Planejamentos

Bagagem – informações gerais

Com todo planejamento pronto e depois de muita ansiedade, chega o dia de embarcar. Nessa hora, ficam aquelas dúvidas quanto à bagagem, limite de peso, bagagem de mão… Então, segue uma pincelada em alguns pontos:

bagagem

1 – Bagagem de mão X Item pessoal

O passageiro pode embarcar com 1 item pessoal e uma bagagem de mão. É considerado item pessoal: bolsa pequena, pasta, laptop ou mochila ou sacola, desde que não exceda 91 cm (comprimento + largura + altura) e caiba embaixo do assento. Já a bagagem de mão não podem ultrapassar as medidas de 115 cm (56 x 36 x 23 cm) e devem ser armazenados no bagageiro superior.

2 – Bagagem de mão

Alguns exemplos de itens restritos (para maiores informações, link):

  • Baterias
  • Sprays de Defesa Pessoal
  • Explosivos/Líquidos ou Sólidos Inflamáveis
  • Isqueiros e fósforos
  • Recipientes pressurizados
  • Instrumentos cortantes
  • Arma de fogo/munição
  • Tesouras e ferramentas

Líquidos e géis, incluindo cosméticos e materiais de higiene pessoal, podem ser despachados na bagagem de mão desde que com volume máximo de 100 ml. Devem ser embalados em uma bolsa plástica transparente, tipo ziploc, com fecho hermético na parte superior, de 20 cm x 20 cm, ou mesmo nécessaire transparente. Os itens devem ser confortavelmente distribuídos no interior, permitindo que ele seja totalmente fechado e enviado para inspeção separadamente da outra bagagem de mão. No momento da inspeção de segurança no embarque, deve-se retirar a bolsa plástica da bagagem de mão para exame separado do raio x. Todos os líquidos e géis com mais de 100 ml devem ser embalados e despachados. Solicitaram que até meu gloss fosse dentro do ziploc. Em caso de medicamentos líquidos, os que contêm até 100 ml não me preocupo. Já aqueles com mais de 100 ml, procuro despachar na bagagem se não houver necessidade de uso durante as horas de voo. Caso contrário, levo o frasco novo lacrado e a receita médica especificando adequadamente a necessidade do consumo durante o voo.

ziploc

Exemplo

3 – Bagagem e Criança

Tendo como base a American Airlines, que foi a minha primeira experiência com criança, o limite de bagagem para crianças vai depender se foi comprado, ou não, o assento. Crianças de colo, menores de 2 anos, têm direito a um assento de segurança, um carrinho dobrável e uma bolsa ou maleta de fraldas. Para as crianças cujo valor do bilhete foi até 49% da tarifa de adulto, é liberada uma mala despachada com no máximo 23 Kg, um carinho de bebê dobrável e um assento infantil. Já se o valor do bilhete foi 50% ou mais da tarifa de adulto, a criança tem o mesmo limite de bagagem do adulto. Lembrando que carrinhos modelo guarda-chuva podem ser levados na cabine desde que caibam nos compartimentos de bagagem, ou podem ser despachados no portão de embarque e não contam como bagagem. Já os carrinhos com mais de 9Kg, ou não dobrável, não poderão ser despachados no portão de embarque, apenas no balcão de check-in, mas não haverá cobrança desde que a criança/bebê esteja viajando.

4 – Bagagem despachada

Os limites de peso e dimensões das bagagem despachadas por passageiro podem variar de uma empresa aérea para outra, assim como de acordo com a classe (econômica, executiva ou primeira classe), ou plano fidelidade.  O mais comum é, para voos internacionais, cada passageiro ter direito a despachar, sem encargos, dois volumes de, no máximo, 32 kg.

Lembrando que, no caso de voo interno, toda bagagem despachada é paga à parte (U$25 pela primeira bagagem despachada, U$35 pela segunda e U$150 por bagagem adicional, mas pode variar de uma empresa para outra). Apenas uma bagagem de mão é gratuita e dentro de limites de tamanho e peso (não maior que 56cm de altura, 36 cm de comprimento e 23 cm de largura). Se comprar todos os trechos juntos na mesma companhia no mesmo bilhete, internacional e doméstico, valem os limites de bagagem de voo internacional mesmo para o voo interno. Nós compramos, na American Airlines, a ida do Rio de Janeiro para Miami, fizemos um voo doméstico de Orlando para Nova Iorque, a volta de NY para o Rio. Como estavam todos no mesmo bilhete, não pagamos pelas 2 bagagens despachadas de até 32 Kg por pessoa em qualquer um dos trechos.

5 – Como eu faço:

• Levo todos os eletrônicos na bagagem de mão, assim como documentos, dinheiro, remédios necessários, receitas médicas.

• Procuro ter uma muda de roupa na bagagem de mão para qualquer imprevisto com a bagagem despachada.

• Identifico todas as malas com etiquetas feitas em casa ou as que são disponibilizadas pela empresa aérea.

Dicas de bagagem em viagens com crianças

Verso das etiquetas

• Faço um check list com os principais itens de cada mala, o que torna mais fácil identificar se algo foi extraviado.

• Coloco cadeados TSA, para evitar que danifiquem minha mala na hora da inspeção. Além do cadeado, coloco um lacre (de preferência, numerado, tirando uma foto do mesmo).

Cadeado TSA

Cadeado TSA

Ao desembarcar e pegar minha bagagem, já olho se o lacre foi cortado. Se não, a mala não foi aberta. Se sim, já abro para ver se encontro o papel da TSA. Eles sempre colocam um comunicado dentro da mala avisando que sua mala foi aberta e revistada. Se não encontrar o comunicado, já verifico se algo está faltando usando o check list feito anteriormente.

TSA Notice

TSA Notice

• Procuro colocar algumas roupas sujas espalhadas por cima da mala. A.Q.U.E.L.A meia usada, por exemplo!!! Bom, foi uma dica que me deram e, por via das dúvidas, faço. Tudo é válido para evitar que suas comprinhas sejam roubadas. 🙂

Bagagem

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Viajando com crianças (parte 5): outras informações

1 – Carrinho de bebê

Um item que achei imprescindível para quem viaja para Orlando com crianças pequenas são os carrinhos. Mesmo que a criança já ande, vale a pena comprar um simples, barato e prático, daquele tipo guarda-chuva. Anda-se muito nos parques e as crianças ficam muito cansadas. Ter um carrinho para que possam sentar e descansar é uma ajuda enorme. E todos os parques são bem preparados para a multidão de pais empurrando seus carrinhos como rampas por todos os lados e, literalmente, áreas de estacionamento para os carrinhos. É só localizar o estacionamento mais próximo do brinquedo que deseja, parar seu carrinho no local certo (de forma organizada) e ir se divertir. Ao sair do brinquedo, lá estará seu carrinho do jeitinho que deixou. Deixávamos sucos no suporte, casacos na cestinha inferior, até sacolas de compras (sem grande valor, afinal é melhor não arriscar tanto…) e nada era mexido. Lembrando que é bom identificar o seu carrinho. Pelo simples fato de que são muuuuuuitos carrinhos juntos e pode ter outro igual e acabar misturando. Também pode acontecer de os Cast Members mudarem um pouco seu carrinho de lugar, já que eles estão sempre organizando o espaço. Uma dica é fazer etiquetas personalizadas.

Carrinho Disney

Existem várias lojas especializadas em artigos infantis que vendem carrinhos de bebê em Orlando, ou mesmo Walmart e Target. Entretanto, recomendo, de preferência, já comprar o carrinho mais adequado à sua realidade através da internet e mandar entregar no seu hotel. Os hotéis estão bem acostumados a essa prática de receber encomendas de hóspedes. Alguns não cobram nada, outros cobram alguma taxa para receber e guardar seu pacote. É importante saber qual o caso do hotel em questão para evitar surpresas. Nós fizemos várias compras online, inclusive os carrinhos, e coloquei para entregar no endereço do hotel da Disney que ficaríamos hospedados. Nossas encomendas chegaram vários dias antes do nosso check-in, mas foi tudo adequadamente guardado sem cobrança de quaisquer taxas. No dia em que chegamos, nos entregaram todas as nossas compras e não tivemos problema algum.

Carrinho de criança na Disney Orlando

Achei melhor comprar o carrinho antes porque nem sempre se acha o que deseja ou o que melhor se adequa à necessidade. Eu queria um carrinho prático, barato, leve, pequeno, estilo guarda-chuva e que comportasse o peso dos meus filhos de 3 anos. Com tantas especificações, achar o ideal na loja física era mais difícil. Por isso, escolhi certinho pela internet e evitei problemas. Encontramos algumas mães brasileiras nos parques se queixando de que não haviam encontrado um carrinho barato para os filhos e acabaram desistindo de comprar, mas as crianças ficavam cansadas e pediam colo. Tudo que for possível fazer para evitar estresse e tornar a viagem mais tranquila para os pequenos e, em consequência, para os pais, vale a pena.

Viajando com criança Disney Orlando

Antes da viagem, fui preparando os meninos para usarem o carrinho. Como eles não usavam mais fazia algum tempo, fiquei com medo de não gostarem na viagem porque ficavam dizendo que era coisa de bebê. Comecei a dizer que ia comprar um carrinho de criança, e não de bebê, e que era para eles descansarem na “Casa do Mickey”. Fiz apelo para todos do grupo que, em hipótese alguma, dessem colo para eles em nenhum momento, uma vez que precisavam entender que o lugar onde descansariam quando cansados seria no carrinho. Se eles vissem que no colo também descasavam, não iam querer o carrinho, mas nenhum de nós aguentaria ficar levando no colo uma criança de 3 anos por muito tempo, o que seria um problema. Para minha surpresa, não houve a menor reação negativa dos meninos aos carrinhos, apenas perguntaram se eram os carrinhos de criança, de rapazes, e respondemos que sim. Pronto! Depois nem queriam mais andar. Só queriam os carrinhos. E, apesar dos que comprei não terem muita inclinação, no segundo dia, já estavam dormindo muito bem nos carrinho que nem os fogos dos shows os acordavam.

Carrinho de criança na Disney Orlando

(Atualização – Em 2014, nós retornamos à Disney com os meninos e, apesar de estarem com 5 anos, o carrinho ainda se fez muito necessário e útil. Entretanto, optei por não comprar, já que não teria muita utilidade posterior e seria mais um item para despachar na volta. Resolvemos, portanto, alugar. Não o dos parques, que são mais caros e desconfortáveis. Alugamos com a Kingdom Strollers. Fizemos a reserva e pagamento adiantado pelo site e deu tudo super certo. Quando chegamos, o carrinho já estava nos esperando no lobby do nosso hotel, devidamente identificado com nosso nome, além de um cooler e uma capa de chuva. Escolhemos um carrinho duplo, desses de gêmeos, e achamos bem melhor para quem tem duas crianças porque libera mais um dos adultos, já que basta uma pessoa para empurrar o carrinho. No dia do nosso check-out, bastou deixar o carrinho de volta no lobby do hotel que a empresa passa para buscar. Ou seja, não há qualquer perda tempo ou deslocamento para pegar ou entregar o carrinho. Gostamos muito.)

Aluguel de carrinho de criança em Orlando Disney

 2 – Passaporte Epcot

Outra atividade legal para criança foi no Epcot com o passaporte. Esse eu não fiz em casa porque sabia que vendiam, no próprio parque, um que se parecia muito com um passaporte de verdade. Deixei pra comprar lá e foi muito bom.

Carimbando o passaporte no Epcot

Carimbando o passaporte no Epcot

Nas folhas internas do passaporte têm os países que encontramos nos pavilhões do Epcot. Em cada pavilhão, deve-se procurar os “Kidcot Fun Stops”, onde as crianças pintam e desenham.

Kidcot nos pavilhões do Epcot

Kidcot nos pavilhões do Epcot

Lá sempre ficam uns nativos daquele país que carimbam o passaporte da criança e escrevem uma mensagem ou o nome da criança na língua deles. Como o passeio pelos pavilhões do Epcot pode ser chato para as crianças, isso torna divertido e cultural porque eles também aprendem.

KidCot passaporte epcot Disney

KidCot

Passaporte do Epcot carimbado nos Kidcot

Epcot

3 – Ficando livre de Mamadeira e Chupeta

Aproveitei a desculpa da viagem para ficar livre de algumas coisas como mamadeira e chupeta. A mamadeira já nem levei. Fui preparando-os com o tempo, dizendo que, quando viajássemos, não levaria as mamadeira porque não eram mais bebês e o Mickey queria ver como já eram rapazes. Foi tranquilo, não pediram as mamadeiras e tomavam leite de caixinha mesmo em copo. Quando voltei, sumi com todas as mamadeiras e se mantiveram usando copo. E me livrei de esterilizador e todos demais apetrechos. Uhuu!

Disney

Com a chupeta, foi um pouco diferente. Tinha medo de que dessem trabalho para dormir durante a viagem quando estivessem cansados e acabarem nos limitando nos passeios e parques. Meus filhos já não dormiam de dia, mas são acostumados a acordar muito cedo e, logo, também dormem muito cedo. Nosso objetivo era que conseguissem dormir no carrinho quando chegasse a hora do sono sem que a gente precisasse ir embora tão cedo e perdesse a noite. Por isso, não quis tirar a chupeta antes da viagem já que, com a chupeta e o paninho, eles se aconchegavam e pegavam no sono quando queriam. Porém, ao mesmo tempo, aproveitei a oportunidade e fui conversando que deixaríamos a chupeta com o Mickey quando fôssemos embora porque eles iam mostrar pro Mickey que já eram rapazes, não usavam mais fralda, nem mamadeira. Quando foi a hora de ir embora de Orlando, vacilei! Porque íamos passar ainda 7 dias em NY e também tive medo da reação deles para dormir na segunda parte viagem. E não foi que eles me cobraram a história de entregar a chupeta pro Mickey? Ainda no vôo para NY, um deles veio me dizer que eu havia me esquecido de entregar a chupeta pro Mickey. Resolvi explicar que íamos entregar quando acabasse a viagem toda e me meti numa fria quebrando minha cabeça para resolver como ia entregar as benditas chupetas pro Mickey. A solução foi a seguinte: quando chegamos ao Brasil, falei para deixarmos as chupetas no avião que iam mandar de volta pro Mickey e, quando ele recebesse, ia mandar uma cartinha avisando. Eles lindamente deixaram as chupetas e os paninhos no assento do avião, e pronto! Esse foi o fim da chupeta. Pensei que ainda teria problema à noite na hora de dormir, choro, pedido pelas chupetas… mas nada! Nem uma palavra! E, CLARO, que receberam uma cartinha do Mickey dando os parabéns, falando que estavam lindos rapazes, que havia recebido as chupetas e estava muito feliz. Nossa, foi uma felicidade só dessas crianças! E da mãe, em consequência!

 
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