New Orleans – conhecendo o French Quarter com crianças

O bairro mais antigo de New Orleans é também o mais diferente. A melhor forma de explorar a região é a pé. Há estacionamentos em edifícios garagem pela região, mas não são muito baratos. Uma boa alternativa é deixar o carro no hotel e usar os bondinhos, que circulam pela cidade em três linhas.

Bonde no French Quarter New Orleans

Bonde de New Orleans ao fundo

Confesso que numa primeira impressão fiquei bem decepcionada com o French Quarter. Mas depois deu para entender porque é tão falado. É um lugar único, isso não tem como negar, mas algumas coisas incomodaram por não serem bem o que esperávamos encontrar. Um delas é o odor nas ruas. Fede! Outra é a limpeza dessas ruas. Não é aquele padrão que costumamos ver nas ruas das cidades americanas, mesmo nos centros.

French Quarter New Orleans

French Quarter

Ruas do French Quarter New Orleans

Rua do French Quarter

Outro problema foi o fato de estarmos com crianças. A realidade é que o local é mais adequado para adultos. Fato! Mas não significa que não recomende ir com crianças, desde que se evite a Bourbon Street e vá durante o dia. As outras ruas do French Quarter eram até mais tranquilas, mas a Bourbon Street… Algumas situações que ilustram isso:

– Enquanto caminhávamos inocentemente pelas ruas, cruzamos por boates de strip repletas de cartazes (não adequados para menores) na fachada; em outro ponto, passamos por uma casa em que as mulheres estavam na porta de entrada com roupas que as deixavam quase… sem roupas;

Detalhe circulado de vermelho... imagina você andando com criança...

Detalhe circulado de vermelho… imagina você andando com criança…

– Bêbados pelas ruas também geraram um certo desconforto, embora não tenha ocorrido nenhum problema diretamente com eles, apenas alguns que falaram com as crianças, mas nada de mais, brincadeiras de bebum;

– Muitos mendigos pelas ruas que, apesar de também não terem causado qualquer estresse, acabam gerando uma certa insegurança;

– Cruzamos por uma mulher que estava apenas de calça, e topless, ou melhor, com a parte de cima do corpo pintado de prateado e os seios livres leves e soltos. O Matheus ainda disse, quando nos ouviu comentando sobre o fato (cuidado com o que se fala ao lado de criança achando que ela não está ouvindo… 😉 ), que ainda bem que ele não havia visto ou ia acabar vendo o que não queria ver. Por enquanto, né? Afinal, ele só tem 7 anos.

French Quarter New Orleans

Olha a figura! Só cobriu os seios quando cruzou conosco por causa da máquina fotográfica que estava filmando a rua. Apesar de que não parecia nem um pouco constrangida.

– A gota d’água, para resolvermos cortar a Bourbon Street de vez do nosso passeio pelo French Quarter, foi quando cruzamos por uma dessas boates e uma mulher estava na porta com as perna… literalmente arreganhadas, pior que posição ginecológica, e com uma calcinha mínima. Como costumo sempre andar com os meninos nas calçadas me colocando do lado da rua, o Gabriel estava perto da dita cuja e só tive tempo de trocá-lo de lado e chamar sua atenção para um outro ponto qualquer na tentativa de que não visse a alma daquela mulher por um ângulo nada legal para uma criança. Meu marido vinha atrás com o Matheus e ouviu o homem, que também estava na porta, dizendo que era para ele cuidar das crianças agora e depois voltar para cuidar das prostitutas (claro que usou um termo mais pejorativo, mas vamos manter a ambiente familiar do Viajando com Palavras, né?). Detalhe, isso tudo aconteceu de dia, em plena tarde de um dia de semana qualquer.

O que a Bourbon Street tem de bom, então? Por que, no fim, acabamos gostando? Não sei, mas em pouco tempo acabamos contagiados com algum tipo de alto astral que ronda por ali. É legal entrar nas lojinhas espalhadas pela rua, onde encontramos diversos souvenirs, os cordões de Mardi Gras e as mais belas máscaras. Não resisti e tive que comprar uma.

Cruzamento da Bourbon St e Orleans St French Quarter New Orleans

Famoso cruzamento da Bourbons St com a Orleans St

Bourbon Street French Quarter New Orleans

Bourbon Street e Orleans Street

Fachadas dos prédios French Quarter New Orleans

Fachadas características dos prédios no French Quarter

Máscara de Mardi Gras French Quarter New Orleans

Máscara de Mardi Gras

Mas, por incrível que pareça, saiu da Bourbon Street, o French Quarter parece outro, com lojas, restaurantes, praças, e muito jazz, sendo bem animado e tirando essa má impressão que havia deixado inicialmente.

Seguimos caminhando para a Jackson Square, onde fica a Catedral.

Jackson Square French Quarter New Orleans Catedral French Quarter New OrleansJackson Square French Quarter New Orleans

Em frente à catedral, ficam vários artistas de rua tocando Jazz que ecoa por diversos pontos do French Quarter.

Artistas de rua jazz French Quarter New Orleans

Jazz nas ruas de New Orleans

Na verdade, acho que os artistas de rua são exatamente o que tornam o French Quarter tão distinto e especial. Acabamos contagiados por aquela música no ar e pelos talentos que encontramos pelas ruas.

Artistas de rua jazz French Quarter New Orleans

Artistas de rua no French Quarter

Atravessamos a praça e seguimos para a margem do rio Mississippi.

Margem rio Mississippi French Quarter New Orleans

Existe uma opção de um passeio de barco pelo rio, mas não fizemos. Pelas informações de um folder que pegamos, da empresa Creole Queen, o passeio parte do final da Poydras Street, ao lado do The Outlet Collection at Riverwalk. O passeio ocorre diariamente com embarque às 13:30 e saída às 14:00, e tem duração de 2 horas e meia. Custa 27U$ adultos e 13U$ crianças de 6 a 12 anos (menores de 5 anos não pagam). Outra empresa que faz passeios de barco em New Orleans é a Steamboat Natchez.

rio Mississippi French Quarter New Orleans

Belo rio Mississippi, New Orleans

Passeio de barco no rio Mississippi New Orleans

Passeio de barco pelo rio Mississippi

Retornamos para a Jackson Square e vimos algo que pode ser uma boa alternativa para conhecer o French Quarter, principalmente quem está viajando com crianças, as charretes. O passeio de 30 minutos custa 18U$ por pessoa ou pode-se pagar 90U$ para uma charrete privativa.

Charretes French Quarter New Orleans Tour de charrete French Quarter New Orleans Jackson Square French Quarter New Orleans

Resolvemos experimentar os famosos beignets no Cafe du Monde que fica bem ao lado da Jackson Square. Não estava cheio e pegamos uma mesinha para aproveitarmos e usarmos os banheiros do local. Os beignets são até gostosos, mas não deu para entender bem o porquê de tanto sucesso.

Cafe du monde Beignets French Quarter New Orleans Cafe du Monde French Quarter New Orleans Cafe du Monde French Quarter New Orleans Funcionário Cafe du Monde French Quarter New Orleans

Esticamos a caminhada até o French Market. No caminho, passamos por várias lojas de souvenirs e artigos diversos. O French Market já estava fechando quando chegamos, mas é um mercado público ao ar livre (coberto), onde é possível encontrar artesanato, souvenirs, frutas, especiarias da culinária cajun, além de lanchonetes e, claro, Jazz.

French Market French Quarter New Orleans French Market French Quarter New Orleans French Market French Quarter New Orleans French Market French Quarter New Orleans

Voltamos para a região mais central do French Quarter e queríamos ter ido ao Louis Armstrong Park, mas, como era inverno, já estava escurecendo, apesar de ainda serem cinco horas da tarde. Ficamos com receio de sair andando com os meninos à noite, ainda mais depois das experiências já vividas de dia. Dessa forma, resolvemos seguir direto para o Bubba Gump na Decatur Street (evitando a Bourbon Street, claro!), enquanto esperávamos a hora do show de Jazz no Preservation Hall, que é imperdível e falaremos melhor dele em outro momento.

Bubba Gump French Quarter New Orleans


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Categorias: EUA, New Orleans, Viajando | Tags: , , , , , , , | 2 Comentários

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2 opiniões sobre “New Orleans – conhecendo o French Quarter com crianças

  1. Puxa, tenho muita vontade de conhecer New Orleans e foi esclarecedor saber mais sobre a Bourbon Street. Deve ter sido mesmo tenso quando o cara até fez aquele comentário para seu marido. Que cara de pau, né? Enfim, sabendo como circular, todo passeio fica mais agradável. E as fotos mostram que há locais lindíssimos mesmo. Parabéns!

    • Obrigada, Carlos. New Orleans é apaixonante de todas as formas. O French Quarter tem essas ressalvas citadas e a Bourbon St não nos proporcionou as melhores experiências, mas isso não diminui nosso encantamento com a cidade. 😉
      Obrigada por sua visita ao Viajando com Palavras.

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