Mãe, o nome mais doce – Uma homenagem ao dia das mães!

Dia das mães
 
Existe nome mais doce do que mãe”? Deveríamos contar quantas vezes dizemos essa simples palavra durante toda a nossa vida. Acho que, desde que aprendemos a falar, essas 3 letrinhas passam a fazer parte do nosso vocabulário como o ar que respiramos, estando sempre a nossa volta, liberada como um suspiro, sufocando na presença intensa ou na ausência dolorosa, mas sendo simplesmente essencial. O sentido que esse nome carrega é inversamente proporcional ao tamanho da palavra, representa o maior de todos os sentimentos humanos, o mais puro, o mais verdadeiro, o mais sublime. O imensurável amor por nós, filhos, daquela que chamamos de mãe. Aquela pessoa humana comum que num determinado momento da sua vida descobre a potência, a gravidade, a imensidão e a dimensão desse tal de amor materno. Amor. Mãe. Duas palavras, um mesmo significado.
 
Lembro quando já tinha 15 anos e estava numa casa do terror num parque de diversão em Orlando e senti tanto medo, mas tanto medo, que a única coisa que consigo lembrar hoje é de ouvir minha voz dizendo: “Quero minha mãe! Quero minha mãe! Quero minha mãe!” Quão ridículo isso pode ter soado aos ouvidos dos meus amigos? O que eu esperava? Que minha mãe, que estava a quilômetros de distância, fosse se materializar ao meu lado e me proteger de um perigo simulado? Ou talvez fosse apenas o fato de dizer essa pequena palavra que me acalmava e me fortalecia, independente do motivo, da situação ou da distância. Porque o poder da palavra mãe é como seu próprio sentimento, nos acompanha sempre, esteja ela onde estiver, em qualquer cidade, em qualquer país, na terra ou no céu. A mãe pode não ser eterna, mas o seu amor é.
 
E com certeza falei essa palavra em tantos outros momentos da minha vida, até de forma banalizada e não sabiamente apreciada. É verdade que pode ter sido por diferentes motivos, representando o meu porto seguro ou mesmo se referindo àquela estraga prazeres que diz não. Independente da razão, “mãe” é aquela palavra que sai sem pensar, que é evocada nas mais diversas situações, que acalenta mesmo na ausência física. Está na ponta da língua, está tatuada no coração, está impregnada na mente. Pode-se chamar “mãe” quando quer compartilhar felicidade, ou para ter as lágrimas amparadas, ou simplesmente para reclamar que está de saco cheio da… mãe. “Ah, manhê!” Independente da razão que a chame, ela estará sempre pronta para seu filho. Se sente dor, é a mãe que procura para curar todos os males. Se passa por uma dificuldade, é a mãe que recorre para resolver todos os problemas. Se sente medo, a mãe protege. Se está com frio, a mãe aquece. Se tem fome, a mãe alimenta. Se é criança, é ela que te apresenta o mundo. Se é adolescente, acha que ela atrapalha seu mundo. Se é adulto, quer que ela fique para sempre no mundo. Mãe é super mesmo não tendo poderes especiais. Mãe ama muito, mesmo quando recebe tão pouco. Mãe é tudo mesmo quando faz nada.
 
Foi no dia em que descobri que gerava uma vida que consegui compreender o verdadeiro significado da palavra “mãe” e dimensionar a surreal imensidão do amor materno. Percebi que posso ler milhares de livros e mesmo assim nunca saber se estou fazendo certo. Aprendi quão difícil é dosar o fazer de mais e o fazer de menos. Senti o terror da consciência de que nem sempre poderei proteger meus filhos ou amortecer seus golpes. Rezei a Deus todos os dias para fazer aquilo que não está ao meu alcance. Assimilei que ser mãe era um compromisso eterno com uma vida alheia. Vida essa que não está sobre meu controle. Vida essa que a mãe traz ao mundo, cria, educa, cuida e ensina a bater as asas para ganhar… a vida. É seu filho, mas não pertence a você. É o seu coração, mas não bate no seu peito. É o sentido da sua existência, mas seu destino não estará nas suas mãos. É aquele que um dia vai seguir seu caminho e você vai ficar com aquela sensação de que ali se vai todo o seu mundo. É aquele pelo qual você daria a vida quantas vezes fosse preciso – daria a sua própria vida se fosse preciso.
 
Ser mãe
 
Quando me tornei mãe, nunca senti tanta felicidade. Nunca senti tanto pânico. Nunca tive tanto medo de errar. Nunca senti tanto o peso da responsabilidade de ser para outro o que minha mãe era para mim. Nunca mais fui guiada por meus próprios desejos. Nunca havia sido tão completa, tão feliz, tão mulher. E nunca tive tanta certeza de que não faço a menor ideia do que estou fazendo, se certo ou errado, se suficiente, se o que se espera de uma mãe. Mas tentarei fazer pelos meus filhos o que minha mãe sempre fez por mim. Ser para eles o que minha mãe é para mim. Espero que um dia eles compreendam o meu amor por eles como hoje percebo o da minha mãe.
 
Porque nem sempre entendi minha mãe. Nem sempre percebi a dimensão do seu amor. Nem sempre captei seus ensinamentos. Nem sempre assimilei sua preocupação. Nem sempre compreendi quando não dormia até que eu estivesse em segurança em casa. Nem sempre aceitei seus limites. Nem sempre ela acertou. Mas isso nunca foi o mais importante, uma vez que foi seu amor que me criou. Seus ensinamentos que me tornaram a pessoa sou. Seu exemplo que guiou meus passos. Sua garra que me inspirou. Sua forma de ser mãe que me mostrou a mãe que eu queria ser. Nunca saberei agradecer suficientemente por tudo, pois ela não apenas me deu a vida, ela me educou, me preparou para o mundo, me amou incondicionalmente.
 
Sendo hoje mãe e filha, consigo compreender que, por mais que o filho pense o contrário, mãe erra, mãe é humana, mãe não sabe tudo. Ela nunca será 100%, mas estará sempre tentando fazer seu melhor. Mesmo sem manual de instruções, ela se guia pelo seu maior instrumento, seu coração, seguindo sua intuição, dividida entre medos e desejos, inseguranças e certezas, buscando o melhor saldo positivo de toda a maravilhosa bagunça que é o querer bem a um ser humano mais do que a qualquer outro no mundo. E sim, ela irá errar, um pouquinho a cada dia, mas são erros por amor, erros na tentativa de acertar, erros irrelevantes frente a sua simples existência ao nosso lado.
 
Não, não sou uma supermãe. Sou apenas uma mãe comum, que tenta ensinar o que aprendeu como certo, que procura dar todo amor e carinho, que erra muito, que se desdobra para fazer o melhor. Mas, principalmente, sou uma mãe que tem muita sorte. Sorte de ter como filhos o Matheus e o Gabriel. Sorte de ter como mãe um exemplo como a Dayse. Sorte de amar e ser amada sublimemente. E o que desejo nesse dia das mães é que todos tenham essa mesma sorte na vida. Que agradeçam, cada um, a sua melhor mãe do mundo. Que sejam as melhores mães do mundo para seus filhos. Porque somos as melhores apesar de tudo. Somos seus exemplos, nos erros e nos acertos. Somos as únicas que eles têm. Somos a materialização do amor. E quando o título é o maior amor do mundo, o amor materno, não existe vice-campeã, somos sempre a número um para aqueles que mais amamos no mundo. Feliz dia da mais especial das pessoas, chamada pela mais doce das palavras, a qual representa o maior de todos os sentimentos humanos. Parabéns MÃES!
 
 
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9 opiniões sobre “Mãe, o nome mais doce – Uma homenagem ao dia das mães!

  1. Marília Roberta

    emocionante mesmo, muito lindo!! feliz dia das mães afinal dia das mães são todos os dias, então ainda ta valendo, rsrsrs. bjos

  2. Gaby Jacó

    Que lindo cunhada!!
    Lindas e verdadeiras palavras!
    Estou ansiosa pra saber como é ter todos os sentimentos, tão confusos, todos “juntos e misturados”!!rs
    Por enquanto sou apenas uma filha, tentando fazer o melhor que posso pra retribuir o amor e dedicação que minha mãe teve e ainda tem por mim!;)
    Mais uma vez, PARABÉNS pelo seu dia todos os dias!

    • Thyl Guerra

      Obrigada cunha. Logo você saberá como é esse sentimento louco mais maravilhoso que existe. Esperamos ansiosos por isso! Rs. Bj

  3. Dayse Jacó

    Esse foi o presente mais valioso que você pode ter pensado em me ofertar. Brilhantes, rubis e esmeraldas não têm o significado das palavras tão sinceras e de coração ditas nesse momento, que levarei para sempre em minhas lembranças e que farão parte do meu reconhecimento como mãe, vindo de você. Amo você. Bjsss

  4. Ciça Portela

    Estreou com o pé direito, Thyl! Já sou sua fã. Parabéns a você, aos meninos por terem uma mãe como você e à sua mãe por ter tido uma filha CP você. Beijos

    • Thyl Guerra

      Obrigada Ciça! E parabéns para você também. Um feliz dia das mães! bj
      P.s. O que é CP? Kkkkkkk

  5. Alê Macedo

    Amiga

    Que texto linda! Palavras sábias e verdadeiras. Feliz dia das mães e feluz dia da enfermeira

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