serviu para acalmar!

San Francisco, bonde San Francisco, passeando de bonde

Descemos no final da linha do bonde e fomos andando até a Lombard St, a rua mais sinuosa do mundo. Que ladeira!!! Mas me fez bem aquele exercício para descarregar a adrenalina dos minutos anteriores.

A Lombard Street tem uma inclinação de 27 graus. Como é muito íngreme para veículos, foi remodelada com oito curvas com a finalidade de suavizar essa inclinação. A velocidade máxima é de 8km/h. Podemos subir ou descer por umas escadas laterais para ver a rua de vários ângulos.

San Francisco, Lombard Street San Francisco, Lombard Street San Francisco, Lombard Street

Terminamos nossa visita a San Francisco exatamente no Pier 39, um antigo cais de carga de dois pisos que abriga várias lojas e restaurantes. É uma delícia passear pelo píer. Um dos atrativos é observar os leões marinhos.

San Francisco, Pier 39 San Francisco, Pier 39 San Francisco, Pier 39

Jantamos no Bubba Gump do Pier e nos despedimos de San Francisco. No dia seguinte, pegaríamos o carro novamente e começaríamos nossa descida para Los Angeles pela Rota 1, passando por Monterey e Carmel

 
 
 
 
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Radio City Music Hall Christmas Spectacular em Nova York (com crianças)

Nosso Natal em Nova York terminou com o espetáculo das Rockettes no Radio City Music Hall Christmas Spectacular. Quando fizemos o roteiro para  NYC, queríamos muito assistir a um show da Broadway, mas como os meninos ainda eram muito pequenos, além da maioria dos shows não permitir a entrada de crianças da idade deles, eu tinha minhas dúvidas se valeria a pena comprar os ingressos, que não são baratos, e eles não assistirem. Fiquei entre os shows na Mary Poppins, Lion King e esse do Radio City Music Hall. Como já havíamos passado 11 dias em Orlando vivendo bastante de Disney, achei que era legal ampliar as experiências. E, numa noite de 25 de Dezembro, nada melhor que um show de Natal, certo?

Depois de um dia intenso que teve a maravilhosa vista proporcionada pelo Empire State Building, a divertida visita ao Museu de Cera Madame Tussauds e a caminhada pelo Central Park, o cansaço não nos venceu e fomos caminhando do nosso hotel, o Milford Plaza, até o Rockfeller Center onde fica o Radio City Music Hall.

Radio City Music Hall New York

A beleza já começa no Lobby do Music Hall. Requintado, com espelhos e candelabros de cristal maravilhosos que te remetem a uma outra época. O teatro é gigante, com mais de 5.900 lugares, e serve de palco para conhecidas premiações como  Grammys, Tony, MTV Movie Awards, entre outros. O Radio Music City Hall abre 1 hora antes do início da apresentação. Nós compramos nosso ingresso online com antecedência, o que é recomendado. Tem que levar o voucher e o cartão usado para realizar a compra e apresentar no Will Call para retirar os tickets. Faz fila e é bom não chegar muito em cima da hora. Não há um dress code para o Music Hall, mas as pessoas se vestiam, em sua maioria, de forma mais social no horário que fomos (à noite). Apesar de que vimos de tudo, desde os que pareciam que estavam num baile de gala.

Radio City Music Hall New York

Radio City Music Hall

Entrada do Music Hall New York

Entrada do Music Hall

O show Christmas Spectacular acontece todos os anos nos meses de Novembro e Dezembro em várias apresentações por dia, manhã, tarde e noite (os horários são muito variados de um dia para outro. Para detalhes sobre horários e preços, consultar o link). Os preços também variam muito de acordo com o local escolhido dentro do teatro, o horário e o dia da apresentação (de 39$ a 329$).

Palco Radio City Music Hall Christmas Spectacular New York

Palco

O show mistura musical com efeitos de cinema 3D. É muito lindo e com coreografias super sincronizadas. Proporciona um experiência visual diferente e animada. Para crianças, é bem divertido, porque é um show dinâmico e bastante colorido, com muita música, dança e figurinos deslumbrantes. Não exige conhecimento de inglês para curtir. Nós sentamos na primeira fileira do primeiro mezanino e foi ótimo, sem nenhuma cabeça na frente das crianças e com uma visão geral do palco.

Primeiro mezanino Radio City Music Hall Christmas Spectacular New York

Primeiro mezanino

Na entrada, recebemos os óculos 3D e o guia do espetáculo. Os carrinhos de criança ficam guardados na chapelaria e é entregue um cartão com número para retirá-los depois. Crianças de qualquer idade podem assistir ao show, sendo que apenas as menores de 2 anos não pagam ingresso (mas precisam sentar no colo). Os meninos adoraram. Ficaram super concentrados prestando atenção a tudo. E olha que o show dura 90 minutos. Apenas no finalzinho o Matheus dormiu na cadeira, só pra variar…

Radio City Music Hall Christmas Spectacular New York

Esse dorme em qualquer lugar

Algumas fotos do show:

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O Box Oficce do Radio City Music Hall está localizado na 6th Avenue, entre a 50th e 51st Streets, e funciona das 10h às 20h. Mais informações no link.

 
 
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