Resenha – FIQUEI COM SEU NÚMERO (Sophie Kinsella)

Resenha Fiquei com seu número Sophie Kinsella

Sophie Kinsella

Título nacional: Fiquei com seu número

Título original: I’ve got your number

Autor: Sophie Kinsella

Editora: Record

ISBN: 9788501098634

Categoria: Literatura Estrangeira/Romance/Chick-lit

Ano de lançamento: 2012

Páginas: 464

Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone perdido no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de ter alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Não, minha regra para a vida é… […] De repente, tenho uma inspiração. Com confiança, eu digito: Se está numa lata de lixo, é propriedade pública.

Depois de um livro que me fez chorar muito, precisava de algo que me alegrasse e fizesse rir. Resolvi ler Fiquei com seu número e foi perfeito, exatamente o que precisava naquele momento. Uma leitura leve e descontraída, com personagens marcantes, uma protagonista feminina forte e divertida e uma história envolvente.

Com uma narrativa em primeira pessoa pela perspectiva da fisioterapeuta Poppy Wyatt, embarcamos na mente dessa personagem e rimos muito com ela e com todas as situações mais inusitadas e surreais em que se mete. Poppy tem uma capacidade de se envolver em enrascadas. Sempre com boas intenções e até boa vontade, ela acaba tomando decisões e tendo atitudes que a colocam em grandes furadas (ou, principalmente, colocam os outros, como Sam, em furadas). Mas o interessante é que a trama dá reviravoltas que, no fim, fazem de Poppy a melhor coisa que poderia ter acontecido na vida de Sam. Mesmo metendo os pés pelas mãos, ele vai conhecendo a pessoa autêntica, esperta, inteligente e especial que é Poppy Wyatt. Difícil não se encantar por ela. Mas o aparecimento e crescimento dos sentimentos entre eles é muito sutil e gradual, até porque Poppy está de casamento marcado com Magnus, um intelectual professor. Sophie Kinsella acerta a mão nessa trama, pois desde o início fica claro que Poppy não é o par ideal de Magnus Travish, cuja família, formada por acadêmicos, a intimida e a deixa deslocada, de forma que Poppy não se sente à vontade entre eles. Através das memórias dela, vamos entendendo como Poppy e Magnus se conheceram e ficaram noivos. Tudo isso é importante para entrarmos na história e acabarmos torcendo muito por Poppy e Sam.

Ambientado em Londres, o livro é uma comédia romântica, porém tem muito mais comédia do que romance, sendo focado basicamente em Poppy. Achei que Sam passou muito superficial em grande parte do livro, mas as trocas de mensagens entre ele e Poppy são muito divertidas. Ele era um cara desconhecido, dono do celular que Poppy acha na lata do lixo, um executivo bem sucedido e de bons princípios. A partir daí, desenvolvem com relacionamento inusitado que os aproxima, onde são dois estranhos que resolvem se ajudar. E, em grande parte do livro, é basicamente isso. Eles acabam virando amigos, até descobrirem que gostam mais um do outro do que podiam imaginar. O que achei interessante é que a Sophie Kinsella não traz aquele amor arrebatador à primeira vista, e sim algo que foi sendo nutrido e construído aos poucos, uma interação natural séria e, ao mesmo tempo, sem compromisso, uma história de amor moderna na era dos SMS, emails e pessoas que não vivem sem seus celulares. Tanto que o final deixa um gosto amargo de quero mais, quando finalmente temos mais de Poppy e Sam.

A escrita de Sophie Kinsella é fácil, linear e fluida, proporcionando uma leitura rápida e um ótimo entretenimento. A autora trouxe algo que achei muito legal, pois dá um toque especial ao livro e nos aproxima ainda mais da protagonista, as notas de rodapé. Não, não são simples notas de rodapé, mas sim escritas pela própria personagem, esclarecendo algo em sua narrativa e que garantem um charme diferenciado ao livro.

Fiquei com seu número é um chick-lit com a qualidade e as características de Sophie Kinsella, que afasta todos os aborrecimentos, garante boas gargalhadas e momentos de descontração e de diversão, além de um romance leve, mas envolvente.

“Agora eu sei exatamente porque inventaram a tradição de os noivos passarem a noite anterior ao casamento separados. […] É para os dois não brigarem e você não andar até o altar batendo os pés e olhando com raiva para o noivo, planejando todas as verdades que vai dizer para ele assim que o casamento acabar.”

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