Resenha – INSURGENTE (Veronica Roth)

Resenha Insurgente Veronica Roth

Insurgente

Título: Insurgente

Título Original: Insurgent

Autor: Veronica Roth

Editora: Rocco

Lançamento: 2013

Categoria: Literatura Estrangeira

ISBN: 9788579801556

Páginas: 512

Essa resenha contém SPOILER do volume anterior da trilogia (para ler a resenha, clique em DIVERGENTE)

Sinopse: O fim da iniciação de Tris deveria ter sido marcado por celebração e vitória com sua nova facção; no entanto, o dia resultou em horrores inimagináveis. Agora, à medida que o conflito entre as facções e suas ideologias cresce, a guerra se aproxima. E, em tempos de guerra, partidos precisam ser tomados, segredos vão emergir e as escolhas se tornarão ainda mais irrevogáveis – e poderosas. Modificada por suas próprias decisões, mas também por uma devastadora sensação de mágoa e de culpa, descobertas radicais e relacionamentos em transformação, Tris precisa aceitar por completo a sua Divergência, mesmo que não saiba exatamente o que pode perder ao fazer isso. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

“Descobri que as pessoas são formadas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas.”

Não tem como acabar de ler Divergente e não começar imediatamente Insurgente. O final do livro anterior é abrupto e parece mais um final de capítulo do que de livro. E Insurgente retoma exatamente do ponto em que o Divergente parou, dentro do trem, e supera, e muito, o primeiro livro. O lado negativo de algumas partes paradas de Divergente não se repete em Insurgente. O ritmo é frenético, uma reviravolta atrás da outra, grandes surpresas, decepções ainda maiores, e muita ação que não deixa largar o livro.

Tris sofreu muito com o final de Divergente e isso fica totalmente perceptível nas suas atitudes. Ela mudou, cresceu, está magoada, ferida, devastada, mas tudo isso só serve para torná-la mais forte aos poucos, principalmente quando ela percebe essa força em si mesma. Entender isso é essencial para compreender alguma de suas atitudes. Ela é só uma menina e passou por grandes traumas que a marcaram e têm consequências. Quem tem papel importante em fazê-la enxergar sua força é exatamente Quatro. O relacionamento do casal protagonista está em transformação, deixando de ser uma paixão adolescente para ser um amor puro e verdadeiro de apoio mútuo. Mesmo quando passam por um momento turbulento na relação, fica claro que nada vai abalar a crença e a confiança de um no outro, o que só vem a fortalecê-los e uni-los ainda mais. Eles são os dois lados da balança, quando um desequilibra, o outro está ali para sustentar.

Só que não pensem que o segundo livro ficou mais centrado no romance. Nem de longe. Nada cor de rosa na série Divergente. Os conflitos são intensos e a ação domina. Temos traições, mistérios desvendados e outros surgindo, sacrifícios, mortes… Ah sim, mais mortes. Depois de Divergente, já deu para perceber que tudo pode acontecer na série, né? Dica: não se apegue muito a nenhum personagem (isso é spoiler?? Se acharem que sim, eu apago).

Em Insurgente, podemos conhecer mais das outras facções que ficaram meio apagadas no livro anterior. Entendemos mais do funcionamento dessa sociedade e do papel que cada facção exercia. A trama segue um rumo mais dramático e denso, com mais profundidade nas relações humanas e nos questionamentos propostos nas entrelinhas. Levanta, mais uma vez, discussões sobre temas da atualidade através da ficção, a sede pelo controle, o poder na mão das pessoas erradas, a manipulação, a opressão.

O final também é doloroso para quem vai ter que esperar o lançamento do terceiro e último livro da série, Allegiant (Convergente), com previsão para março pela editora Rocco. Mas… como eu sou ansiosa demais, acabei comprando em inglês mesmo e devorando em poucos dias. Agora, se gostei do final da trilogia… conto na próxima resenha.

“– Insurgente. Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, mas que não é necessariamente considerada agressiva.”

“Como seria bom se a vida funcionasse assim, livrando-nos da nossa sujeira e nos devolvendo, limpos, para o mundo. Mas certas sujeiras parecem destinadas a durar.”

 
 
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Uma opinião sobre “Resenha – INSURGENTE (Veronica Roth)

  1. juliano cesar de oliveria

    Oi adorei sua resenha…mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura e digite reverso…Há a capa do livro é linda, ela traz o universo de fundo..abraços. http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem..busca.livrariasaraiva.com.br/saraiva/Reverso
    http://www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html

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