O ECO do meu Brasil sem rima…

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(Escrito em 20 de março de 2013)
 

Às vezes, paro para pensar em que realidade meus filhos vão crescer e me dói o coração. Vejo cada coisa a minha volta que só me dá decepção. Os valores estão invertidos e o que vale é a banalização. A família é unidade falida e as crianças crescem sem deveres e sem noção. Não se ensina mais a diferença entre o certo e o errado, e o que importa é a diversão. Passamos muito tempo nos atualizando sobre o mundo, sobre a vida alheia, mas sobre nós mesmos geramos pouca informação. O talentoso é o mais valorizado pela insistência da mídia, não mais pela competência e sim pela repetição. Esquece-se de que o conceito de liberdade é relativo e que o espaço do próximo precisa ser levado em consideração. Deixamos de apreciar as coisas simples da vida para dar mais valor ao material, pouco importando a espiritualização. O que vale é aparecer, a todo custo, a toda ação. Estudar tem cada vez menos relevância, pois o que se quer é jogar bola e aparecer na televisão. A beleza que vale é a física, a externa, o corpão. Sucesso é ter fama, ser celebridade, estar no Domingão do Faustão. Ser herói é ser BBB, a base de muito álcool e baixaria para dar ibope e se salvar do paredão. Amar é antiquado, ficar é a moda, e deixa rolar a pegação. Ser jovem é ser inconsequente e com os pais há pouca comunicação. DST, aids, hepatite, herpes, gravidez indesejada, para que tanta preocupação? Afinal, só o que importa é ser feliz, já que só a morte não tem solução. Ao mesmo tempo em que se quer viver a vida ao extremo, mata-se sem motivo ou emoção. Por toda parte há violência e das drogas agora querem a legalização. Uma sociedade que exalta a verborragia e faz pouco da reflexão. A ausência de pensamento reflete a estupidez e não mais a meditação. O bom negócio é não ter escrúpulos e vergonha na cara está em extinção. Trabalhar não se quer e sim ganhar a vida fácil e sem muita ralação. A ignorância é bem-vinda, para não questionar a roubalheira do alto escalão. E para que investir na educação? Ainda se pensa que ter saúde é possuir hospitais, quando o essencial é a prevenção. Porém, o que esperar de quem vê parto normal como tortura e exalta a medicalização? O povo sofre, o povo ri, e o bolsa família é o que pesa na hora da eleição. Assim é mais fácil fingir não enxergar a politicagem com toda sua safadeza e mensalão. No fim, só nos resta sobreviver com muita luta e dedicação. É, o texto deu até uma rima boba, eca de eco, mas não era essa inicialmente a intenção. Queria apenas mostrar a minha opinião sobre como anda a nossa evolução. E questionar onde vai parar esse… Brasilzão? Tá, apelei no final, mas não deu para resistir a tentação. 😉

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Categorias: Escrevendo | Tags: , | 1 Comentário

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Uma opinião sobre “O ECO do meu Brasil sem rima…

  1. Marília Roberta

    concordo em genero número e grau!! rsrs

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