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Relato – Acionamos o seguro viagem do Visa Platinum

Quando se viaja para o exterior, é sempre imprescindível ter um seguro para eventuais intercorrências. Não estamos livres de um problema de saúde ou acidentes/incidentes durante a viagem. Nós viajamos apenas com o seguro do cartão de crédito Visa Platinum e confesso que tive medo de ter problemas. Essa assistência é oferecida quando se compra a passagem aérea com o cartão de crédito, cobrindo o titular do cartão e seus dependentes. Ela é válida em viagens durante 60 dias consecutivos, e a compensação por despesas médicas tem um limite máximo de 25.000U$ por beneficiário, o que pode ser muito pouco levando em consideração que a assistência saúde em países como EUA é caríssima. Não vou entrar em detalhes sobre o seguro porque não vou ficar escrevendo cláusulas e mais cláusulas aqui, mas recomendo que leiam todas as entrelinhas e condições, principalmente aquilo que o seguro NÃO cobre. Todas as informações estão disponíveis no site do Visa Platinum. Também não vou entrar no mérito se vale a pena, ou não, fazer outro seguro como garantia, porque cada um deve fazer o que vai lhe deixar mais tranquilo. Vou apenas relatar como foi a nossa experiência ao acionar o seguro do Platinum.

Nunca precisamos de qualquer assistência saúde durante nossas viagens, mas sempre existe uma primeira vez. Tive uma infecção de garganta durante nossa passagem por Orlando. No dia em que estávamos no Island of Adventure, comecei a sentir dor e mal-estar. Como sempre tive muitos problemas de amigdalite desde criança, achei que seria apenas mais uma crise que resolveria com anti-inflamatório, o qual já faz sempre parte da minha farmacinha de viagem. Chegando ao hotel ao fim do dia, tomei o remédio e fui dormir na esperança de acordar melhor. Mas não aconteceu. Acordei no dia seguinte muito pior e logo percebi que a situação não era tão simples e que ia precisar de assistência médica. Antes de deixar a coisa se complicar mais, resolvemos mexer no roteiro, cancelar a ida ao Hollywood Studios naquele dia e buscar atendimento médico.

A primeira conduta foi ligar para o cartão de crédito (o número que há na parte de trás do cartão) em busca de orientação. O atendimento do cartão é em português, logo não há preocupação com o entendimento de outra língua. Fomos informados que teríamos duas opções: ir até uma clínica indicada pelo seguro e receber o atendimento; ou esperar a visita de um médico no hotel. As duas situações tinham prós e contras. Nós estávamos com crianças e ir a uma clínica não seria o ideal para os meninos devido ao ambiente hospitalar sempre tão contaminado. Porém, nessa situação, não precisaríamos pagar nada pelo atendimento, cujo pagamento seria todo feito direto pelo seguro. Outro fator positivo é que poderíamos ir naquele minuto, já que a documentação seria enviada direto para a clínica por fax. O ruim era que teríamos que aguardar o tempo de espera numa clínica e não tinha a menor noção de quanto demoraria isso.

Esperar um médico no hotel daria um certo conforto e também livraria as crianças de contato com o hospital. Mas nesse caso, teríamos que pagar o médico do nosso bolso, cuja consulta sairia por volta de 150,00 a 200,00U$. A atendente do cartão não sabia exatamente o valor e deu apenas uma estimativa. Só depois seria feito o reembolso dessa quantia. Além disso, o atendimento não seria imediato, já que iriam solicitar a visita do médico e esse trâmite poderia demorar algumas horas e ficaríamos presos no hotel durante esse tempo. Eu queria resolver logo isso e não tem coisa pior que saber que estar empatando o passeio alheio. Então resolvemos seguir logo para clínica e torcer para que o atendimento fosse rápido e que pudéssemos seguir nosso dia de passeio o mais rápido possível.

Nos foi passado o endereço da clínica e assegurado que era só chegar e se identificar que eles já teriam a documentação com a autorização para o atendimento. Duvidei um pouco dessa eficiência toda, mas seguimos direto para a tal clínica credenciada.

A Clínica

A Clínica

No local, explicamos a situação e foi pedido meu passaporte. Logo identificaram a tal documentação, que realmente já havia sido enviada por fax. Tivemos que preencher uma anamnese num computador que ficava na sala de espera, informando dados pessoais e informações gerais sobre o histórico de saúde e sobre a doença atual. É um formulário bem longo, por sinal.

Interior da Clínica

Interior da Clínica

Tudo preenchido e assinado, foi hora de aguardar. A sala de espera estava tranquila, com algumas poucas pessoas aguardando atendimento. Tinha uma TV e até um brinquedinho que entreteve as crianças. A tempo de espera não foi dos mais longos, mas para quem está viajando qualquer hora perdida é uma eternidade.

Seguro Visa Platinum

Cerca de 40 minutos depois, fui chamada por um enfermeiro que aferiu a pressão, verificou temperatura e fez todos os procedimentos de triagem. Fui encaminhada para um leito num quarto fechado. Nossa, horrível!!! Não o local, que era tudo limpinho e organizado. Eu que odeio ser paciente com todas as minhas forças. Mas fui muito bem atendida. Claro que tudo era falado em inglês, mas dava para entender. Algumas pessoas tentavam desenrolar um espanhol para facilitar e até algumas palavras em português saíram naquela conversa multilíngue.

O enfermeiro disse que poderia aguardar o médico no quarto. Pouco tempo depois, ele voltou dizendo que o médico solicitou a coleta de um swab oral (aquele cotonete igual vemos nos filmes para coleta de DNA. O procedimento é semelhante, com objetivo de coletar uma amostra de material para verificar o agente causador da infecção e indicar o tratamento mais adequado). Já gelei, não por causa do procedimento, que é rápido e indolor, mas pensando imediatamente que em nenhuma hipótese ia ficar naquele hospital por tanto tempo a ponto de esperar um resultado de swab ou tão pouco iria retornar ali outro dia para buscar o resultado. Só queria pegar a bendita receita para conseguir comprar o remédio e dar o fora dali para curtir minha viagem, com ou sem dor. De qualquer forma, a coleta foi feita. Esperei cerca de 20 minutos nesse quarto e nada do médico. Já estava a ponto de fugir dali, até que o médico apareceu e, quando achei que ia me examinar, ele veio com o meu diagnóstico e o resultado do swab. HÃ? Como assim? Já? Em questão de minutos, o exame estava pronto (teste rápido), o médico com resultado em mãos sabendo exatamente o patógeno, e eu ciente de que poderia ter tido muito mais problemas se não tivesse procurado logo a assistência médica, já que estava mesmo com infecção bacteriana e iria precisar de antibiótico. Saí dali com a receita do antibiótico, sem pagar nenhum tostão, tendo sido atendida com cordialidade e educação e com uma espera total de cerca de 2 horas. O saldo foi muito positivo.

Fomos direto para uma Walgreens para fazer a medicação. É preciso entregar a receita naquela área de solicitação dos remédios, umas janelas de vidro que normalmente ficam nos fundos das farmácias. Os remédios são manipulados na hora e temos que esperar enquanto preparam. Ainda bem que não havia muita fila e foi até rápido. Devidamente medicada, seguimos para passear no Florida Mall, pois não havia muito mais a ser feito a não ser esperar o efeito da medicação. Após as primeiras 24h do antibiótico, eu já era uma nova pessoa. Nós guardamos a receita, a guia de atendimento da clínica e a nota fiscal da compra da farmácia.

No dia seguinte, ainda recebemos uma ligação do Cartão Visa para saber como fora o atendimento, se havia resolvido e se eu estava melhor. Nos surpreendeu!

Quando voltamos de viagem, precisamos preencher um formulário e enviar junto com o extrato do cartão de crédito do mês em que foi feita a compra das nossas passagens aéreas, que era o comprovante de que as passagens haviam sido compradas no cartão, mas nenhum tipo de comprovação foi solicitado no momento do atendimento durante a viagem. Tínhamos 3 meses para enviar os documentos. E também enviamos a receita médica e a nota fiscal da compra do remédio na farmácia, para que o valor gasto com o medicamento fosse reembolsado. Alguns meses depois, recebemos um email informando que estava tudo certo e que o valor de 50U$ pago na compra do antibiótico seria reembolsando. Um tempo depois, recebemos pelo correio uma ordem de pagamento no valor exato.

Vivemos uma nova situação durante nossa viagem pelo Peru em junho de 2014. Eu, novamente, resolvi aprontar outra. Coisas que nunca acontecem e resolvem aparecer na pior hora. Acabei tendo um furúnculo na parte interna da coxa que só eu sei o quanto incomodou e atrapalhou, mas não deixei que me impedisse de fazer nada, nem de subir todas as escadas dos sítios arqueológicos ou de ir a Machu Picchu. Assim que cheguei de volta a Lima, tive que buscar assistência médica. Repetimos todo o procedimento já descrito acima e fomos encaminhados à uma clínica. O atendimento foi mais lento, estava bem cheio, mas a resolução do problema foi super eficiente. Quando chegou a minha vez de ser atendida, a médica, após examinar, já foi logo chamar um cirurgião para avaliar, o qual chegou em questão de minutos, fez uma drenagem, limpeza cirúrgica da ferida e curativo, receitou antibiótico e me agendou para retorno em uma semana para reavaliação (eu estava morando em Lima por 3 meses). A medicação era entregue na própria clínica, estando incluída no atendimento. Novamente, não paguei absolutamente nada e tive um atendimento ótimo.

Conclusão, o seguro viagem do Visa Platinum funciona, ao menos para pequenas intercorrências. Não posso garantir que se fosse algo que precisasse de internação ou de outros procedimentos teria um final positivo. Mas, para atendimentos ambulatoriais de pequena complexidade, foi perfeito.

A Francine Agnoleto, do Viagens que Sonhamos, possui uma série com vários relatos de pessoas que usaram diferentes seguros e contam suas experiências. Muito importante para quem quer mais informações. Vejam o link.

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Categorias: EUA, Viajando | Tags: , , , , , , | 21 Comentários

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