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Resenha – A ELITE (Kiera Cass)

Resenha A Elite Kiera Cass

A Elite

Título nacional: A elite

Título original: The Elite

Autor: Kiera Cass

Editora: Seguinte

ISBN: 9788565765121

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance

Ano de lançamento: 2013

Páginas: 360

 Esta resenha contém SPOILERS do volume anterior (para ler a resenha, clique: A SELEÇÃO)

Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex- namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda, ela sente que é nele que está o seu conforto. Porém, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

Agora são apenas 6 garotas participando da Seleção e America é uma delas. Ela parecia ter ganhado o coração do príncipe Maxon e achei que esse volume tomaria um rumo diferente, com o casal principal como foco romântico. Mas não é o que acontece. A confusão amorosa de A Seleção continua. Ou até piora. Porque agora é Maxon que surpreende. Sinceramente, achei tudo uma grande confusão.

Engatei a leitura de A Elite imediatamente após ter acabado A Seleção. Aí vai ter quem pergunte: afinal, você gostou ou não do livro? Eu não sei a resposta. Acho que de alguma forma, ele prende a atenção, e, talvez, eu tivesse a esperança de ver algo mais acontecer. Parece que o livro dá sempre essa impressão a cada página, essa promessa de vai melhorar, que o leitor continue porque o grande momento vai chegar. Acontece que esse momento não chega nunca. Fiquei sempre esperando mais e mais. Não tive!!

Os personagens não crescem como esperado, não vi aprofundamento das questões pessoais ou grande amadurecimento individual. Pelo contrário, parece que as coisas andam para trás. Uma atitude de America não faz o menor sentido. Uma não, várias. Não consigo entender aquela cabecinha. Sério, como uma menina consegue ser tão indecisa? As qualidades que havia visto nela em A Seleção ficam apagadas nesse livro. E Maxon piora drasticamente. A impressão que tive é que a história não seguia uma sequência lógica. Ou faltava alguma peça do quebra-cabeça. A trama envolvendo Maxon e Celeste, ou Maxon e Kriss, ou Maxon e America, ou America e Aspen é cansativa. Pois é, tudo gira em volta dos triângulos, quadriláteros, ou sei lá que forma geométrica, amorosos.

Em A Elite, aparece um pouco mais sobre os rebeldes. Acho que a autora devia ter investido mais nesse ponto. Gera uma curiosidade de saber o que eles procuram, qual a sua causa e como isso vai acabar. Mas é muito estranho as constantes invasões do castelo pelos rebeldes. Que defesa nacional é essa? Que castelo frágil é esse que, como num passe de mágica, com tanta facilidade, os rebeldes estão dentro? Ao menos consegui entender melhor sobre a história de formação de Illea quando America pega o diário de seu fundador. Tenho esperança que isso seja mais trabalhado no último livro.

E então, recomendo? É difícil para mim não recomendar qualquer livro que seja, porque cada um deve tirar suas próprias conclusões. Não acho que exista um livro ruim, o que existe é o gosto literário de cada um. E essa trilogia faz muito sucesso, isso não tem como negar. Gosto é individual e algo que não se discute. Então, se uma história está fazendo os adolescentes lerem, ela já é válida. De uma forma geral, digo que quem busca essa trilogia esperando uma distopia, essa não é a leitura ideal para você. O que menos tem aqui é distopia. Ele é mais um romance basicamente, focado na confusão de sentimentos dos protagonistas e em triângulos amorosos. Como esse tipo de romance não faz meu gosto, tive dificuldade de ser envolvida pela trama como um todo. Mas, claro, que vou ler a última parte, A Escolha, para completar a trilogia.

 

“ – Como é amar? – perguntou May

– É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder.”

 
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Resenha – A SELEÇÃO (Kiera Cass)

Resenha A Seleção Kiera Cass

A Seleção

Título nacional: A seleção

Título original: The Selection

Autor: Kiera Cass

Editora: Seguinte

ISBN: 9788565765015

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance

Ano de lançamento: 2012

Páginas: 368

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

“Os príncipes, por sua vez, casavam-se com plebeias para elevar a moral da nação, normalmente instável. Acho que a Seleção servia para unir todos os illeanos e fazê-los recordar que o país nasceu praticamente do nada.”

Esse é mais um daqueles livros que me conquistaram pela capa. Estava super curiosa para lê-lo e os comentários sobre ele eram bem positivos, além com comparações ao livro Jogo Vorazes que amei. Entretanto, não fiquei tão apaixonada pela história como esperava. Ao mesmo tempo, não consegui parar de ler. Não sabia se estava devorando o livro para acabar logo, ou se de alguma forma estava envolvida com a trama. Mas a verdade é que li todinho num único dia.

A Seleção é um livro bem juvenil. Eu gosto desse estilo de livro. Acho que minha alma é adolescente e sou envolvida pelas histórias leves e descontraídas. A linguagem é simples e fluida. Por isso, fiquei presa na leitura do início ao fim. Mas então o que foi que não gostei? A trama. Já assistiu um programa chamado The Bachelor? Pois foi isso que vi em A Seleção. No caso, o “Solteiro” é um jovem de 19 anos que é príncipe de um país chamado Illea. A história traz uma distopia como pano de fundo, mas pouco aprofundada. Ocorre num futuro não determinado onde, após a Quarta Guerra Mundial, o antigo EUA é agora Illea depois de se unir a outros países da América para lutar contra a China, que os havia dominado. Essa parte da história achei meio confusa. Não entendia como tinha virado uma monarquia ou como as coisas realmente haviam acontecido. Mas, aos poucos, a autora vai elucidando sua ambientação, que só fica mais compreensível no segundo volume da série, A Elite. Mas o foco não é a suposta distopia, e sim o suposto romance.

O livro é narrado em primeira pessoa pela America, uma das selecionadas para participar do The Bachelor, ops, quer dizer, da Seleção. São 35 meninas escolhidas entre todas as jovens de Illea que fizeram uma inscrição. Elas vão para o castelo e passam a conviver mais com o príncipe Maxon para que ele as conheça melhor e possa tomar sua decisão de qual será sua princesa e futura rainha de Illea. Todo processo é televisionado para toda nação Illeana e vira um verdadeiro Reality Show.

America é uma personagem envolvente, divertida em alguns momentos, cabeça dura em outros, mas com bons princípios, humilde, sincera e com personalidade forte. Eu até estava gostando dela, até aparecer, ou reaparecer, o Aspen. Ele é o ex-namorado da America, mas por quem ela estava apaixonada antes de entrar para a seleção. Eles namoravam escondido por serem de castas diferentes, ela era uma cinco e ele, um seis. Num determinado momento da história, se forma um triângulo amoroso, e eu confesso que ODEIO triângulos amorosos. Mas esse é mais estranho ainda, pois America é confusa demais. Não consigo entender de quem ela gosta afinal. E o livro todo se resume a essa confusão de “gosto desse”, “gosto daquele”. Não achei legal a forma que foi colocado essa indecisão dos sentimentos da personagem, não sendo leal com nenhum dos outros dois envolvidos. Por outro lado, além do triângulo amoroso, temos também um… como se chamaria a forma geométrica de 35 lados? Enfim, é uma festa! 35 meninas disputando 1 rapaz e 1 coroa. Além de 1 menina perdida entre dois amores. E isso fez com que eu descobrisse, ou confirmasse, uma coisa sobre mim mesma. Sou altamente ciumenta. Porque tudo isso me incomodou tremendamente. Fiquei incomodada com as outras meninas por causa da America, fiquei incomodada por Aspen, e também por Maxon. Enfim, foi torturante. E ao mesmo tempo, intrigante. Porque quanto mais raiva eu sentia, mais queria ler.

A história não tem grandes acontecimentos ou muita ação. Tirando algumas invasões dos rebeldes ao castelo, é tudo muito calmo e centrado no romance. A autora levanta algumas questões sociais, como as desigualdades, e os personagens são divididos em castas, onde cada uma tem sua função da sociedade e as castas inferiores sofrem com a miséria e os preconceitos de serem marginalizadas pelas castas superiores.

Enfim, meu sentimento quanto A Seleção foi bem ambíguo. Não acho que há qualquer forma de comparar a Jogos Vorazes, a não ser pelo fato de ser uma competição onde só há uma vencedora no final ou de ter uma certa crítica à política de Pão e Circo. É um livro bom, só não achei maravilhoso. É um Young Adult que entretém, mas não acho que agrade a todos.

Faz parte de uma trilogia e as sequências são A Elite, já publicado no Brasil e The One, com publicação prevista para o ano que vem. Há ainda um conto, O Príncipe, que traz o ponto de vista de Maxon no início da Seleção, quando ele conhece América.

“Ainda não sabia o que queria, mas não podia me deixar levar pelo mais fácil ou por aquilo que os outros achavam certo. Só precisava de um tempo até decidir o que era melhor para mim.”

 
 
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