Resenha – DOIDAS E SANTAS (Martha Medeiros)

Resenha Doidas e Santas Martha Medeiros

Doidas e Santas – Martha Medeiros

Título: Doidas e Santas

Autor: Martha Medeiros

Editora: L&PM Editores

ISBN: 9788525417961

Categoria: Literatura Nacional/Crônicas

Ano de lançamento: 2008

Páginas: 231

Resenha da orelha do livro: Martha Medeiros, poeta, cronista, romancista, conquistou o Brasil com seus textos, publicados em jornais como o Zero Hora, sites e livros que se transformaram em best-sellers. Doidas e Santas reúne cem crônicas que falam direto ao coração de suas leitoras e de seus leitores. Nelas, Martha expõe os anseios de sua geração e de sua época, tornando-se uma das vozes mais importantes entre as recentemente surgidas no cenário nacional. As alegrias e as desilusões, os dramas e as delícias da vida adulta, as neuroses da vida urbana, o prazer que se esconde no dia a dia, o poder transformador do afeto, os mistérios da maternidade, enfim, o cotidiano de cada um de nós tornou-se o principal tema da autora. Como toda grande artista, ela consuma o sortilégio da literatura: traduzir e expressar o que vai na alma de sua enorme legião de admiradores. Dona de uma sensibilidade incomum, Martha Medeiros tem para tudo um olhar, uma reflexão e uma reação fresca, nova, de alguém que pela primeira vez se depara com o inesperado, seja o assunto o Dia dos Namorados, a decisão de começar a fumar, um sentimento de desconforto por qualquer coisa, uma paranoia que se imiscui sub-repticiamente ou um amor que acaba. Sempre terna e indignada, amantíssima da cultura contemporânea e dona de um imbatível senso de humor, em suas crônicas – assim como em sua poesia – Martha torna, para todos nós e com muita destreza, mais palatável o imponderável da vida.

“Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para sermos considerados sábios”

Deixando de lado os exageros e as palavras difíceis da resenha acima, retirada da própria orelha do livro, concordo com tudo que está escrito. Adoro ler crônicas e vou usando caneta luminosa para destacar aquelas partes mais marcantes, que trazem maior significado para mim, que procuro guardar na memória, e que, muitas vezes, influenciam as minhas próprias ideias quando resolvo colocá-las no papel. Através da leitura de crônicas, amplio a visão do mundo à minha volta e acentuo minha percepção das situações do dia a dia. Procuro prestar atenção na escrita do autor e na forma que ele usa as palavras para transmitir suas ideias. E a Martha Medeiros tem uma escrita maravilhosa, simples, mas bem elaborada.

As crônicas são do período entre 2005 a 2008, então é possível ler, em alguns de seus textos, a percepção da autora sobre os acontecimentos mais marcantes da época. Impresso naquele delicioso papel pólen, o livro tem a parte interna simples, o que permite uma leitura confortável. Ao usar palavras do cotidiano de fácil entendimento, ela consegue falar diretamente com o leitor, de forma que parece que estamos numa conversa íntima pessoalmente. Os temas são super palpáveis, coisas que já vivemos e já sentimos, e que nos identificamos de uma forma geral. Claro que sempre tem o relato da opinião da pessoa que escreve a crônica e ninguém é obrigado a concordar com 100% do que está escrito ali, pois é o ponto de vista do autor, que muitas vezes pode diferir do de quem lê. Independente disso, é fácil alcançar a mente da Martha Medeiros e o que ela se propõe a transmitir, mesmo que não seja a própria forma de pensar do leitor sobre o assunto, sendo possível, e louvável, se deixar levar pela reflexão.

Além disso, encontrei-me, inúmeras vezes, rindo alto com as suas palavras, sempre com toque de humor e muita sagacidade. Ou, em outros momentos, refletindo sobre algo que não havia parado para pensar até então. Em qualquer caso, a leitura do livro é diversão na certa. Minhas crônicas preferidas foram “Ela” e “Simpatia pelo Diabo”, que trazem muito humor e criatividade. Recomendo muito o livro para quem gosta de uma boa leitura.

“Não estamos congelados em vida. Podemos nos olhar no espelho de manhã e dizer: bom dia, muito prazer. Ninguém precisa ficar desconcertado diante de alguém que se desconstrói às vezes.”

“Podemos, claro, amadurecer, ficar mais leve, lidar com nossas fraquezas com mais bom humor, mas suprimi-las para sempre? Sem chance. No máximo, trocamos alguns problemas por outros.”

 
 
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