Roteiros

Roteiro – 15 dias de carro por New England (The Berkshires, Green Mountain, White Mountain, Portland, Boston) e Canadá (Montreal, Québec e Ottawa)

Pois é, o mundo e suas voltas. Em um animado dia, dormimos sabendo que íamos pro Japão. Passagens compradas, roteiro em elaboração, e veio aquele balde de água fria. O motivo foi bom, Fortaleza nos aguardava. Dezembro, nada de férias. Cancela tudo, abafa a frustração, adia o sonho. O bullying das promoções de passagens continua. Instiga. Atiça. Ah, Boston! Pesquisa. Outubro, outono, fall foliage… Olha o mapa. Ih, dá para ir até o Canadá de carro. Que tal? Escola. Poxa! Vamos a dois? Sem graça. Família, viagem, família. E aí? Dá-se um jeito, vamos! Fomos. Voltamos. A memória e o coração repletos de New England e Canadá. E a certeza de que melhor investimento não há. Momentos como esses, com eles, é minha maior fortuna. Que continue tendo saúde, é tudo que peço a Deus. E até a próxima. Japão? Quem sabe? O mundo é tão grande!!!!! E ele gira, gira, gira, gira…

Dia 1 – Nosso voo saiu do Rio de Janeiro para o Panamá às 2:32. Chegamos ao aeroporto de Tocumen às 6:50 e tínhamos quase 5 horas de conexão. Já conhecíamos o aeroporto do Panamá quando voamos também com a Copa Airlines na nossa viagem para a Califórnia e Las Vegas, de forma que aproveitamos para passear pelo aeroporto e pelas lojas Duty Free.

Aeroporto do Panamá

O voo de ida da Copa foi bem tranquilo, mas tem um grande fator negativo: as telas individuais são no trecho do Brasil para o Panamá, que é noturno, enquanto no trecho diurno, do Panamá para os EUA, são telas coletivas.

viagem

Chegamos a Boston às 18:30 no horário local e já seguimos para pegar o shuttle gratuito que levava ao Car Rental Center.

Pegamos nosso carro alugado e rumamos para a estrada. Já era noite, mas queríamos dormir o mais para frente possível, a fim de ficarmos mais próximos de Berkshires, nosso objetivo no dia seguinte (além de que a hospedagem em Boston é absurdamente cara). Não tínhamos hotel reservado e fomos seguindo até onde conseguíssemos. Já estávamos com chip pré-pago do celular comprado e habilitado antes da viagem ainda no Brasil (Chip da Travel Mobile), e fizemos a reserva da estrada mesmo, numa cidade chamada Auburn, a 79 km do aeroporto de Boston.

Então, foi só fazer uma parada para o jantar e capotar na cama para descansar do longo dia de viagem.

Dia 2The Berkshires

Nosso pernoite foi em Lenox, cidade vizinha a Lee, onde há um Premium Outlet. Nos organizamos para rodar de carro por algumas rotas cênicas, já que estávamos no outono e queríamos apreciar a beleza do Fall Foliage, quando as árvores trocam as cores de suas folhas antes delas caírem para o inverno. Levamos anotadas algumas opções e faríamos aquilo que fosse possível durante a manhã, já que a tarde seria destinada à Lenox e Lee. Mas mudamos muito o roteiro, pegamos estradas que decidíamos na hora, fomos descobrindo cidadezinhas pelo caminho, parando onde queríamos, de uma forma bem descontraída. Falamos em detalhes de todo nosso percurso neste post específico sobre The Berkshires.

The Berkshires, Massachusetts, EUA
Rotas Cênicas:
Berkshire Trail (Rota 9) – 60km (52min) de Dalton a Northampton.
Jacob’s Ladder Scenic Byway (Rota 20) – 58km (50min) de Lee a Westfield.
Mohawak Trail (Rota 2) – 70km (1h10m) de Willianstown a Greenfield (1914), American First Tourist Hwy.
Cidades:
* Lee (Centro de Visitantes)
First Congregational Church (1958)
– Centro Histórico
Premium Outlet
* Lenox
The Mount, de 1902, foi a residência da autora americana Edith Wharton.
– Laurel Lake
– Tanglewood, casa da Orquestra Sinfônica de Boston.
* Stockbridge
* Pittsfield
* Williamstown

Para completar a beleza natural do Berkshires, ficamos hospedados na aconchegante e charmosa Birchwood Inn Bed&Breakfast, em Lenox.

Post sobre o tour no The Mount.

Dia 3 Green Mountain

Deixamos The Berkshires para trás e seguimos para o norte, com objetivo final do dia sendo Burlington, no estado de Vermont.

Desviamos um pouco do percurso para passar pelo Mount Greylock State Reservation, e foi um dos mais belos que passamos em toda a viagem. Imperdível!

Seguimos para Bennington, onde fomos conhecer o Bennington Battle Monument. A subida ao topo do monumento proporciona uma vista espetacular das cores do outono.

Vermont, Fall Foliage

Continuamos pela Scenic Route 100 Byway, de Wilmington a Duxbury, mas, infelizmente, a folhagem na Green Mountain já estava bem seca.

Antes de chegar a Burlington, uma parada na fábrica de sorvetes da Ben&Jerry. Fizemos o tour de 30 minutos de duração e, claro, nos deliciamos com os sorvetes.

Dia 4 – A manhã seria destinada ao deslocamento de Burlington a Montreal (155Km; 1h45min), mas antes aproveitamos para dar uma volta pelo Waterfront Park e conhecer um pouquinho de Burlington.

Atravessamos a fronteira por volta das 11 da manhã e foi super tranquilo. Sequer precisamos descer do carro, apenas mostramos os passaportes com os vistos canadenses, respondemos as perguntas de praxe… e estávamos no Canadá.

Imigração do Canadá, via estrada vindo dos EUA

Ao chegarmos a Montreal, seguimos direto para nosso hotel, o Bonaventure Hotel. Deixamos o carro com as malas no estacionamento, já que ainda não estava no horário do check-in, e seguimos para o Eaton Centre a pé. Ainda não tínhamos noção da dimensão da cidade subterrânea e acabamos indo pela superfície. Sentimos frio à toa. Mas ao menos já fomos conhecendo essa cidade que nos conquistou em poucos minutos.

Almoçamos, compramos um chip canadense, e voltamos para buscar o carro.

A tarde foi destinada a:
Parc Mont-Royal (La Croix du Mont Royal, Le Belvedere Kondiaronk, Lac aux Castors, Notre Dame des Neiges);
L’Oratoire St Joseph;
– Passear pela rua comercial St Catherine;
– Conhecer as praças: Place du Canada e Square Dorchester;
– Catedral Marie-Reine-du-Monde (em frente a Place du Canada).

Vista de Montreal, Canadá

À noite, jantamos perto do hotel, no Baton Rouge Steakhouse.

Dia 5Parc Maisonneuve

Pegamos o metrô para o Parc Olympique du Montreal. Começamos nossa visita pelo Jardim Botânico e pelo Insectário, depois seguimos para o Biodôme, conhecemos o Estádio Olímpico, onde subimos na torre que oferece uma vista muito legal da cidade, e encerramos o dia no Planetário.

Estádio Olímpico, Montreal, Canadá

Dia 6Ottawa

Fizemos um bate e volta de Montreal para Ottawa (2h, 198km) e achamos que valeu muito a pena. Deu para conhecer bastante coisa:

– Tour pelo Parlamento;

– Caminhamos pela Wellington St (Confederation Building) até The War Memorial;

– Visitamos o Chateau Laurier;

– Seguimos pela Sussex Dr e passeamos pelo Byward Market;

– Almoçamos na The Grand Pizzeria (não tem como deixar de experimentar a Beaver Tail que fica bem em frente;

– Tiramos fotos no Peacekeeping Memorial;

– Entramos na Basílica de Notre Dame;

– Tiramos apenas foto na escultura da aranha em frente à Nacional Gallery of Canada;

– Passemos pelo Major’s Hill Park;

– Atravessamos a Alexandra Bridge em direção a Gatineau;

– Visitamos o Canadian Museum of History e o Children’s Museum;

– Voltamos para Ottawa e jantamos no Rideau Centre;

– E retornamos para Montreal à noite.

Parlamento Ottawa, Canadá

Dia 7 Vieux Montreal

Pegamos o metrô para Old Montreal e começamos a explorar:
Saint Paul St
– Basílica Notre Dame
– Seminário de St. Sulpice
Place d’Armes
– Palácio da Justiça (Palais de Justice)
– Prefeitura (Hôtel de Ville)
Marché Bonsecours (Mercado Público)
– Capela Notre Dame de Bonsecours

Hotel de Ville, Montreal

Depois seguimos para o Vieux Port, indo direto para o Science Centre of Montreal, onde ficamos por umas 2 horas.

À tarde, caminhamos pelo porto, fomos até o Clock Tower e nos divertimos na tirolesa do MTL Zipline e no Voiles en Voiles Amusement Park. A ideia era encerrar o dia no Parc Jean-Drapeau, mas tivemos que alterar o roteiro, pois foi impossível retirar as crianças do Voiles en Voiles.

Voiles en Voiles, Montreal, Canadá

Jantamos no Les 3 Brasseurs.

Dia 8 – Montreal para Québec (265km, 2h40)

Antes de pegarmos a estrada para Québec, fomos dar uma volta, de carro mesmo, pelo Parc Jean-Drapeau, que não havíamos conhecido no dia anterior. É lá que fica a Biosphere, um museu do meio ambiente, mas não chegamos a conhecer por dentro.

Passamos de carro pelo circuito de Fórmula 1 Gilles Villeneuve.

Circuito Gilles Villeneuve, Montreal, Canadá

Entre Montreal e Québec, fizemos uma parada em Trois-Riviere, a segunda cidade mais velha do Canadá (141km de Montreal, 126Km para Québec), e conhecemos rapidamente o centro da cidade, em estilo europeia. Passamos de carro pela rua principal, a Boulevard des Forges.

Trois-Riviere, Canadá

Chegando a Québec, fizemos nosso check-in no Hotel Le Concorde, que fica super bem localizado, de forma que deixamos o carro no estacionamento do hotel e saímos para explorar a cidade à pé (apesar do frio que estava fazendo em pleno mês de outubro).

Fomos direto para o Observatoire de la Capitale, o que foi ótimo para ter uma noção da cidade como um todo, vista do alto.

Depois passamos pelos portões da cidade murada, na rua Saint Jean, e seguimos para La Citadelle, onde fizemos o tour de 1 hora de duração pela fortaleza.

La Citadelle, Quebec, Canadá

Voltamos para o hotel, jantamos, e cama.

Dia 9 – A manhã foi dedicada ao Montmorency Falls e ao Santuário St Anne du Beaupre.

Infelizmente, o teleférico já estava fora da temporada de funcionament e apenas atravessamos a ponte pênsil sobre a cachoeira, o que por si só já compensa demais.

Montmorency Falls, Quebec, Canadá

O Santuário é um pouco mais distante, mas, para quem está de carro, vale a visita.

À tarde, voltamos a explorar a pé a Vieux-Quebéc, começando pela cidade alta:
– Parlamento (só foto externa)
Hôtel du Ville (prefeitura)
– Basílica Notre Dame
Cathedral of the Hole Trinity
Place d’Armes
Chateau Frontenac
Terrasse Dufferin

Depois pegamos o Funiculare para a cidade baixa:
– Rua Petit Champlain
Maison Chevalier
– Igreja Notre Dame des Victoires
Place Royal
– Pintura 3D na parede

Vieux-Quebec, Quebec, Canadá

Jantamos no Les 3 Brasseurs de Québec, que ficava pertinho do hotel.

Dia 10 White Mountain (New Hampshire)

Deixamos o Canadá com uma vontade enorme de quero mais e seguimos de volta para os EUA. A imigração de entrada nos EUA foi um pouco mais lenta do que a de entrada no Canadá, mas apenas por estar mais movimentada. Também foi tranquila, sem sair do carro, entregando os passaportes com vistos, respondendo as perguntas de sempre, e pronto.

Imigração dos EUA, via estrada vindo do Canadá

Seguimos para a White Mountain, parando no Centro de Visitantes de Lincoln para pegar um mapa (de Québec para Lincoln, 432Km, 4h30min).

Existem várias rotas cênicas na White Mountain, mas nós não tínhamos muito tempo, então optamos por fazer a principal, a Kancamagus Highway (58km). Paramos em alguns pontos pelo caminho:
Lincoln Woods (Pemigewasset Crossing)
Sugarhill Overlook
Passaconaway Historic Site
Rock Gorge Scenic Area
Lower Falls (estava fechada, então não conhecemos)
Albany Covered Bridge.

White Mountain, New Hampshire, EUA

Depois seguimos de Conway para Portland, no estado do Maine (98km,1h30).

Em Portland, ficamos hospedados no Hampton Inn Downtown Waterfront e achamos perfeito por estar a poucos passos do Old Port. Fomos jantar num restaurante bem próximo ao hotel que foi a maior e mais grata surpresa dessa viagem, o DiMillos On The Water.

Dia 11 – Demos uma volta pelo Old Port de Portland e seguimos viagem em direção a Salem, mas não sem antes conhecer alguns dos vários faróis do Maine:
Portland Breakwater Lighthouse
– Portland Head Lighthouse
– Nubble Lighthouse, em York

Portland Head Lighthouse, Portland, EUA

Seguimos pela Long Beach Ave, beirando a praia.

Antes de chegarmos a Salem, fizemos uma parada no Connors Farm, e os meninos gostaram bastante, mas como já era fim de temporada, estava bem deserto e com muitas coisas fechadas. De qualquer forma, foi uma experiência interessante, principalmente a plantação das abóboras, já que estávamos na véspera do Halloween.

Connors Farm

Almoçamos em Salem (15km do Connors Farm, mas de Portland a Salem são 158km direto, cerca de 1h40), e a ideia era conhecer a cidade e aproveitar o Haunted Happenings Carnival, mas a chuva não permitiu. Foi nosso primeiro e único dia de chuva em toda a viagem, embora tenha sido suficiente para nos deixar frustrados. Não conseguimos conhecer muito bem Salem.😦 Mas algumas opções que estavam no nosso roteiro eram:
tour de Trolley
– Porto Salem Harbor
– Salem Witch Museum

Salem, Massachusetts, EUA

Pernoitamos em Peabody.

Dia 12 – Dedicado às compras no Wrentham Village Premium Outlet (62km de Boston)

De noite, exaustos, retornamos para onde tudo começou, Boston, onde ficamos hospedados num apartamento muito bom em Roxbury, o Fort Hill Inn.

Dia 13 – Boston

Durante toda a manhã, percorremos a Freedom Trail. Nunca imaginei que as crianças fossem conseguir andar todo percurso, mas conseguiram, apesar do cansaço.
– Boston Common
– Massachusetts State House
– Park Street Church
– Granary Burying Ground
– King´s Chapel
– First Public School
– Old Corner Bookstore
– Old South Meeting House
– Old State House
– Boston Massacre
– Faneuil Hall
– Paul Revere House
– Old North Church
– Copp’s Hill Burying Ground
– USS Constitution
– Bunker Hill Monument (subimos até o topo do obelisco, 294 degraus)

Freedom Trail, Boston, EUA

À tarde fomos para o Museum of Science, que estava incluído no CityPASS.

Encerramos o dia jantando no CheeseCake Factory do CambridgeSide Galleria.

Dia 14 – Boston

Pegamos o metrô para o New England Aquarium, que é pequeno e não levamos mais do que 1h e meia para conhecer tudo.

Caminhamos até o Children’s Museum, de onde só conseguimos sair às 15h, com MUITO esforço e apenas porque íamos nos arrumar para o Halloween.

Boston Children's Museum, Boston

Era dia 31 de Outubro, Halloween, e queríamos viver essa experiência. Depois de pedir ajuda via Messenger para a Luciana Misura, do Colagem, e Claudia Rodrigues, do Felipe o pequeno viajante, seguimos para a Beals Street, em Brookline, para vivermos uma das experiências mais legais dessa viagem, que vamos contar em detalhes num post específico.

Dia 15 – Boston

Começamos o dia com o Fenway Park Tour, o estádio de basebol do Red Sox.

Fenway Park, Boston, EUA

Depois seguimos para o Skywalk Observatory, para aquela vista da cidade a partir da Prudential Tower (228m de altura).

Almoçamos no Legal Sea Food do Copley Place, um shopping conectado ao Prudential Center.

Fomos explorando a região à pé, conhecendo a Boston Public Library, a Old South Church, a Copley Sq e a Trinity Church.

Caminhamos pela Newbury St e Boylston St (ruas comerciais).

Passeamos pelo Charles River Esplanade e atravessamos a ponte para Cambridge.

Caminhamos um pouco pelo MIT. Depois pegamos o metrô até Harvard. Exploramos o campus e retornamos para o apartamento. Era nossa última noite antes do voo de retorno, então aproveitamos para terminar de arrumar as malas.

Campus de Harvard, Massachusetts, EUA

Dia 16 – 8:26 Voo de Boston para Panamá
A tarde foi toda no Panamá, com um tempo de conexão de 6 horas. Aproveitamos para conhecer o MetroMall, um shopping que oferece um shuttle gratuito do aeroporto.
À noite, partiu nosso voo do Panamá para Rio de Janeiro.

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– Roteiro – Viajando de carro de norte a sul dos EUA (Indianápolis, Nashville, Memphis, New Orleans, Houston, Dallas, Chicago)

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Roteiro – Viajando de carro de norte a sul dos EUA (Indianápolis, Nashville, Memphis, New Orleans, Houston, Dallas, Chicago)

Nossa viagem começava e terminava em Chicago, com um intervalo de 18 dias entre os voos de ida e volta, de forma que a ideia era pegar o carro e sair rodando nesse período. Não havia 100% de certeza do que conseguiríamos realmente fazer, devido ao período de inverno, e tínhamos apenas um roteiro preliminar para orientar. Reservei alguns hotéis com cancelamento gratuito e deixei algumas noites em aberto para reservar de acordo com a cidade que conseguíssemos chegar para dormir. Não compramos praticamente nenhuma atração antecipada, exceto os jogos de futebol americano em Dallas e o de basquete em Chicago. Também comprei logo nossa passagem no trecho doméstico, de Dallas para Chicago, com a Southwest.

Voando Southwest, Roadtrip norte a sul dos EUA, roteiro

Então, tudo que realmente sabia era que tínhamos que estar em Dallas no dia 24 de dezembro para pegar o voo de volta para Chicago. Fora isso… fomos pegando a estrada. E no fim saiu tudo quase perfeitamente conforme o planejado, isso porque não pegamos neve, nem tivemos qualquer grande imprevisto durante a viagem. Vou fazer um relato geral passando o roteiro (o teórico e o da prática) e depois farei posts específicos de cada cidade. Vamos lá!

Dia 1 – Saímos de São Paulo rumo a Chicago com conexão em Detroit pela Delta Airlines. Gostamos da companhia aérea, mas a comida deixou a desejar. Os assentos tinham telas individuais no trecho SP-Detroit e entregavam kits com fones de ouvido, tapa-olho e tampão de ouvidos.

A conexão em Detroit foi tranquila, passamos pela imigração rapidamente, sem muita fila. O fuso horário era de 3 horas a menos em relação a Brasília.

O voo para Chicago é bem rápido, apenas 40 minutos, mas o fuso é diferente de Detroit, diminuindo mais 1 hora, totalizando agora 4 horas de diferença de Brasília. Nesse voo não teve nenhum serviço de bordo.

No aeroporto de Chicago (O’Lare), pegamos o shuttle para a locadora de veículos. Passam ônibus regularmente das diferentes empresas. Em 5 minutos estávamos na Alamo e a temperatura já era de doer, -6ºC.

Pegamos direto a estrada para Indianapolis e, na saída de Chicago, já percebemos que o trânsito era complicadíssimo ali.

Foram 300Km até Indianápolis por estradas em ótimo estado de conservação, com vários e bons pontos de parada (as Rest Areas, que possuem banheiros e máquinas de bebidas e lanches, além dos postos de gasolina e dos fast foods).

A ideia inicial era passar em algumas lojas quando chegássemos a Indianápolis com objetivo de comprar o que precisávamos para enfrentar o frio. A cidade conta com várias opções de compras como Target, Burlington Coat Factory, entre outras. Mas acabamos indo apenas em busca de algumas coisas básicas no Walmart próximo ao hotel e retornamos para descansar da viagem, até porque perdemos 1 h de fuso horário, de novo.

Dia 2 – Começamos logo acalmando os ânimos das crianças e fomos ao Children Museum of Indianapolis, considerado o maior museu da criança do mundo. Realmente é enorme e muito divertido. Nosso almoço foi no próprio museu, que conta com uma praça de alimentação com opções de lanche como pizza, cachorro-quente, hambúrguer.

Museu da criança de Indinanápolis

Já no fim da tarde, seguimos para o Indianapolis Museum of Art, que fica próximo ao museu da criança. A entrada é gratuita.

Prédio do Museu de Arte de Indianápolis

Agora, sim, seguimos para algumas compras e depois jantamos num Red Lobster.

Dia 3 – Seguimos para Downtown a fim de conhecer mais de Indianapolis. Estacionamos o carro em frente ao World War Memorial, na própria rua, que tem parquímetros. Deve-se ficar atento ao tempo do parquímetro porque os policiais ficam passando regularmente, multam e recolhem o carro com guincho (quase aconteceu conosco).

Memorial da Guerra Mundial em Indianápolis

Passeamos pelo Veterans Memorial Plaza e pelo Soldiers and Sailors Monument (que tem um nível de observação).

Vimos a Christ Church Cathedral, fomos caminhando até o Canal Walk e o White River State Park e retornamos para o Circle Center, um shopping, onde almoçamos no Johnny Rockets.

Por volta de 14h, seguimos para o Indianapolis Motor Speedway para dar um volta na pista oval e conhecer o Hall of Fame.

Hall of Fame do Indianapolis Motor Speedway

Tínhamos alguns pontos extras (parques) para visitar caso desse tempo, mas acabamos não indo: Fort Harrison State Park, Lilly Recreation Park, Garfield Park.

Dia 4 – Seguimos para Nashville. Foram 460km e cerca de 4h e meia de viagem. Deslocamento bem tranquilo. Passamos por Louisville no caminho, a cidade mais populosa do estado do Kentucky.

Chegamos a Nashville no horário do almoço e descobrimos que ganhamos 1 hora, já que o fuso horário mudava (mais uma vez) em relação a Indianápolis (voltávamos ao fuso de Chicago, 4 horas a menos que o Brasil). Fomos direto para o Centennial Park, onde almoçamos enquanto esperávamos o Parthenon abrir. Pela região existem algumas opções de fast food (McDonalds, Wendy’s, Chilli’s, TacoBells, Five Guys)

Parthenon no Centennial Park em Nashville

Depois de visitado o Parthenon, seguimos para o hotel que ficava em Downtown, deixamos as bagagens e fomos caminhar pelo centro. A ideia era fazer o tour pelo interior do lendário Ryman Auditorium, mas o tempo já estava apertado e, se fizéssemos o tour, poderíamos não conseguir pegar o Country Music Hall and Fame Museum aberto. Tínhamos que optar e escolhemos o museu.

Prédio Country Music Hall of Fame and Museum Nashville

Saindo do museu, fomos caminhar pela Broadway Street, que é repleta de bares e restaurantes com música country ao vivo. Optamos pelo Rippy’s, que tem vários ambientes, cada um com alguma apresentação musical. 

Broadway street Nashville

Como queríamos conhecer Graceland, a casa do Elvis Presley em Memphis, ficamos apenas 1 dia em Nashville, e digo que é muito pouco. A cidade vale, no mínimo, mais 1 dia, que dê para conhecer melhor o Ryman Auditorium e assistir a uma apresentação no Opry, entre várias outras opções que Nashville oferece.

Dia 5 – Antes de seguir para Memphis, não podíamos deixar de conhecer a Belle Meade Plantation. Ficava no caminho, então paramos lá antes de seguir viagem. Fizemos o tour pela mansão, conhecemos as instalações da fazenda e por volta das 11h estávamos pegando a estrada novamente.

Mansão Belle Meade Plantation Nashville

A viagem para Memphis levou pouco mais de 3 horas (341km), de forma que chegamos a Graceland por volta das 14h, tempo suficiente para conhecer a casa do Elvis. Optamos pelo tour apenas pela mansão.

Graceland Memphis Casa Elvis Presley

Ainda eram 16h quando acabamos o passeio e tínhamos a opção de permanecer em Memphis e conhecer a Beale Street, ou seguíamos pela estrada até onde conseguíssemos, de forma a ficarmos mais próximo de New Orleans, onde queríamos conhecer várias atrações. Acabamos optando pela estrada, já que quanto mais cedo chegássemos a New Orleans, melhor seria. Dessa forma, dormimos em Jackson.

Dia 6 –  Saímos de Jackson cedo, tendo conhecido a cidade apenas de carro, e seguimos para New Orleans. Como chegamos ainda de manhã, mudamos o roteiro original e fomos direto ao Mardi Gras World. Acredito que o ideal era ter seguido direto para as Plantations, que já ficavam no caminho e ganhava-se tempo de deslocamento, mas só pensei isso no dia seguinte quando estávamos nos deslocando para as Plantations e retornando um bom trecho da estrada que havíamos rodado na chegada. 

Entrada do Mardi gras world tour

Depois do Mardi Gras World, fomos para o hotel e conseguimos fazer um Early Check-In. Deixadas as bagagens, era hora de bater perna no French Quarter. Almoçamos no Hard Rock Cafe, apesar de que nosso plano inicial era almoçar no restaurante Galatoire’s, mas estava muito cheio.

Conhecemos toda a região do French Quarter, a Jackson Square, a orla do rio Mississippi, a St Louis Cathedral, o French Market, a famosa Bourbon Street. Experimentamos os Beignets no Cafe Du Monde e jantamos no Bubba Gump enquanto esperávamos a hora (20h) da apresentação de Jazz no Preservation Hall, que permite a entrada de crianças.

Jackson Square French Quarter New Orleans

Dia 7 – Esse foi o dia de conhecer as Plantations (acabamos indo apenas a Oak Alley Plantation) e fizemos o passeio pelo Pântano da Louisiana.

Mansão de Oak Alley Plantation

De tarde, pegamos o Street Car em direção ao Garden District e passeamos pelo bairro e pelo Audubon Park.

Voltamos para o French Quarter e jantamos no tradicional restaurante de comida crioula, The Court of Two Sisters.

Dia 8 – Era dia de voltar para estrada, mas agora seguiríamos para oeste, em direção a Houston. Foi a maior distância que percorremos direto, 560km, em 6h de viagem. Nesse dia não tínhamos nada planejado de atrações, já que não sabíamos que hora iríamos realmente chegar a Houston, de forma que fomos para o Premium Outlet e aproveitamos o resto da tarde e a noite para fazer umas comprinhas.

Dia 9 – Compramos o CityPASS e começamos o dia no Museum of Natural Science, depois fomos para o Children Museum, enquanto meus pais foram para o Museum of Fine Arts.

Houston Chidlren's Museum

Como estava chovendo, tivemos que alterar o roteiro original, já que a ideia era caminhar por Downtown. Acabamos indo para o Downtown Aquarium esperar a chuva passar e almoçamos no restaurante do aquário.

A chuva deu trégua e conseguimos passear pelo centro. Fomos até o JP Morgam Chade Tower e subimos ao Skylobby (gratuito) para uma vista de Houston. Depois caminhamos pela Herman Square, Tranquility Park, City Hall. Foi o que deu para conhecer devido à chuva, mas existem outros pontos em Downtown: Discovery Green, Houston Center.

Downtown Houston JP Morgan Chase Tower

Dia 10 – Fomos conhecer o centro espacial da NASA, o Jonhson Space Center, e depois esticamos para o Kemah Boardwalk.

Kemah Boadwalk

Dia 11 – Voltamos para a estrada, agora tendo como destino Dallas (384Km, em 4 horas de viagem).

Chegamos a Dallas ainda antes do almoço e fomos para Downtown. A primeira parada foi a Reunion Tower. Depois caminhamos até Dealey Plaza, mas não chegamos a conhecer o The Sixth Floor Museum porque tínhamos o jogo da NFL no AT&T Stadium e seguimos para lá. Experiência incrível, por sinal.

Reunion Tower Dallas

Dia 12 – De manhã fomos para Fort Worth e conhecemos o Stockyard, que fica a 55km de Dallas.

A tarde foi destinada a compras no Outlet.

Fort worth stockyard

Dia 13 – De manhã, levamos as crianças ao LEGOLAND Discovery Center; e de tarde fomos curtir o Six Flags Over Texas.

Six Flags Over Texas Dallas

Dia 14 – Pegamos o voo da Southwest de Dallas para Chicago pela manhã.

Fechamos com a GOAIR o shuttle do aeroporto (Midway) para nosso hotel. Depois do check-in, fomos almoçar no Rainforest Cafe, que ficava próximo, já que estava um dia chuvoso e muito frio. Acabamos não conseguindo cumprir o roteiro nesse dia, que era caminhar por Downtown. Apenas seguimos para o Navy Pier de noite, véspera de natal, com o intuito de jantar, mas estava tudo fechado. Voltamos caminhando e encontramos um restaurante italiano que foi onde tivemos nossa ceia de natal.

Navy Pier Chicago

Dia 15 – Era Natal e poucas atrações estavam abertas. Seguimos bem cedo para o 360Chicago para ter a vista da cidade de dia. A ideia era passear pelo Water Tower Place e almoçar no Cheesecake Factory, mas estava tudo fechado.

Seguimos para o Lincoln Park Zoo, demos uma volta e resolvemos fazer o roteiro do dia anterior que foi prejudicado pelo clima. Fomos para o Millennium Park, tiramos fotos no The Bean, Crown Fountain, BP Pedestrian Bridge, Jay Pritzker Pavillion.

Cloud Gate Millennium Park Chicago

Antes de escurecer, fomos para o Skydeck com a ideia de chegar ao topo do prédio ainda de dia e ver a cidade se iluminar para a noite. Mas estava muito cheio e não deu certo. Só tivemos a vista noturna (não recomendo, mas depois explico).

Dia 16 – O dia praticamente todo foi dedicado ao Museum of Science and Industry.

Museum of Science and Industry Chicago

À noite, fomos para o Navy Pier, que não conseguimos conhecer por estar fechado no dia 24 de dezembro. A ideia era jantar no Bubba Gump e depois conhecer o local, mas houve um problema entre a polícia e alguns grupos de jovens que frequentavam o píer e acabamos indo embora fugindo da confusão.

Dia 17 – Começamos o dia no Adler Planetarium.

Adler Planetarium Chicago

Almoçamos com show de Blues no Buddy Guy’s Legends.

De tarde, passeamos pela Magneficente Mile.

À noite seguimos para o Jogo da NBA no United Center (Chicago Bulls contra New Orleans Pelicans)

United Center Chicago Bulls

Dia 18 – Dividimos o dia entre o Shedd Aquarium e o The Field Museum.

Jantamos a tradicional Deep Pizza no Gino’s East.

Dia 19 – Retornamos para o Brasil.😦

Veja também:

– Como se locomover em Chicago

– Dicas de Hospedagem em Chicago

– Sugestões de restaurantes em Chicago


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