Resenha – PAUSA, SLAMMED/MÉTRICA 2 (Colleen Hoover)

Resenha Pausa Métrica 2 Colleen Hoover

Point of Retreat (Slammed 2) – Métrica 2

Título: Pausa (Métrica 2)

Título Original: Point of Retreat (Slammed 2)

Autor: Colleen Hoover

Editora: Atria Books

ISBN: 9781476715926

Categoria: Literatura Estrangeira/ Romance / New Adult

Ano de Lançamento: 2012

Páginas: 320 (inglês)

Esta resenha contém SPOILERS do volume anterior (para ler a resenha, clique MÉTRICA)

Sinopse: Às vezes, duas pessoas têm que se separar para perceber o quanto elas pertencem uma a outra. Métrica (Slammed 1) nos introduziu Layken e Will, um jovem casal cujo amor venceu dificuldades devastadores para emergir mais forte e mais resistente do que nunca. Agora, enquanto a emocionante história de Layken e Will continua, uma revelação surpreendente e imprevista sobre o passado de Will leva-os a questionar tudo o que eles achavam que sabiam sobre o outro. Com a base de seu relacionamento em risco, eles devem decidir se estão dispostos a lutar por um futuro juntos, ou a voltar para a solidão e mágoa. Até que ponto Will terá que ir para provar a Layken que seu amor por ela vai durar para sempre? Será necessário algo verdadeiramente extraordinário para manter o casal junto, e as decisões que tomam e as respostas que encontram irão mudar não só suas vidas, mas as vidas de todos à sua volta. Fonte: Amazon (tradução livre)

“Quanto mais você escreve, mais fácil fica. Quanto mais a coisa flui, menos uma preocupação. Não é para escola, não é pela pontuação, é apenas para organizar seus pensamentos. Você sabe que eles querem sair.”

Depois de acabar de ler Métrica, precisava, necessitava, clamava desesperadamente pela continuação. Não conseguia imaginar o que ainda haveria para continuar naquela história que parecia já ter tido o desfecho cabível. Mas, ao mesmo tempo, eu queria mais! Por isso, nada de esperar o lançamento no Brasil, tive que caçar PausaPoint of Retreat (Slammed #2) de todo jeito e lê-lo o quanto antes. 

Acho que o mais importante é dizer que ele não me “pegou de jeito” como Métrica fez. O que me apaixonou no primeiro livro foi exatamente o uso das palavras sobre forma de desabafar os sentimentos e o sentido dado a essa forma de expressão pela autora. Senti muita falta disso em Pausa. Não há tanta poesia, nem tanto daquela emoção palpável. Tudo foi mais centrado no relacionamento de Lake e Will, suas dificuldades, seus aprendizados frente à nova realidade de suas vidas, as necessidades de criarem os irmãos adolescentes, seus novos conceitos de família (a autora traz uma família que não está centrada nos laços de sangue e sim nos sentimentos). Se no primeiro livro teve quem reclamasse dos enormes clichês, nesse então é o que não falta. Por mim tudo bem, não ligo mesmo. Mas realmente queria mais do estilo usado no livro Métrica.

Ok, não é que não existam os belos poemas em Pausa (o melhor de todos cito o “Escrever Mal”, que é simplesmente perfeito). Assim como ainda temos o Slam, porém bem timidamente. Por outro lado, a autora se mantém com frases de efeito através das estrelas deixadas pela mãe da Lake, que vem sempre com uma sábia ou bem-humorada citação quando Lake e Will passam por problemas. Mas também há muito dramalhão nesse livro. Pude me deparar com uma Lake infantil e intempestiva, que chegou a irritar profundamente. Algumas atitudes dela não faziam o menor sentido. Entendi seus questionamentos, mas não compreendi sua forma de lidar com eles. Acabei não conseguindo conectá-la novamente, não como em Métrica.

Agora quem narra a história é Will. No início, fiquei bem entusiasmada com essa mudança de narrador, pensando em como Will tinha o dom com as palavras escritas e em passar suas emoções. Mas, para minha surpresa, o livro ficou monótono na Parte 1. Parecia um simples diário: “hoje é segunda e eu fiz isso”; “Terça-feira fomos a tal lugar e aconteceu isso e isso”… Na verdade, cada capítulo é realmente iniciado com um texto de Will escrevendo em um diário, mas acontece que o restante da narrativa também aparece dessa mesma forma. Não senti a emoção das palavras de Will que vivenciei em Métrica.

Também senti muita falta de personagens carismáticos como Júlia, a mãe de Lake, e, principalmente, a Eddie, que foi tão apagada e ficou sumida. Quem rouba a cena e ocupa o espaço deixado por Eddie é a Kiersten, a filha da nova vizinha Sherry (que, por sua vez, vem a ocupar o espaço deixado por Júlia). Kiersten é responsável pelos diálogos divertidos e pelas risadas que o livro proporciona. Ela é simplesmente um adulto em corpo de criança; uma menina adorável, espirituosa, desinibida ou, como os próprios personagens do livro a chamaram, uma cópia em miniatura da Eddie. Está sempre com uma resposta na ponta da língua ou um conselho sábio incompatível com a sua idade. Ela levanta uma questão muito interessante a respeito daquilo que denominamos “palavrão” e nos introduz a “borboleta”, que proporciona diálogos “borboletamente” divertidíssimos. Para entender, tem que ler o livro! Outro personagem que aparece na história é Vaugh, que foi apenas citada em Métrica, mas surge apenas para causar o dramalhão da trama e não é possível conhecê-la melhor.

Por falar em dramalhão, Will surpreende pela forma com a qual lida com a situação toda. Ele precisa provar para a mulher que ama, e que só quer saber de “esculpir abóboras”, que seu amor é verdadeiro e não resultado de pena pela situação em que a vida acabou os colocando. Seus sentimentos não são apenas resultado da ocasião, e sim verdadeiramente do coração. Suas atitudes para demonstrar isso ocasionam situações engraçadas e que eu não esperava da parte dele. É divertido e equilibra um pouco com a raiva que sentia das atitudes da Layken. Claro que tudo isso os leva ao amadurecimento e ao fortalecimento da relação. Eles são muito jovens e precisam encarar a vida como ela se apresentou, sem as coisas na ordem cronológica como deveriam.

Já a Parte 2 do livro foi bem diferente. Aqui sai o dramalhão e entra o drama. Will volta a ser Will. Sentia suas emoções em cada palavra, sofri de estar dentro da sua cabeça, vivi o seu amor por Lake. Essa parte me prendeu mais, quando consegui me conectar aos sentimentos e emoções de Will. O final é previsível, mas nem por isso deixou de ser lindo, singelo e um tanto… frustrante. Como um todo, o livro é bom, mas eu ainda gostei muuuuito mais do primeiro (ah, nem deu para perceber, né?). Por sinal, vou ter que correr atrás do This Girl, que traz exatamente a história de Métrica narrado pelo Will. Boa expectativa!

“Às vezes, acontecem coisas na vida que você não planeja. Tudo o que você pode fazer agora é traçar um novo plano.” (Kiersten)

“Enquanto ela via a primeira apresentação naquela noite, não conseguia tirar os olhos dela. Vi a paixão e a profundidade em seus olhos enquanto ela observava o palco e de imediato me apaixonei por ela. Eu a amei em cada segundo depois disso. É por isso que me recuso a deixá-la desistir.”

 

 
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