Huaraz

Hospedagem em Huaraz (El Tumi)

Em Huaraz, ficamos hospedados no El Tumi, localizado na  Jr. San Martín n. 1121, a 3 quadras da Plaza de Armas. Íamos caminhando até a área central da cidade, onde havia farmácias, restaurantes e lojas. O centro de Huaraz era até bastante movimentado.

Hospedagem em Huaraz, El Tumi

O lobby conta com vários sofás que foram ótimos para o tempo que precisamos esperar até a saída do nosso ônibus no último dia, pois já havíamos feito o check-out de manhã. Há um banheiro que foi super útil para nos prepararmos para a viagem.

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Água e chá de coca de cortesia na recepção.

Hospedagem em Huaraz, El Tumi

Nosso quarto era quádruplo, com quatro camas de solteiro. Era espaçoso e aconchegante. Não havia aquecedor, mas também não chegamos a sentir frio.

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O hotel conta com um spa, mas não chegamos a conhecer. Também não sei valores.

O restaurante do El Tumi fica no primeiro andar, ao lado da recepção, e é uma ótima opção para uma refeição sem ter que sair do hotel depois de um longo dia de passeio.

Hospedagem em Huaraz, El Tumi

O café da manhã é servido nesse restaurante. Quando fomos tomar café pela primeira vez, nos entregaram um cardápio com os preços das refeições. Mas acontece que, ao fecharmos o pacote com a agência de viagem, nos foi informado que o café estava incluído. Então fomos questionar na recepção e nos entregaram um voucher para apresentar no restaurante indicando o café da manhã de cortesia. Dessa forma, é importante saber se a reserva é com diária incluída ou não. Se não for, vai pagar pelo que consumir. Se for, é preciso ver na recepção para pegar o tal papel e, nesse caso, o que está incluído na diária é o café americano, ou seja, pão, manteiga, geleia, ovos, suco, café, chá. Tem que fazer o pedido para o garçom, não é sistema de buffet. É bem básico, mas cumpriu bem o objetivo. E se quiser algo a mais, tem no cardápio, é só pedir, e pagar. 😉

Hospedagem em Huaraz, El Tumi

Nós jantamos os outros dias no próprio restaurante. O cansaço quando retornávamos ao fim do dia era grande demais para sair em busca de lugar para comer. Os pratos não eram os mais saborosos que já havíamos experimentado, mas as porções eram bem servidas. Valia pelo facilidade e custo X benefício.

Sendo Huaraz o ponto de apoio para o turismo da região, existe uma rede hoteleira relativamente ampla para o tamanho da cidade. É possível encontrar hotéis desde os mais baratos, estilo albergue, até alguns um pouco mais luxuosos. O El Tumi é um meio termo, um hotel 3 estrelas confortável e com bom preço. Atende bem a expectativa para quem está com família e crianças.

Hospedagem em Huaraz, El Tumi

Terraço do hotel

Huaraz

Vista de Huaraz

 
 
 
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Peru com crianças – Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri (dia 3)

O terceiro dia era o mais esperado. Iríamos subir o Nevado Pastoruri, chegando a 5400 metros de altitude na Cordillera Blanca.

Saímos cedo do hotel, por sugestão da guia, antecipando em 1 hora o horário normal que era às 9h. Foi a melhor decisão. Fugimos dos outros grupos e escapamos da tempestade de neve que fechou o tempo quando já estávamos descendo o Pastoruri, exatamente no horário em que os outros grupos estavam chegando. Então, se tiver a opção, o melhor é sair logo às 8h para curtir a montanha melhor e mais vazia.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru

Antes de chegarmos ao Pastoruri propriamente dito, fizemos uma parada para nos prepararmos para a altitude tomando uma xícara de chá de coca. Aproveitamos para usar os banheiros, mas não sabíamos que também havia banheiro (cobram 1 sol) no ponto de apoio onde o ônibus para antes de seguirmos a pé a subida da montanha.

Depois do chá, seguimos para a entrada do Parque Nacional de Huascaránonde paga-se a entrada de 10 soles por adultos e 3 soles por crianças. No pacote que fechamos com a agência de viagem essa entrada já estava incluída.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru

O percurso é por uma estrada não asfaltada entre as montanhas da cordilheira e podemos apreciar uma paisagem única. Destaque para as habitações locais.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

A primeira parada do ônibus é na Laguna Patochoca, mas apenas para tirar foto sem sair do ônibus.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru

Já na parada da fonte natural de água gaseificada podemos descer. Sua coloração avermelhada é resultante da alta concentração de ferro.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

Vimos ainda arte rupestre nas pedras e caminhamos alguns metros para chegar perto da Puya Raimondii, flora típica andina que pode viver 100 anos, mas só floresce uma vez em sua vida. Ela é uma das espécies mais antigas do planeta e, durante 3 meses, produz mais de 20 mil flores, quando um longo cacho desabrocha e pode atingir 12 metros de altura. Depois de florescer, a Puya começa a definhar e morre.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru com crianças

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri Puya Raimondii, Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

Quando finalmente chegamos ao último ponto em que o ônibus poderia nos levar, era hora de encarar a caminhada. Nesse local, o frio é intenso e já vemos o gelo e a neve sobre os telhados (quase caiu sobre minha cabeça. Cuidado!), sendo importante estar bem agasalhado, inclusive com gorro, luvas, cachecol.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

O bom é que existe a possibilidade de fazer parte da subida a cavalo. Custa 15 soles por dois cavalos. Nós optamos pela “carona” porque percebemos logo de cara que qualquer esforço àquela altitude não era algo tão simples assim. Respirar já era difícil. De forma que seria melhor para as crianças (e não apenas para elas) se poupassem um pouco do esforço. O cavalo não leva até o topo, apenas por 75% do caminho, mas já é uma boa ajuda. E os 25% restantes faz-se caminhando com calma, tirando fotos e curtindo (ou tentando respirar!).

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri, Peru

Podem acreditar, a subida não é nada de outro mundo, é uma ladeira simples, que qualquer pessoa pode caminhar. Nada de dificuldade de escalada, ou de risco. É um caminho de pedra, puro e simples. Mas pela altitude elevada se torna desgastante. Portanto, a opção do cavalo para parte do trajeto é muito boa. Aconselho bastante, principalmente para quem não tem muito condicionamento, ou está acompanhado de criança, ou para as pessoas de mais idade. Nosso grupo era formado de jovens universitários, senhoras idosas e nós com as crianças. Todos optaram pelos cavalos. Fora que ainda ganha-se tempo, pois chega-se mais rápido ao topo e pode-se aproveitar mais a montanha.

Nevado Pastoruri, Peru com crianças

Nós queríamos subir um adulto e uma criança em um mesmo cavalo, mas não permitiram. O jeito foi deixar os meninos irem sozinhos. Aqui faço uma GRANDE ressalva. Cuidado, porque as pessoas que entregam os cavalos são muito “espertas” e querem te levar o mais rápido possível para o topo e retornar para buscar mais turista, e ganhar mais dinheiro. Por que estou falando isso? Cuidado com as crianças!!

Eles não querem saber se você está em família, se a criança pode estar com medo, se você quer ir junto do seu filho. O que ocorreu… Meu marido falou com o primeiro senhor que estava com dois cavalos. Quando ele disse que não poderíamos ir com as crianças no mesmo cavalo, colocamos o Gabriel em um e meu marido pediu outros dois. Mas o senhor disse pro meu marido ir naquele que iriam trazer outros dois pra mim e pro Matheus. Acontece que o marido montou e o homem já foi subindo a montanha com eles. Não esperou por nós. Eu olhei para trás, e os outros cavalos já estavam sendo montados pelas outras pessoas. Tive que ir para o final de toda a fila e esperar trazerem outros cavalos. Nesse meio tempo, o marido e o Gabriel iam montanha acima.

E o que aconteceu? O Matheus estava com medo de andar a cavalo e começou a chorar. Fiquei sem saber o que fazer, não tinha como falar com meu marido e queria chegar ao topo da montanha, mas, se fosse caminhando com o Matheus, ia chegar muito depois de todo o grupo. No fim, o Matheus subiu no cavalo, depois de explicar que o moço ia acompanhando, que ele não iria sozinho e que eu estaria ao seu lado. Com muito sacrifício, e muitas lágrimas, ele foi. Mas quem disse que o camarada do cavalo do Matheus esperou por mim. Eu queria subir logo no cavalo de trás, mas o rapaz ainda estava ajeitando a cela e pediu para eu esperar. Ia vendo o Matheus se afastar, gritava pro homem me esperar e ele fingia que nem ouvia ou não entendia. Não sabia se o Matheus estava chorando ou não. Bateu um desespero. Até porque havia dito para ele que eu estaria perto. Assim que consegui, subi no cavalo e nem esperei por ninguém, fui logo seguindo. Mas os cavalos, tadinhos, são muuuuito lentos. Por mais que eu tentasse fazê-lo andar rápido, o animal nem dava trela para mim. Por um lado, isso é ótimo, mais segurança para as crianças. Só me acalmei quando vi que meu marido conseguiu fazer o dono dos cavalos deles parar e esperou o Matheus alcançá-los. Ele me disse posteriormente que teve que brigar com o cara porque ele não queria esperar. No fim, deu tudo certo, o Matheus acabou gostando do passeio de cavalo, e nós todos chegamos ao ponto máximo. Só deixo de alerta para quem está com criança para já ficar atento nesse sentido. E se a criança realmente não quiser ir a cavalo? Pode subir caminhando.

Carrinho de bebê? Sim, é possível, porque o caminho é uma ladeira e não escada (os cavalos vão por uma estradinha de terra ao lado). Mas existem alguns vãos regularmente, como para escoamento de água, embora não ache que impeça a subida com carrinho.

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A parte final da subida, que é obrigatoriamente a pé, já é suficiente para ofegar e fazer o coração acelerar, mais pela altitude do que por esforço propriamente dito. Tudo é recompensado quando vemos os paredões de neve, o lago congelado e a imensidão daquela beleza natural. É uma emoção indescritível! Bom, pausa para momento “viajando com palavras” mais no estilo viajando na batatinha, tentei colocar em palavras o que senti e, numa tentativa mesmo que desastrada, foi mais ou menos assim: 

 – Estar a 5400 metros de altura… Estar nas nuvens. Digo, estar, realmente, nas nuvens, entre as nuvens. Gelo, neve, frio, vento espinhoso, branco, muito branco, um branco que cega, que encanta. Oxigênio? Que oxigênio? Para que oxigênio? Na cabeça, a pressão, forte, constante, a lembrança nada sutil da necessidade pouco atendida. A exigência para que a boca abra, colabore, suplique, absorva o máximo do raro. O rarefeito. A bater irritado, retumbante, no peito, nos pulsos, sobre a cabeça, que grita, que compensa, que obnubila para que nada mais tenha qualquer importância além da nevada cândida imagem captada por turvos olhos que lamentam, que choram pela obliteração. A triste expectativa de que nada mais daquilo exista em um curto prazo de 20 anos. A camada de ozônio, o aquecimento global… Não!,a cabeça grita, ofusca o pensamento, nada de pensar, não aqui, não agora. Dói, lateja, palpita. Parece proposital. Será proposital? A natureza, a natureza humana, não pense, só aprecie, penso. Não me destrua, ela grita. Oxigênio? Que oxigênio? Para que oxigênio? A boca aberta, admirada; no peito, a emoção; na cabeça, a memória, única, rara, rarefeita

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Subimos num mirante para tirar fotos e ter uma vista que palavras não são capazes de descrever.

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Nosso grupo de aventura

Nosso grupo de aventura

Depois podemos chegar perto da neve e tocar, tirar fotos e admirar. Entretanto, não é permitido pisar no gelo. O Pastoruri vem, cada vez mais, sofrendo com o aquecimento global. O que antes era tudo gelo e neve, agora já vemos as rochas desnudas. Existe uma estimativa de que em 20 anos todo o branco tenha desaparecido. Uma pena!!!

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Não sei quanto tempo ficamos no topo do Pastoruri porque perdi um pouco a noção do tempo, mas foi o suficiente para apreciar bastante aquela maravilha. Depois começamos a descida, que é toda a pé, nada de cavalinho para fazer o esforço por nós agora. Mas descer é sempre mais fácil!

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

Durante nossa descida, começou a nevar. Foi para fechar com chave de ouro aquele momento. O problema foi que a temperatura caiu ainda mais, ou deu essa impressão. E o vento forte que soprava contra a gente trazia os flocos de neve de encontro direto com o rosto e os meninos começaram a se queixar. Foi o único momento que eles reclamaram. Tive que dar meus óculos para o Matheus, e o marido deu os dele para o Gabriel, a fim de proteger os olhos.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

Quando chegamos ao ônibus, estávamos cansados e com dor de cabeça. O Matheus sentiu um pouco os efeitos da altitude. Dei Tylenol infantil que já havia levado dentro da bolsa e ele dormiu todo o caminho de volta para a cidade onde iríamos almoçar. Já o Gabriel só sentiu o cansaço, mas nada de dor de cabeça. Cada corpo reage de uma forma. Eu senti uma dor de cabeça muito forte depois que descemos, mas tão logo tomei chá de coca, comecei a melhorar. O Matheus também melhorou, mas não quis almoçar e estava sonolento. Não tem muito o que fazer além de deixar o tempo passar e o corpo se recuperar. Antes de chegarmos de volta a Huaraz era como se nada tivesse acontecido. Todos bem e felizes, com a memória do Nevado que levaremos para sempre nas nossas mentes.

Cordillera Blanca, Nevado Pastoruri

Chegamos a Huaraz ainda de dia e aproveitamos para conhecer a Plaza de Armas e dar uma volta pela área central da cidade. Nesse mesmo dia, pegamos o ônibus de volta para Lima.

Sem dúvida, a Cordillera Blanca é um lugar mais que recomendado para estar num roteiro de viagem pelo Peru, com ou sem crianças. O Nevado Pastoruri é totalmente acessível para todas as idades com tranquilidade, e absolutamente imperdível.

 
 
 
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