Resenha – CLARO QUE TE AMO! (Tammy Luciano)

Resenha Claro que te amo! Tammy Luciano

Claro que te amo!

Título: Claro que te amo!

Autor: Tammy Luciano

Editora: Novo Conceito

ISBN: 9788581633084

Categoria: Literatura Nacional/Romance

Ano de lançamento: 2013

Páginas: 320

Sinopse: Piera tem certeza: está cometendo a maior loucura da sua vida ao assistir, escondida, ao casamento de seu ex-noivo. Depois de seis anos de relacionamento, entrar de penetra na comemoração foi tudo que André deixou para ela. E olhar a cena não a faz feliz, mas encerra uma fase de sua vida. Hora de recomeçar. Mas como recomeçar se seu coração está cheio de dor? Envolver-se com a história de Piera é como descobrir que sempre há um lado muito bom a ser revelado… Mesmo que tudo pareça tão difícil.

 

“As pessoas tratam você bem e depois mal lembram de sua existência. Ser alguém querido não significa necessariamente ser imprescindível.”

 

“Conheci” a autora Tammy Luciano através das redes sociais. Ela é um doce, sempre preocupada com seus leitores, respondendo todas as mensagens, mantendo um relação bem próximas com aqueles que acompanham seu trabalho. Não havia lido nenhum dos livros da autora e resolvi começar pelo seu último lançamento, o Claro que te amo!

Sendo bem sincera, gostei do livro, mas esperava mais. Não foi o enredo, nem a escrita da autora que me desagradaram, mas a personagem, não houve aquela identificação. A história é narrada em primeira pessoa pela Piera, uma jovem de 19 anos que lida com questões pessoais relacionadas a perdas e abandono. Desde pequena foi abandonada pela mãe, sendo criada pelo pai. Quando tinha ainda 12 anos, se envolveu num namoro que durou 6 anos, até que foi rejeitada e abandonada mais uma vez. Mas isso tudo me pareceu muito estranho. Não consegui visualizar verossimilhança na história e achei a protagonista ambígua em diversos momentos. Já no começo do livro, Piera irrita, narrando sua desilusão amorosa com André ao assistir escondida o casamento do ex-namorado com outra. Sério? Foi meio humilhante e autodepreciativo. Mas tudo bem, considerei que a Piera ainda era muito jovem e precisava daquele choque de realidade para dar um basta naquele sofrimento e seguir com sua vida. Masssss… não é o que acontece. E foi exatamente aí que meu santo não bateu mesmo com Piera. Durante todo o livro, não ficamos livre de André, sempre constante nas lembranças de Piera, nos seus pensamentos, nas suas atitudes, tornando a leitura repetitiva, pois de novo e de novo tínhamos Piera repetindo como havia sido abandonada por André, como ele havia terminado o namoro, como ela havia se sentido e como tudo isso estava relacionado ao título do livro “Claro que te amo!“. Mas o pior é que, apesar disso, Piera queria nos convencer de que o relacionamento havia sido ruim e que ela estava “feliz” de se livrar do mala do André. Mas então porque viver sofrendo por aquele traste desse jeito? Acabava parecendo que ela era daquele tipo que gosta de ser vítima e de dramatizar, o que acabou perdendo o encantamento.

Quando aparece Marcelo, o estudante de medicina que administra a clínica do pai, Piera parece que vai dar aquela guinada que tanto aguardamos. Mas ela tem altos e baixos. Claro, é humana. Não somos tudo ou nada, branco no preto. Piera precisou amadurecer e lidar com as dores e os medos decorrentes dos abandonos sofridos. E podemos ver esse crescimento na personagem, grande mérito da autora, mesmo que para isso tenhamos que sentir raiva da Piera e ter vontade de lhe dar uma boa sacudida para acordar para a vida. Marcelo também não convence, acho que por ser tão perfeito que chega a ser chato. Aparecem ainda outros personagens, como o pai da Piera, responsável pelos momentos mais doces do livro e representando todo a amor que poderia cercar a personagem. Há ainda as amigas de Piera que nos proporcionam a descontração e as risadas na história.

Além de ter que lidar com o ex-namorado chato e o novo príncipe encantado que aparece em sua vida, Piera ainda vai encarar a volta da mãe e descobrir a doença mental que a acomete. É muito para uma pessoa só, de forma que o livro sai da área do romance água com açúcar e se aventura pelo drama. A trama é boa, cheia de reviravoltas e surpresas que prendem a leitura e envolvem o leitor. A Tammy tem uma escrita bem fluida, sendo minha ressalva apenas as repetições que acabam ficando maçantes.

O livro é ruim? Longe disso. Tem uma narrativa leve e uma leitura fácil e rápida. Pode agradar a muitos e ser um ótimo entretenimento. Não foi porque não achei um dos meus livros preferidos que não recomende. Até porque só lendo para ter a sua própria opinião. 😉

 

“As piores feridas são aquelas abertas sem querer, em um ato de desamor que o outro carrega sem culpa.”

 
 
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