Resenha – ENTRE O AGORA E O NUNCA (J. A. Redmerski)

Resenha Entre o agora e o nunca de J.A. Redmerski

Entre o agora e o nunca

Título: Entre o agora e o nunca

Título Original: The Edge of Never

Autor: J. A. Redmerski

Editora: Suma de letras

ISBN: 9788581051406

Categoria: Literatura Estrangeira/ Romance/New Adult

Ano de Lançamento: 2013

Páginas: 368

Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Fonte: Editora Suma de Letras

 
“E aí caiu a ficha: eu não estava lá porque era o que eu queria, estava lá porque era o que as pessoas esperavam, até pessoas que não conheço, a sociedade. É o que as pessoas fazem.”
 

Criei uma certa expectativa com este livro frente aos inúmeros comentários que estava lendo a seu respeito na internet. Só que ele não correspondeu totalmente como eu esperava. Não é que seja ruim, longe disso. Só não achei TÃO maravilhoso como fui levada a acreditar. Na verdade, minha avaliação quanto ao livro mudou várias vezes ao longo das páginas. No início, não chegou a prender minha atenção e demorei a engatar a leitura porque estava achando entediante. No meio, já estava completamente envolvida pela história de amor dos protagonistas e pela evolução dos sentimentos entre eles. E no fim fiquei… assustada. E, até certo ponto, revoltada.

Quanto à escrita, J. A. Redmerski usa um vocabulário simples, cotidiano e coloquial, trazendo gírias, algumas palavras de baixo calão e termos chulos, que foram sabiamente mantidos na tradução. Gostei da sua narrativa calma, dos diálogos realistas, dos personagens bem construídos e da escrita que tem a capacidade de trazer uma identificação do leitor com os sentimentos de seus personagens. O livro é narrado em primeira pessoa, mas a autora alterna as perspectivas entre Camryn e Andrew, trazendo dinamismo, possibilitando conhecê-los mais intimamente e ver as coisas pelos olhos dos dois protagonistas. A história tem um teor sexual, mas é tudo bem dosado e contextualizado, além de ser envolvido com muito romance, que é exatamente o foco central do livro, o romance dos protagonistas, o qual é cativante e prende a leitura a partir de determinado ponto.

Toda história gira em torno de Camryn Bennet e Andrew Parrish. Camryn é aquela jovem de 20 anos que não se achou no mundo, passa por difíceis momentos pessoais e familiares e está desiludida com o amor. Ela é carismática, adorável, meiga e motivada. É fácil estabelecer uma conexão e se colocar em seu lugar. Andrew é apaixonante (como se fosse novidade eu me apaixonar pelos personagens, mas meu coração é grande). Só com a sua história da tatuagem de Eurídice (lindo!), ele já podia me embrulhar e levar para casa. Ele não tem aquele lado romântico estereotipado, mas seu carinho, seus cuidados com Camryn e seu respeito por ela são extremamente romantizados. Nem tão pouco ele é aquele tipo certinho, fazendo um pouco a linha bad boy, provocador e sexy, desapegado de coisas materiais e de obrigações sociais. Ao mesmo tempo em que esmurra a cara de um para proteger sua amada (diferente da violência como a descrita em Belo Desastre de Jamie Mcguire, pois em Entre o Agora e o Nunca o caso foi diferente e compreensível), se mostra um cara respeitoso que se preocupa em vestir uma camisa para conversar com uma mulher. Aos poucos, percebi que ele era sensível (a tatuagem de Eurídice… aiai) e com filosofias interessantes sobre a vida. E a química entre os protagonistas é incrível, de forma que não tem como não torcer por eles e sentir o próprio coração bater mais forte. O relacionamento entre eles é maduro, nada de dependências doentias ou ciúmes exagerados. Andrew evitou se apaixonar por Cam tanto quanto ela evitou sentir algo por ele. Mas enquanto a razão de Camryn é explícita desde o princípio, a de Andrew é misteriosa. E a autora foi muito sutil quanto a isso na sua narrativa por quase todo o livro.

O enredo é legal, mas achei algumas passagens sendo cópias de outros livros. O fato de não conhecer as músicas que embalam a história pode dificultar uma maior interação. Portanto, recomendo fazer uma pesquisa da trilha sonora para melhor se ambientar. O final não é previsível. Por outro lado, achei abrupto. Diferente da escrita calma e sem pressa, características que a autora trouxe durante praticamente todo o livro, o final é o oposto, tudo acontece rápido demais. Senti falta de algo mais no epílogo, pareceu tudo muito superficial, e essa foi a minha revolta. Mas depois descobri que há outro livro para ser publicado que dará continuidade à história. Bom, não vou falar muito porque qualquer maior detalhamento pode entregar o que não deveria. Só lendo!

Entre o agora e o nunca é uma história apaixonante e sedutora, sucesso na classificação New Adult, com personagens jovens que estão se descobrindo na vida e tentando encontrar seus lugares no mundo; que queriam fugir de suas realidades, seus problemas e suas dores e juntos encontraram o amor. É uma boa leitura de entretenimento que traz romance, drama e teor sexual.

The Edge of Always é a sequência da história de Camryn e Andrew com previsão de lançamento para Novembro 2013.

“Sabe, sempre detestei esta frase: Tem gente em situação pior que a sua; se você encarar como uma competição, claro, é sempre melhor viver de seguro-desemprego do que ficar cego, mas não é um concurso…”

“Dor é dor, gata. Só porque o problema de uma pessoa é menos traumático do que o de outra, não significa que deva doer menos.”

“O coração, embora irresponsável e suicida e masoquista por conta própria, sempre ganha. A mente pode ser o que é o melhor, mas eu não me importo mais com o que a minha mente me diz. Eu só quero viver esse momento agora.”

 
 
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