Resenha – PERDIDA (Carina Rissi)

Carina Rissi

Carina Rissi

Título nacional: Perdida

Autor: Carina Rissi

Editora: Verus

I.S.B.N.: 9788576862444

Categoria: Literatura Nacional/Romance

Ano de lançamento: 2013

Páginas: 364

Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Fonte: Skoob

“Senti-me mal por Valentina, mas também por mim. Nenhuma de nós duas conseguiria o que queria. Ela pertencia àquele século e queria Ian, mas não o tinha. Eu tinha Ian, mas não pertencia àquele tempo.”

Como fiquei feliz com este livro!!!! Muito contente e orgulhosa em ver que temos autores brasileiros tão bons e que em nada deixam a desejar aos tão consumidos autores estrangeiros que ganham destaque nas nossas livrarias. Não conhecia a Carina Rissi, mas virei sua fã. Ela trouxe um verdadeiro conto de fadas, misturando humor e romance o suficiente para nos fazer rir e suspirar nessa apaixonante história.

Perdida é narrada em primeira pessoa pela protagonista Sofia Alonzo, que é uma típica mulher contemporânea dependente dos recursos tecnológicos de seu tempo e se vê numa inusitada situação quando fica “perdida” no ano de 1830. A sua trajetória, suas descobertas, suas dificuldades de adequação aos costumes da época e seu envolvimento com Ian Clark compõem essa história encantadora. Sofia é divertida, decidida, descolada e espontânea. É fácil se identificar com a personagem e se divertir muito com ela. Ian Clarke é um jovem sedutor, educado, prestativo, romântico, um verdadeiro príncipe encantado. Ele prontamente ajuda Sofia quando a conhece e o relacionamento deles vai crescendo de uma forma tão envolvente e afetuosa. A química entre eles é palpável e mexe com o leitor. Elisa, a irmã de Ian, é um doce de menina, pura e ingênua, boa de coração e ama muito o irmão. Todos os personagens são interessantes e bem descritos, até a Teodora com seu jeito meio fútil e esnobe.

A escrita da Carina é envolvente e fácil. Com uma competência incrível, a autora consegue nos mergulhar no século XIX, nos fazendo enxergar claramente as diferenças culturais, comportamentais e, principalmente, linguísticas entre as épocas. O jogo que ela fez com a escrita foi sensacional, usando gírias e termos coloquiais, que possibilitavam claramente ao leitor visualizar a diferença de costumes, mostrando uma mulher contemporânea e moderna e um homem de outro século com sua linguagem educada e culta. Impossível segurar o riso com as falas da Sofia e as dificuldades de comunicação entre os personagens em decorrência dos termos falados atualmente. A narrativa é muito divertida e a autora conseguiu passar bem a personalidade de cada personagem através da sua escrita. Ri muito com a história da casinha e da alface, a qual se mostrou mais útil do que para uma simples dieta. E mesmo o romance entre os protagonistas ocorrendo num curto espaço de tempo, não parece em nada falso, já que a narrativa traz esse envolvimento emocional de uma forma tão arrebatadora. Os diálogos são muito bem elaborados e realistas.

Um enredo envolvente e de extrema qualidade; um chick-lit que mistura romance de época com um conto de fadas moderno, capaz de fazer o coração bater mais forte e de dar boas risadas; uma divertida história de amor. Assim é Perdida, uma recomendada leitura NACIONAL de entretenimento garantido.

Carina Rissi está escrevendo a continuação do livro (ótima notícia!). E será produzida a versão cinematográfica de Perdida (melhor, impossível!)

“O violino vibrante contagiou as pessoas, que se puseram em filas, homens de um lado, mulheres de outro. Fiquei olhando com incredulidade, esperando que alguém gritasse: Óia a cobra! É mentira! Mas é claro que ninguém fez isso.” (Sofia)

“ – … Desde aquele instante percebi que não era mais dono do meu coração, que ele não me pertencia mais. Então – ele tocou meu rosto, deslizou os dedos por meu pescoço e acabou os prendendo em minha nuca – não diga que não existe ‘nós’!” (Ian Clarke)

 
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