Roadtrip Califórnia – Death Valley National Park (Vale da Morte)

Após 6 dias em Las Vegas, seguimos para San Francisco numa viagem de 3 dias de carro, passando pelo Death Valley, por Mammoth Lakes, pelo Yosemite e por Napa Valley. No primeiro dia, saímos de Las Vegas e atravessamos o Death Valley com objetivo de chegar até Mammoth Lakes, onde pernoitaríamos.

A partir de Vegas, existem três possibilidades de caminhos para chegar ao Death Valley National Park. O mais longo segue pela Hwy 95 North num trecho de cerca de 258 km até Furnace Creek Visitor Center. O lado positivo desse trajeto é a possibilidade de conhecer a cidade fantasma Rhyolite. Há ainda um percurso um pouco mais curto que segue pela Hwy 95 North até a NV Hwy 374, que se transforma em CA Hwy 190 no Death Valley Junction. A terceira opção, a mais próxima e a que fizemos, é a que segue pela NV Hwy 160 até a Pahrump e depois pela Bell Vista Road até o Death Valley Junction (trecho destacado em azul no mapa abaixo).

De Las Vegas para o Vale da Morte

De Las Vegas para o Vale da Morte

A estrada é muito tranquila. Quanto mais nos afastávamos de Las Vegas, menor era o movimento. Inicialmente, a rodovia é duplicada, mas a parte que atravessa o Vale da Morte é pista de mão e contramão, mas muito bem sinalizada e conservada. A paisagem já é diferente desde a saída de Vegas e vai mudando à medida que nos aproximamos do Death Valley.

Próximo à Las Vegas, Death Valley, Califórnia

Próximo à Las Vegas

Paisagem de Las Vegas para o Vale da Morte

Paisagem de Las Vegas para o Vale da Morte

À caminho do Death Valley, Califórnia

À caminho do Death Valley

A entrada do parque nacional não era aquilo que tínhamos imaginado. Pensei em algo como um pórtico, ou uma cancela, sei lá… algo onde seria cobrada a taxa de 20 dólares por carro. Não havia nada, apenas um… como posso dizer? Tipo um quiosque ao lado da estrada. Os mais desavisados passam direto fácil. O local tem dois banheiros (que estavam imundos, sem condições de usar, portanto “desabasteçam” bem ao sair de Vegas) e um escaninho com portinhola do vidro, onde ficavam os mapas do Death Valley. É só pegar. Estou explicando isso porque lembro que ficamos meio perdidos. Não éramos os únicos carros parados ali, todos de turistas, e todos sem entender nada. Porque não há ABSOLUTAMENTE ninguém fiscalizando ou dando informações. Literalmente, DESERTO! Queríamos um mapa e ficamos procurando enquanto eu pensava: “caramba, estou lascada. Por que não imprimi o mapa que tinha na internet?” O GPS não pegava sinal, tão pouco o celular. Acontece que tem mapa lá sim, só que parece um jornal. Se abrir ele todo, tem o mapa completinho no interior, exatamente como o da figura abaixo. O problema foi que ficamos sem saber se tinha que pagar pelo mapa, mas só havia uma plaquinha dizendo para pegar um por família. Só isso! Então pegamos. E todos os outros turistas começaram a pegar também. Estavam mais perdido do que nós. Pelo que falavam, pareciam da Alemanha, ou Rússia, ou qualquer país com uma língua que não entendo absolutamente nada.

Mapa do Death Valley

Mapa do Death Valley

Outra dúvida que tivemos foi com relação ao pagamento da taxa do parque nacional. Não havia nenhum funcionário cobrando. Não sei se é sempre assim, mas relatando a nossa experiência, foi meio confuso. Vimos outras pessoas mexendo numa máquina, tipo de pagamento de parquímetro ou de estacionamento de shopping. Era lá que pagava a tal taxa, sem ninguém para controlar. Entramos na pequena fila, mas as pessoas simplesmente não estavam conseguindo realizar o pagamento e acabavam desistindo. Apenas um casal conseguiu. Quando chegou nossa vez, vimos que não tinha onde colocar dinheiro, apenas cartão. Tentamos primeiro com VTM. Nada! Depois com cartão de crédito. Nada! Dava inválido. E aí, o que fazer? Olhávamos para um lado, para o outro, e não havia mais nada nem ninguém ali. Ninguém além dos turistas perdidos. Tentamos umas três vezes e desistimos. Pensamos que talvez em Furnace Creek, no centro de visitação, tivesse como pagar e explicar que a máquina não estava funcionando. E seguimos viagem porque ainda havia muita coisa para ver.

Death Valley

Death Valley

Um pouco à frente, tem uma saída à esquerda (estou falando de quem vem de Vegas pelo caminho que fizemos, ok?). É a entrada do Dante’s View. São 21 Km até nosso primeiro deslumbramento, onde tivemos uma real noção do que nos esperava no Death Valley. O Dante’s View fica a 1650m de altitude, a oeste do parque. Dele, tem-se uma visão fantástica das salinas brancas do Badwater e das colinas espalhadas pelo vale, o qual já foi um dia coberto por um lago salgado. É de tirar o fôlego!

Dante's View, Death Valley, Califórnia

Dante’s View

O Badwater visto do Dante's View. Death Valley, Califórnia

O Badwater visto do Dante’s View. As pessoas parecem pontinhos lá embaixo.

Dante's View Death Valley, Califórnia

Dante’s View

Retornamos os mesmos 21km e seguimos em direção a Furnace Creek. No caminho, paramos no Zabriskie Point. Esse ponto, que fica a uma curta caminhada do local do estacionamento, oferece uma vista incrível das Badlands, uma área formada por barrancos e cordilheiras originados em virtude da erosão. Parece de brinquedo. Sabe quando está na praia com criança brincando na areia de fazer castelinhos e tem aquela mistura de cores da areia? Foi assim que me senti.

Zabriskie Point Death Valley, Califórnia

Zabriskie Point

Formato das rochas Death Valley, Califórnia

Formato das rochas

Diferentes cores nas rochas do Zabrinskie Point Death Valley, Califórnia

Diferentes cores nas rochas do Zabriskie Point

Ação da erosão Death Valley, Califórnia

Ação da erosão

Estacionamento do Zabriskie Point Death Valley, Califórnia

Estacionamento do Zabriskie Point

Depois do Zabriskie Point, chega-se a uma bifurcação. Para um lado, segue-se para Furnace Creek; para o outro, em direção ao Badwater. Como estava no horário de almoço e não sabíamos o que encontraríamos para comer, fomos direto para Furnace Creek, que pensávamos ser uma cidade ou algo parecido. Entretanto, está mais para um pequeno Oásis no meio do deserto.

Nós paramos no Furnace Creek Ranch, que oferecia um self-service simples, tipo comida caseira, mas bem gostoso. É importante saber que eles param de repor os pratos cedo, de forma que a dica é não deixar para almoçar muito tarde (principalmente porque não há muitas opções na área). Nesse rancho, também havia uma lojinha com produtos gerais e souvenirs, além de um museu, o Borax Museum, que expõe as ferramentas e transportes usados nas refinarias do século XIX na exploração do Bórax (utilizado para fazer sabão em pó). Não chegamos a conhecer, pois o tempo era curto, e retornamos ao ponto da estrada onde ficava a bifurcação, seguindo agora para Badwater.

Furnace Creek Ranch Death Valley, Califórnia

Furnace Creek Ranch

Furnace Creek Death Valley, Califórnia

Furnace Creek

Dentro do rancho em Furnace Creek Death Valley, Califórnia

Dentro do rancho em Furnace Creek

Ainda em Furnace Creek encontra-se o Visitor Center e um museu, com apresentação de slides a cada meia hora que conta a história natural do Death Valley.

São 26Km até Badwater, passando por outros pontos turísticos no caminho, os quais deixamos para o trajeto de volta.

Death Valley, Califórnia

Death Valley

O Badwater é o ponto mais baixo das Américas e fica 85,5 metros abaixo do nível do mar. Pode-se caminhar sobre a salina, no piso todo de sal, resíduo deixado pelo antigo lago alimentado por rios que traziam esse mineral das rochas das encostas. A água evaporou e o sal ficou. Eu não resisti a me abaixar e tocar. Ainda tem um resquício de água em um pequeno ponto. Quando eu estava pesquisando para a viagem, li que o nome Badwater vem da época em que os exploradores europeus chegaram montados em seus cavalos sedentos que, ao verem a água acumulada lá embaixo no vale, se animaram, apenas para descobrir que era muito salgada e imprópria para o consumo (não lembro onde li isso). Há uns 12 mil anos, durante a última era glacial, havia geleiras que chegavam até esse local, permitindo um fluxo constante de água nascente sobre os blocos de gelo. Essa água alimentava um gigantesco lago que preenchia todo o vale. Como isso mudou! É impressionante!

Badwater, Death Valley, Califórnia

Badwater, 85,5 metros abaixo do mar.

Badwater Death Valley, Califórnia

Badwater

Resquício de água em Badwater Death Valley, Califórnia

Resquício de água em Badwater

Andando sobre a salina Death Valley, Califórnia

Andando sobre a salina

De frente para um paredão da montanha atrás do estacionamento, se olhar para cima e procurar, vai encontrar uma placa que indica o nível do mar. É MUUUUITO acima das nossas cabeças. Quando eu vi, foi uma sensação estranha só de saber que estava tão abaixo do mar. Morrer afogada no deserto não dá, né?

Placa indicando o nível do mar Death Valley, Califórnia

Placa indicando o nível do mar

Nível do mar acima das nossas cabeças, Death Valley, Califórnia

Nível do mar acima das nossas cabeças

Death Valley, Califórnia

Ponto mais baixo das Américas

O calor no Badwater é quase que insuportável. Não dá para passar muito tempo. Eu realmente sentia como se tivesse cozinhando viva, tendo a noção de como seria estar dentro de um forno. Vimos que o termômetro do carro marcava 44 graus, mas com certeza a sensação térmica chegava próximo dos 50. Nunca sentimos tanto calor.

Retornando pela mesma estrada em direção a Furnace Creek, logo depois do Badwater, tem a Natural Brigde, resultado de milhares de anos da água cavando um túnel. É preciso sair da estrada principal e pegar uma estradinha de terra de 2,4Km. Nós seguimos até o estacionamento, mas quando vimos que ainda tinha uma caminhada de aproximadamente 4Km até essa ponte, desistimos, porque não havia condições de sair andando naquele calor.

Trilha para a Natural Bridge Death Valley, Califórnia

Trilha para a Natural Bridge

Voltamos para estrada principal e, um pouco mais à frente, existe outra estrada de terra que leva ao Devil’s Golf Course, que é uma área de sal alternado com pedregulho. O chão é 95% puro sal.

Um passeio imperdível no Death Valley é o caminho do Artist Palette. É uma estrada estreita de mão única e só passa carro num sentido (do Badwater para Furnace Creek). Essa pequena estrada é como uma alça da estrada do Badwater, faz uma volta e retorna à estrada principal mais à frente. Tem, inclusive, limite de tamanho do veículo (menores de 7,7m). É uma estrada muito sinuosa em alguns pontos e tem que ir bem devagar. Até porque é impossível passar rápido e não aproveitar a paisagem maravilhosa e deslumbrante ao redor. Logo no início, tem um ponto de parada ótimo para tirar fotos. Depois, são poucos pontos de parada e, como a estrada é estreita, não dá pra parar em qualquer lugar. Porém, mantendo a máquina fotográfica a postos, é possível captar imagens incríveis de dentro do carro. Segundo nossas pesquisas, o nome Artist Palette vem da quantidade de cores encontradas nas encostas, fruto de minerais provenientes de antigas formações vulcânicas. Os tradicionais tons de vermelho e amarelo são misturados ao verde e até ao  lilás. Parece realmente que foi pintado por grande artista. E não deixa de ser verdade. Essas cores vão ficando mais intensas no fim da tarde.

 Artists Palette Death Valley, Califórnia

Entrada da estrada para o Artist Palette

Artist Palette Death Valley, Califórnia

Artist Palette

Estrada estreita do Artists Palette Death Valley, Califórnia

Estrada estreita do Artist Palette

Death Valley, Califórnia

Detalhe da mistura de cores

Death Valley, Califórnia

Várias cores nas rochas

Saindo da estrada do Artist Palette, seguimos até Golden Canyon, onde conseguimos fazer uma curta caminhada pelo pequeno canyon cujo nome vem da cor de suas paredes.

Golden Canyon Death Valley, Califórnia

Golden Canyon

Caminhada pelo Golden Canyon Death Valley, Califórnia

Caminhada pelo Golden Canyon

Passamos de novo por Furnace Creek e seguimos por 30Km até a próxima bifurcação. Para um lado, pega-se a estrada que leva até o Ubehebe Crater, uma cratera de vulcão inativo de aproximadamente 2000 anos. São 61Km de distância e era muito contramão do nosso caminho, de forma que levaríamos quase 2h para ir e voltar. Não quisemos arriscar que escurecesse e ainda estivéssemos no Death Valley , até porque tínhamos um longo percurso até Mammoth Lakes, onde seria nosso pernoite. Próximo ao Ubehebe Crater está o Scotty’s Castle, um castelo construído em 1920 onde atualmente funciona outro Centro de Visitantes do Death Valley (ocorrem tours de 50 minutos pelo interior do castelo, a cada hora. Para maiores informações sobre valores, link). Seguimos para o outro lado, em direção à Stovepipe Wells e paramos no Mesquite Flat Sand Dunes, dunas onduladas de areia que dão um contraste na paisagem do deserto. As dunas recebem esse nome devido às mesquitas, pequenas árvores típicas, presentes nas dunas menores. É uma área onde pode-se encontrar alguns animais como lagarto, coiote e cascavel. Ainda bem que não vimos nada.

Death Valley, Califórnia Death Valley, Califórnia Death Valley, Califórnia Death Valley

Logo depois das dunas, tem o Stovepipe Wells Village, um bom ponto de apoio com posto de combustível e loja de conveniência.

Stopevive Well Death Valley, Califórnia

Stovepipe Wells

Ali encerrou nosso passeio pelo Death Valley. Seguimos para Lone Pine (de Furnace Creek a Lone Pine são 170Km) e até Mammoth Lakes, passando por Bishop, uma cidade maior com mais estrutura e opções e onde paramos para jantar (de Lone Pine para Mammoth Lakes são 160Km). Ainda encontramos alguns pontos que mereceram uma rápida parada para fotos pela paisagem maravilhosa que ofereciam na saída do Death Valley, como o Father Crowley Point, logo após Panamint Springs.

Death Valley, Califórnia

A estrada se perde na imensidão do Death Valley

Estrada perfeita do Death Valley Califórnia

Estrada perfeita do Death Valley

Vista do Canyon no Death Valley, Califórnia

Vista do Father Crowler Point

Uma coisa chamou nossa atenção nesse percurso de saída do Death Valley: num determinado momento atravessamos uma ponte e simplesmente a paisagem mudou. Assim, de repente! Não se via praticamente o verde das folhas no deserto. Mas, imediatamente após essa ponte, a vegetação estava toda verdinha.

Death Valley, Califórnia

Paisagem verde logo depois da ponte

Chegamos à Mammoth perto das 21h e fomos direto para o hotel, o Mammoth Lakes Creek Inn (aqui falamos um pouco sobre o hotel).

Confesso que não esperávamos muito do Death Valley e fomos totalmente surpreendidos. Belíssimas paisagens, uma mistura de cores incrível, uma experiência inesquecível. A única coisa que lamentamos de não ter conhecido foi o Ubehebe Crater. Para quem quer só passar pelos pontos principais do Vale da Morte, um dia é suficiente. Agora, quem quer explorar, caminhar, fazer trilhas, ver museus, tem que pernoitar. As opções de pernoite são poucas, mas boas, tanto em Furnace Creek, como em Stovepipe Wells, ou ainda em Panamint Springs. Mas o melhor mesmo deve ser fazer essa viagem de motorhome. Vimos muitos pelo caminho. Até porque o Death Valley não é, ao contrário do que pensávamos inicialmente, uma região completamente deserta. De pessoas, quero dizer. Encontramos muitos turistas fazendo passeios, apesar de termos visto pouco policiamento. Os pontos de interesse turísticos são todos bem sinalizados e com locais para estacionar. Só que é importante abastecer o carro ao sair de Vegas antes de entrar no parque, porque não há muitas opções de abastecimento.

Death Valley de Motorhome

Death Valley

O que é importante numa viagem pelo Death Valley:

– ter muitas garrafas d’água e algum lanche no carro.

– um carro com bom ar condicionado.

– saber que celular não pega sinal e o GPS funcionou apenas em alguns momentos.

– levar um mapa impresso ou pegar o mapa no Death Valley.

– usar roupas leves.

– usar boné ou chapéu.

– NÃO ESQUECER O PROTETOR SOLAR!!!

No próximo post, falaremos um pouco mais sobre uma cidade com paisagens de cartão postal chamada Mammoth Lakes.

 
 
(Facebook      Twitter      Instagram)
 
 

_________________________________________________

Posts relacionados:

Las Vegas (Parte 1) – Informações gerais

Las Vegas (Parte 2) – Hotéis & Cassinos

Las Vegas (parte 3) – Onde Comprar em Las Vegas

Anúncios
Categorias: Death Valley, EUA, Viajando | Tags: , , , , , , , | 23 Comentários

Roteiro – Viajando de carro de norte a sul dos EUA (Indianápolis, Nashville, Memphis, New Orleans, Houston, Dallas, Chicago)

Nossa viagem começava e terminava em Chicago, com um intervalo de 18 dias entre os voos de ida e volta, de forma que a ideia era pegar o carro e sair rodando nesse período. Não havia 100% de certeza do que conseguiríamos realmente fazer, devido ao período de inverno, e tínhamos apenas um roteiro preliminar para orientar. Reservei alguns hotéis com cancelamento gratuito e deixei algumas noites em aberto para reservar de acordo com a cidade que conseguíssemos chegar para dormir. Não compramos praticamente nenhuma atração antecipada, exceto os jogos de futebol americano em Dallas e o de basquete em Chicago. Também comprei logo nossa passagem no trecho doméstico, de Dallas para Chicago, com a Southwest.

Voando Southwest, Roadtrip norte a sul dos EUA, roteiro

Então, tudo que realmente sabia era que tínhamos que estar em Dallas no dia 24 de dezembro para pegar o voo de volta para Chicago. Fora isso… fomos pegando a estrada. E no fim saiu tudo quase perfeitamente conforme o planejado, isso porque não pegamos neve, nem tivemos qualquer grande imprevisto durante a viagem. Vou fazer um relato geral passando o roteiro (o teórico e o da prática) e depois farei posts específicos de cada cidade. Vamos lá!

Dia 1 – Saímos de São Paulo rumo a Chicago com conexão em Detroit pela Delta Airlines. Gostamos da companhia aérea, mas a comida deixou a desejar. Os assentos tinham telas individuais no trecho SP-Detroit e entregavam kits com fones de ouvido, tapa-olho e tampão de ouvidos.

A conexão em Detroit foi tranquila, passamos pela imigração rapidamente, sem muita fila. O fuso horário era de 3 horas a menos em relação a Brasília.

O voo para Chicago é bem rápido, apenas 40 minutos, mas o fuso é diferente de Detroit, diminuindo mais 1 hora, totalizando agora 4 horas de diferença de Brasília. Nesse voo não teve nenhum serviço de bordo.

No aeroporto de Chicago (O’Lare), pegamos o shuttle para a locadora de veículos. Passam ônibus regularmente das diferentes empresas. Em 5 minutos estávamos na Alamo e a temperatura já era de doer, -6ºC.

Pegamos direto a estrada para Indianapolis e, na saída de Chicago, já percebemos que o trânsito era complicadíssimo ali.

Foram 300Km até Indianápolis por estradas em ótimo estado de conservação, com vários e bons pontos de parada (as Rest Areas, que possuem banheiros e máquinas de bebidas e lanches, além dos postos de gasolina e dos fast foods).

A ideia inicial era passar em algumas lojas quando chegássemos a Indianápolis com objetivo de comprar o que precisávamos para enfrentar o frio. A cidade conta com várias opções de compras como Target, Burlington Coat Factory, entre outras. Mas acabamos indo apenas em busca de algumas coisas básicas no Walmart próximo ao hotel e retornamos para descansar da viagem, até porque perdemos 1 h de fuso horário, de novo.

Dia 2 – Começamos logo acalmando os ânimos das crianças e fomos ao Children Museum of Indianapolis, considerado o maior museu da criança do mundo. Realmente é enorme e muito divertido. Nosso almoço foi no próprio museu, que conta com uma praça de alimentação com opções de lanche como pizza, cachorro-quente, hambúrguer.

Museu da criança de Indinanápolis

Já no fim da tarde, seguimos para o Indianapolis Museum of Art, que fica próximo ao museu da criança. A entrada é gratuita.

Prédio do Museu de Arte de Indianápolis

Agora, sim, seguimos para algumas compras e depois jantamos num Red Lobster.

Dia 3 – Seguimos para Downtown a fim de conhecer mais de Indianapolis. Estacionamos o carro em frente ao World War Memorial, na própria rua, que tem parquímetros. Deve-se ficar atento ao tempo do parquímetro porque os policiais ficam passando regularmente, multam e recolhem o carro com guincho (quase aconteceu conosco).

Memorial da Guerra Mundial em Indianápolis

Passeamos pelo Veterans Memorial Plaza e pelo Soldiers and Sailors Monument (que tem um nível de observação).

Vimos a Christ Church Cathedral, fomos caminhando até o Canal Walk e o White River State Park e retornamos para o Circle Center, um shopping, onde almoçamos no Johnny Rockets.

Por volta de 14h, seguimos para o Indianapolis Motor Speedway para dar um volta na pista oval e conhecer o Hall of Fame.

Hall of Fame do Indianapolis Motor Speedway

Tínhamos alguns pontos extras (parques) para visitar caso desse tempo, mas acabamos não indo: Fort Harrison State Park, Lilly Recreation Park, Garfield Park.

Dia 4 – Seguimos para Nashville. Foram 460km e cerca de 4h e meia de viagem. Deslocamento bem tranquilo. Passamos por Louisville no caminho, a cidade mais populosa do estado do Kentucky.

Chegamos a Nashville no horário do almoço e descobrimos que ganhamos 1 hora, já que o fuso horário mudava (mais uma vez) em relação a Indianápolis (voltávamos ao fuso de Chicago, 4 horas a menos que o Brasil). Fomos direto para o Centennial Park, onde almoçamos enquanto esperávamos o Parthenon abrir. Pela região existem algumas opções de fast food (McDonalds, Wendy’s, Chilli’s, TacoBells, Five Guys)

Parthenon no Centennial Park em Nashville

Depois de visitado o Parthenon, seguimos para o hotel que ficava em Downtown, deixamos as bagagens e fomos caminhar pelo centro. A ideia era fazer o tour pelo interior do lendário Ryman Auditorium, mas o tempo já estava apertado e, se fizéssemos o tour, poderíamos não conseguir pegar o Country Music Hall and Fame Museum aberto. Tínhamos que optar e escolhemos o museu.

Prédio Country Music Hall of Fame and Museum Nashville

Saindo do museu, fomos caminhar pela Broadway Street, que é repleta de bares e restaurantes com música country ao vivo. Optamos pelo Rippy’s, que tem vários ambientes, cada um com alguma apresentação musical. 

Broadway street Nashville

Como queríamos conhecer Graceland, a casa do Elvis Presley em Memphis, ficamos apenas 1 dia em Nashville, e digo que é muito pouco. A cidade vale, no mínimo, mais 1 dia, que dê para conhecer melhor o Ryman Auditorium e assistir a uma apresentação no Opry, entre várias outras opções que Nashville oferece.

Dia 5 – Antes de seguir para Memphis, não podíamos deixar de conhecer a Belle Meade Plantation. Ficava no caminho, então paramos lá antes de seguir viagem. Fizemos o tour pela mansão, conhecemos as instalações da fazenda e por volta das 11h estávamos pegando a estrada novamente.

Mansão Belle Meade Plantation Nashville

A viagem para Memphis levou pouco mais de 3 horas (341km), de forma que chegamos a Graceland por volta das 14h, tempo suficiente para conhecer a casa do Elvis. Optamos pelo tour apenas pela mansão.

Graceland Memphis Casa Elvis Presley

Ainda eram 16h quando acabamos o passeio e tínhamos a opção de permanecer em Memphis e conhecer a Beale Street, ou seguíamos pela estrada até onde conseguíssemos, de forma a ficarmos mais próximo de New Orleans, onde queríamos conhecer várias atrações. Acabamos optando pela estrada, já que quanto mais cedo chegássemos a New Orleans, melhor seria. Dessa forma, dormimos em Jackson.

Dia 6 –  Saímos de Jackson cedo, tendo conhecido a cidade apenas de carro, e seguimos para New Orleans. Como chegamos ainda de manhã, mudamos o roteiro original e fomos direto ao Mardi Gras World. Acredito que o ideal era ter seguido direto para as Plantations, que já ficavam no caminho e ganhava-se tempo de deslocamento, mas só pensei isso no dia seguinte quando estávamos nos deslocando para as Plantations e retornando um bom trecho da estrada que havíamos rodado na chegada. 

Entrada do Mardi gras world tour

Depois do Mardi Gras World, fomos para o hotel e conseguimos fazer um Early Check-In. Deixadas as bagagens, era hora de bater perna no French Quarter. Almoçamos no Hard Rock Cafe, apesar de que nosso plano inicial era almoçar no restaurante Galatoire’s, mas estava muito cheio.

Conhecemos toda a região do French Quarter, a Jackson Square, a orla do rio Mississippi, a St Louis Cathedral, o French Market, a famosa Bourbon Street. Experimentamos os Beignets no Cafe Du Monde e jantamos no Bubba Gump enquanto esperávamos a hora (20h) da apresentação de Jazz no Preservation Hall, que permite a entrada de crianças.

Jackson Square French Quarter New Orleans

Dia 7 – Esse foi o dia de conhecer as Plantations (acabamos indo apenas a Oak Alley Plantation) e fizemos o passeio pelo Pântano da Louisiana.

Mansão de Oak Alley Plantation

De tarde, pegamos o Street Car em direção ao Garden District e passeamos pelo bairro e pelo Audubon Park.

Voltamos para o French Quarter e jantamos no tradicional restaurante de comida crioula, The Court of Two Sisters.

Dia 8 – Era dia de voltar para estrada, mas agora seguiríamos para oeste, em direção a Houston. Foi a maior distância que percorremos direto, 560km, em 6h de viagem. Nesse dia não tínhamos nada planejado de atrações, já que não sabíamos que hora iríamos realmente chegar a Houston, de forma que fomos para o Premium Outlet e aproveitamos o resto da tarde e a noite para fazer umas comprinhas.

Dia 9 – Compramos o CityPASS e começamos o dia no Museum of Natural Science, depois fomos para o Children Museum, enquanto meus pais foram para o Museum of Fine Arts.

Houston Chidlren's Museum

Como estava chovendo, tivemos que alterar o roteiro original, já que a ideia era caminhar por Downtown. Acabamos indo para o Downtown Aquarium esperar a chuva passar e almoçamos no restaurante do aquário.

A chuva deu trégua e conseguimos passear pelo centro. Fomos até o JP Morgam Chade Tower e subimos ao Skylobby (gratuito) para uma vista de Houston. Depois caminhamos pela Herman Square, Tranquility Park, City Hall. Foi o que deu para conhecer devido à chuva, mas existem outros pontos em Downtown: Discovery Green, Houston Center.

Downtown Houston JP Morgan Chase Tower

Dia 10 – Fomos conhecer o centro espacial da NASA, o Jonhson Space Center, e depois esticamos para o Kemah Boardwalk.

Kemah Boadwalk

Dia 11 – Voltamos para a estrada, agora tendo como destino Dallas (384Km, em 4 horas de viagem).

Chegamos a Dallas ainda antes do almoço e fomos para Downtown. A primeira parada foi a Reunion Tower. Depois caminhamos até Dealey Plaza, mas não chegamos a conhecer o The Sixth Floor Museum porque tínhamos o jogo da NFL no AT&T Stadium e seguimos para lá. Experiência incrível, por sinal.

Reunion Tower Dallas

Dia 12 – De manhã fomos para Fort Worth e conhecemos o Stockyard, que fica a 55km de Dallas.

A tarde foi destinada a compras no Outlet.

Fort worth stockyard

Dia 13 – De manhã, levamos as crianças ao LEGOLAND Discovery Center; e de tarde fomos curtir o Six Flags Over Texas.

Six Flags Over Texas Dallas

Dia 14 – Pegamos o voo da Southwest de Dallas para Chicago pela manhã.

Fechamos com a GOAIR o shuttle do aeroporto (Midway) para nosso hotel. Depois do check-in, fomos almoçar no Rainforest Cafe, que ficava próximo, já que estava um dia chuvoso e muito frio. Acabamos não conseguindo cumprir o roteiro nesse dia, que era caminhar por Downtown. Apenas seguimos para o Navy Pier de noite, véspera de natal, com o intuito de jantar, mas estava tudo fechado. Voltamos caminhando e encontramos um restaurante italiano que foi onde tivemos nossa ceia de natal.

Navy Pier Chicago

Dia 15 – Era Natal e poucas atrações estavam abertas. Seguimos bem cedo para o 360Chicago para ter a vista da cidade de dia. A ideia era passear pelo Water Tower Place e almoçar no Cheesecake Factory, mas estava tudo fechado.

Seguimos para o Lincoln Park Zoo, demos uma volta e resolvemos fazer o roteiro do dia anterior que foi prejudicado pelo clima. Fomos para o Millennium Park, tiramos fotos no The Bean, Crown Fountain, BP Pedestrian Bridge, Jay Pritzker Pavillion.

Cloud Gate Millennium Park Chicago

Antes de escurecer, fomos para o Skydeck com a ideia de chegar ao topo do prédio ainda de dia e ver a cidade se iluminar para a noite. Mas estava muito cheio e não deu certo. Só tivemos a vista noturna (não recomendo, mas depois explico).

Dia 16 – O dia praticamente todo foi dedicado ao Museum of Science and Industry.

Museum of Science and Industry Chicago

À noite, fomos para o Navy Pier, que não conseguimos conhecer por estar fechado no dia 24 de dezembro. A ideia era jantar no Bubba Gump e depois conhecer o local, mas houve um problema entre a polícia e alguns grupos de jovens que frequentavam o píer e acabamos indo embora fugindo da confusão.

Dia 17 – Começamos o dia no Adler Planetarium.

Adler Planetarium Chicago

Almoçamos com show de Blues no Buddy Guy’s Legends.

De tarde, passeamos pela Magneficente Mile.

À noite seguimos para o Jogo da NBA no United Center (Chicago Bulls contra New Orleans Pelicans)

United Center Chicago Bulls

Dia 18 – Dividimos o dia entre o Shedd Aquarium e o The Field Museum.

Jantamos a tradicional Deep Pizza no Gino’s East.

Dia 19 – Retornamos para o Brasil. 😦

Veja também:

– Como se locomover em Chicago

– Dicas de Hospedagem em Chicago

– Sugestões de restaurantes em Chicago


(Facebook   Twitter   Instagram)
 
 
 

______________________________________________

Posts relacionados:

Roteiro – 29 dias pela Florida (Miami, Orlando, Key West, e passagem rápida por cidades como Cocoa Beach, Daytona Beach, St Augustine, Jacksonville, Tampa, St Petersburg, Clearwater) e Georgia (Savannah e Atlanta)

Roteiro – 6 dias em Las Vegas

Roteiro – 3 dias em Atlanta

Roteiro – 9 dias no Peru com crianças (Arequipa, Puno, Cusco, Machu Picchu)

Roteiro – 12 dias de Roadtrip pela Califórnia

Categorias: EUA, Roteiros, Viajando | Tags: , , , , , , , , , , | 8 Comentários

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: