Planejamentos

Viajando com crianças (parte 4): segurança

1 – No carro

É super comum alugar carro nas viagens aos EUA. As leis quanto ao uso da cadeirinha podem variar de um estado para outro, mas, como exemplo, no estado da Califórnia a norma é o seguinte: para recém-nascido e bebês até 1 ano, uso do bebê conforto com a criança de costas para o motorista; para maiores de 1 ano ou com peso superior a 20 pounds (aproximadamente 10 kg), o bebê conforto virado para frente; para as crianças maiores, entre 40 e 60 pounds (18 a 27 kg), é necessário o uso do booster com cinto de segurança de 3 pontos, até os 6 anos de idade; todos os passageiros com menos de 16 anos devem estar com cinto de segurança e as crianças menores de 12 anos devem andar no banco traseiro. Já na Florida, crianças até 3 anos precisam de cadeirinha específica e de 4 a 5 anos, apenas de booster. Para detalhes dos diversos estados, link. Mas, independente de lei, quem viaja com criança precisa se preocupar com a segurança dos pequenos e providenciar a cadeirinha, booster ou bebê conforto adequado.

Viajando com crianças segurança nos carros cadeirinha

Booster

Em vez de alugar as cadeirinhas juntamente com o carro (existe essa possibilidade sendo cobrada uma taxa extra por dia, mas normalmente não compensa), optei por comprar o booster com encosto para os meninos, adequado ao peso deles, e que poderia trazer para utilizar no Brasil. Não comprei online porque nosso voo chegou por Miami e iríamos de carro até Orlando já no primeiro dia. Não pegaria a estrada com as crianças sem cadeirinhas. Portanto, saímos do aeroporto diretamente para um Walmart mais próximo (o que pode também ser considerado um risco, por isso há quem alugue a cadeirinha até comprar a sua, ou mesmo traga a do filho para usar na viagem). Não tive o menor problema com a Álamo quanto a sair do estacionamento com as crianças sem estarem nas cadeirinhas. No Walmart, não achamos grandes variedades, apenas dois modelos de booster com encosto, e outros vários sem encosto. Mas encontramos o que precisávamos e cumpriu bem o objetivo!

Viajando com crianças cadeirinha de carro

Prontos para muitos passeios!

2 – Nos parques

Neurótica ou não, me preocupei muito com a questão da segurança nos parques. Tinha pavor só da possibilidade de perder as crianças em algum daqueles parques lotados. Conhecendo bem as minhas “pecinhas raras”, e ainda em dose dupla, preferi não arriscar.

Disney viajando com crianças

Fiz em casa uns crachás para cada um. Coloquei todos os dados em inglês como o nome deles, a idade, o nosso nome, o hotel em que estávamos hospedados, o telefone de contato, além da informação de que as crianças não falavam inglês, e sim português.

Modelo do crachá criança Disney Orlado

Modelo do crachá

Plastifiquei e coloquei aqueles ganchos de crachás comuns. Achei melhor do que cordão para pendurar no pescoço porque pode ser fácil de a criança retirar e perder. Prendi o crachá nas blusas deles, mas pode colocar no bolso da calça, ou onde achar melhor. O importante é ter alguma forma de identificação da criança com ela.

Detalhe do Crachá na blusa viajando com criança

Detalhe do Crachá na blusa

Nós tentamos orientar os meninos a quem eles deveriam procurar caso precisassem, e mostramos como os Cast Members estavam vestidos. Mas é muito difícil saber como a criança pequena vai reagir numa situação dessas. Algumas alternativas para os crachás são umas pulseiras ou braceletes médicos ou de identidade. Na Amazon, vi alguns modelos:

Vital ID Medical ID Wrist Band

Vital ID Medical ID Wrist Band

Travel Wristband

Travel Wristband

Travel ID Bands

Travel ID Bands

Ou ainda esse que prende no sapato:

Vital ID Sport ID Shoe

Vital ID Sport ID Shoe

Entretanto, a solução para os meus medos foram, realmente, as coleirinhas. Sei que é meio estranho colocar coleira em criança. Nunca fui muito a favor delas e eu mesma tinha muita resistência, achava estranho quando via alguém usando em crianças nos shoppings aqui no Brasil. Tinha um certo preconceito, mas resolvi experimentar. E recomendo muito, pois foi a melhor coisa que fiz e não me arrependo nem um pouco.

Viajando com crianças mochila coleirinha

Detalhe das “mochilas” nas costas

Nos deu muito mais tranquilidade e liberdade (tanto para os pais quanto para as crianças), já que nos deixava com as mãos livres, pois bastava prender no punho. As crianças são muito rápidas e nos cegam de uma hora pra outra. Os parques, às vezes, ficam muito cheios e há muitos estímulos para os pequenos. Quem tem criança pequena sabe que basta uma questão de segundos para eles sumirem da nossa vista. Optei por comprar aquela que me sentiria menos estranha em usar, que foi a mochilinha que ficava nas costas, pois era bonitinha e eu prendia o “rabinho” do bicho na minha mão, quando necessário.

Buddy Harness Viajando com criança

Cada um com seu bichinho/mochila

 Assim, eles estavam sempre por perto, não tinha que estar segurando a mão deles o tempo todo, o que liberava minhas mãos para outras coisas (como fotos!). E, mesmo sem estar olhando 100% do tempo para eles, sabia que estavam “presos” a mim.

Viajando com crianças Disney Buddy Harness

Exemplo prático! rsrs

Para que as crianças não reagissem contrariamente, deixei que escolhessem o bichinho deles, participaram da compra e, quando chegamos lá, já sabiam do que se tratava. Adoraram! Sempre que íamos saindo do quarto pros parques, eles mesmos pegavam seus bichinhos/mochilas e pediam para colocar. Agora, algo muito importante para quem optar por comprar: faça com antecedência pela internet para entregar no hotel. Não encontrei em lugar algum lá para vender. Estava em falta! Encontrei também várias pessoas que me paravam e perguntavam onde havia encontrado porque estavam procurando e não achavam. Eu fiz a compra pela Amazon e foi bom também porque os meninos puderam escolher os bichinhos que quiseram, um urso panda e um leão. O nome em inglês dessas mochilinhas é Buddy Harness.

Buddy Harness

Buddy Harness

Ok, pode me chamar de neurótica total, mas eu ainda comprei mais uma coisinha. 🙂 Na verdade, havia comprado online quando encontrei porque achei interessante, mas acabou que foi o único produto que compramos antes da viagem e que não havia chegado antes do nosso check-in. Depois, percebi que acabou não sendo necessário com o uso das mochilas e cancelei o pedido, recebendo o reembolso sem qualquer problema. De qualquer forma, deixo aqui a sugestão desse aparelhinho também, o Mommy I’m Here.

Localizador

Localizador

Ele é um localizador que coloca no tênis da criança e os pais ficam com um pequeno controle remoto. Se a criança se afastar e você a perder de vista, aperta o botão do controle e a parte que está presa no sapato da criança começa a apitar, ajudando a localização. Claro que tem um alcance máximo de 45 metros, segundo o fabricante, e se diz a prova d’água.

No sapato!

No sapato!

Como eu disse, não cheguei a testar na prática, mas fica a dica. Vai depender do grau de neura da mãe! 😉

 
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Viajando com crianças (parte 1): vale a pena?

Vamos falar sobre uma questão que sempre me perguntam e que sei que gera ansiedade: viajar com crianças.

Eu tive as duas experiências, viajei bastante com os meus meninos e uma vez apenas com o marido. São duas viagens completamente diferentes, sem dúvida. Claro que o casal pode e deve fazer uma viagem a dois sem culpa ou peso na consciência. Não vou dizer que é fácil. Foi doloroso deixar meus filhos pela primeira vez, mesmo sabendo que eles estariam em segurança e bem cuidados. O coração fica apertado independente de qualquer coisa. Quando embarquei para Los Angeles, chorava tanto que nem parecia que estava viajando de férias. Demorou um pouco para essa sensação estranha diminuir, mas depois entrei no clima da viagem e deu para curtir e aproveitar. Mas a saudade… ah, essa não vai embora. De forma que a viagem ficou meio incompleta, eu estava ali, mas faltava algo. Tudo que eu via, lembrava os meninos. Enfim, é bom e necessário esse tempo para o casal, esse descanso merecido, mas eu ainda prefiro viajar com toda minha família.

Vale a pena viajar com criança?

Família em NY

E aquela velha questão de levar ou não criança pequena para uma viagem internacional? Vale a pena? Ouve-se de tudo quando você diz que está levando seu filho pequeno para uma viagem dessas. Tem quem diga que é jogar dinheiro fora. Ou que a criança não vai lembrar nada depois. Ou que os pais não vão aproveitar nada. Sempre tem alguém para dar um palpite e encher a cabeça de dúvidas. Pois eu digo, levei o Matheus e o Gabriel com 3 anos e não me arrependo nem um pouco. Sim, viajar com crianças tem suas limitações, mas o saldo é muito positivo. Em nenhum momento, considerei que estava jogando dinheiro fora ao proporcioná-los essa experiência. Se há condições financeiras de fazer, os benefícios compensam qualquer outro transtorno. E sim, dá para aproveitar a viagem, só que de uma forma diferente, em família, com seus filhos, respeitando seus limites, tendo flexibilidade e evitando criar grandes expectativas.

Vale a pena viajar com criança?

A questão de eles lembrarem, ou não, é relativa, porque muitas coisas ficam sim na mente da criança e a experiência de vida, a cultura assimilada, a diversão, os momentos em família, tudo isso marca de uma forma importante. Meus filhos lembram coisas que me impressionam, que muitas vezes eu mesma já esqueci. Porque a sensibilidade da criança é diferente e aguçada, seus conceitos daquilo que é importante são tão diferentes do nosso. Eles se prendem a detalhes, ao que lhe proporcionou bem-estar, ao que se destacou aos seus olhos. Pode ser uma comida, ou uma decoração, coisas que para os adultos passaram sem importância, mas para eles ficaram recordações. Um dia, mais de um ano depois da viagem, o Matheus fez um desenho, virou para mim e disse: “olha mamãe, um pretzel”. Claro que demorou um pouco para entendermos que ele estava realmente dizendo PRETZEL. Eu não lembrava onde ele tinha visto ou comido um na sua vida, mas ele rapidamente disse: “você não lembra mamãe? Lá na cidade fria quando eu desci (do hotel) com papai e ele comprou um. Era ruim!” O pai confirmou que o fato ocorreu e eu não sabia, mas o Matheus lembrou. Assim como ele lembra muitas coisas da cidade fria, também conhecida por algumas poucas pessoas como Nova Iorque. Eles também lembram os detalhes da decoração do hotel que ficamos hospedados na Disney, enquanto precisei de fotos para confirmar que realmente existia uma mulher grande dançando numa parede por onde passei pela frente por 10 dias e não ficou na minha memória. Mas o Gabriel sabia detalhadamente. Assim como eles lembram os brinquedos de que mais gostaram e querem ir de novo, ou os que não puderam ir porque eram dos adultos. Então, como medir o que é memória relevante ou não? Como saber o que fica na mente das crianças? Como desvalorizar a experiência de vida que qualquer viagem vai a acrescentar a essas crianças? Pois eu penso que sim, vale a pena!! Disso eu não tenho dúvidas.

 Pop Century

E no caso da Disney, principalmente, a criança vai vivenciar algo que é único, que em nenhuma outra faixa etária será possível, A FANTASIA! Ela vai, realmente, viver aquela fantasia. Para ela, aqueles personagens são exatamente os que ela vê na televisão. O olhar do seu filho quando ele olha aquele Mickey, que para ele é tão real quanto qualquer outra pessoa, isso não tem preço. Quando fui à Disney pela primeira vez, tinha 15 anos e fui em excursão sozinha. Foi uma experiência inesquecível e importante para mim. Quando estava lá, lembro que voltei a ser criança como todos que vão à Disney independente da idade, mas via as crianças e pensava em como devia ser aquela experiência quando ainda se é realmente criança. Quando tive meus filhos,  tomei essa decisão que voltaria à Disney com eles quando ainda pudessem viver essa magia como crianças. Esperei eles crescerem um pouco, mas só o suficiente para poderem aproveitar mais os brinquedos e os parques, e também que já andassem, não usassem fraldas e comessem de tudo, porque achei que facilitaria a experiência. E foi maravilhoso!

Viajando com criança, vale a pena?

À medida que for colocando os posts com os relatos da nossa viagem, vai ficar claro como é totalmente possível fazer uma viagem maravilhosa com crianças sem se privar e aproveitando muito. E quanto àquelas questões: como a criança vai se comportar numa longa viagem de avião? Vai ficar muito cansada nos parques? E a alimentação? E a segurança? Vou escrever nos próximos posts como lidamos com cada situação e talvez sirva de sugestão para cada um achar sua melhor forma de adequar à sua realidade.

 
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