New Orleans – onde comer

Não fomos a muitos restaurantes diferentes em New Orleans, mas acho que vale escrever um post ao menos para falar com mais detalhes do The Court of Two Sisters, um restaurante tradicional de culinária cajun localizado no French Quarter (613 Royal Street) – Ótima dica do Blog MauOscar.

The Court of Two Sisters New Orleans

Conhecemos o restaurante num jantar, mas o que recomendaria mesmo, se possível, era ir no Jazz Brunch, que ocorre diariamente das 9h às 15h com um buffet variado de pratos quentes e frios acompanhado do bom Jazz. Infelizmente, não conseguimos pegar o horário do brunch, mas para quem quer conhecer o tempero creole, pode ir no jantar a la carte no horário das 17:30 às 22h.

The Court of Two Sisters New Orleans

O ambiente do local é lindo, principalmente no terraço, melhor lugar para pegar uma mesa. O restaurante é mais indicado para casais (é bem romântico), mas fomos com as crianças. Ui! Foi meio complicado manter as taças inteiras sobre as mesas e não há um menu infantil, fora que o tempero é bem diferente e acaba não agradando os pequenos. Não é o melhor lugar para quem está viajando com crianças.

The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans

Nós optamos por pedir o Table D’Hote, que tem um preço fixo de 46U$ e inclui entrada, salada, prato principal e sobremesa. Pedimos apenas dois e demos um pouco da nossa comida para os meninos, porque já imaginávamos que eles não fossem gostar muito. E realmente não comeram quase nada.

The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans The Court of Two Sisters New Orleans

O sabor é bem diferente, mas gostoso. Recomendo muito experimentar.

The Court of Two Sisters New Orleans

Cerveja local

Mas para quem não gosta de experiências culinárias, existem muitas outras opções no French Quarter. No dia em que chegamos, queríamos ter almoçado no Galatoire’s (209 Bourbon Street), outro restaurante tradicional, mas estava muito cheio e acabamos indo para no bom e velho Hard Rock Cafe (125 Bourbon Street)

hard Rock Cafe French Quarter New Orleans hard Rock Cafe French Quarter New Orleans

Outra opção já bem conhecida que está presente no French Quarter e pode ser uma boa pedida para quem gosta de frutos do mar é o Bubba Gump Shrimp (429 Decatur Street).

Bubba Gump French Quarter New Orleans

E não se pode deixar de experimentar os Beignets no Cafe Du Monde (800 Decatur Street), mesmo que eu não tenha achado o doce lá essas coisas, mas só provando para ter a própria opinião. 😉

Cafe Du Monde French Quarter New Orleans Beignets Cafe Du Monde French Quarter New Orleans


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Key West em 2 dias

Falamos sobre a viagem de Miami para Key West com parada em Bahia Honda State Park. Continuando…

Chegamos a Key West e fomos direto deixar a bagagem no Hotel. Como já era final de viagem, estávamos com o carro abarrotado de malas. Na recepção do hotel, pegamos um mapinha ilustrativo de Key West e saímos conhecendo o que interessava. Os meninos queriam praia, e fomos atrás dela. O problema? A chuva voltou. Lembram dela? Ela nos acompanhou durante todo início dessa viagem (roteiro) e havia dado uma boa trégua desde que chegamos a Orlando, mas resolveu voltar para se despedir. De qualquer forma, estávamos em Key West e não conhecer as praias era impossível, com ou sem chuva.

Mapa ilustrativo de Key West

Mapa ilustrativo de Key West

Uma opção para conhecer Key West é alugar bicicletas e deixar o carro no hotel. Ou pode-se comprar passes para os trenzinhos que circulam pela cidade. Se quiser usar o carro, sem problema. Em várias ruas é possível estacionar ao longo do meio-fio, mas tendo que pagar parquímetros. Nós optamos por usar o carro para os locais mais distantes e não tivemos problemas em achar vagas livres.

Key West Key West, Flórida

Key West possui várias praias. A mais próxima do nosso hotel, e que dava para ir caminhando, era a South Beach, uma praia pequena com água calma e rasa. Tem um pequeno píer, mas nenhuma instalação como banheiros ou chuveiros. Não achei a melhor para ir com crianças. Essa praia fica próximo ao Southernmost Point, que é o ponto mais ao sul dos EUA e de menor distância a Cuba. Resolvemos passar para tirar foto nesse momento, mas a fila era enorme. Acabamos deixando para voltar na manhã do dia seguinte bem cedinho e foi a melhor coisa que fizemos (zero fila).

Píer em South Beach

Píer em South Beach

South Beach

South Beach

Existe um praia para cachorro em Key West, a Dogs Beach, que é rochosa e permite a entrada de animais. Não passamos nela e fomos direto para praia ao lado, a Higgs Beach, localizada ao final da Reynolds Street. Essa praia tem uma orla na Atlantic Boulevard com algumas estruturas como restaurante, banheiros, mesas de piquenique, aluguel de espreguiçadeiras e playground para as crianças. A praia conta com uma boa faixa de areia e a água do mar é calma, mas encontramos muita água-viva na areia e as crianças ficaram com receio de entrar no mar. O tempo estava feio e chuvoso e não deu para aproveitar muito, pois logo começou a bater um vento frio. Em Higgs Beach há um píer chamado Rainbow Pier, mas que não tem uma grande estrutura, sendo apenas uma faixa de concreto sobre o mar.

Higgs Beach, Key West, Flórida

Higgs Beach

Key West, Flórida

Dia de chuva em Key West

Rainbow Pier em Higgs Beach Key West, Flórida

Rainbow Pier em Higgs Beach

Playground em Higgs Beach Key West, Flórida

Playground em Higgs Beach

Playground Key West, Flórida

Playground

Ao lado da Higgs Beach, fica a Rest Beach e seu píer melhor estruturado voltado à pescaria, o White Street Fishing Pier. No início desse píer, há um memorial (o Aids Memorial). Nessa hora, a chuva estava mais forte e nem conseguimos conhecer melhor a praia. Não vi detalhes de instalações na área.

Rest Beach Key West, Flórida

Rest Beach

White Street Fishing Pier Key West, Flórida

White Street Fishing Pier

Rest Beach Key West, Flórida

Rest Beach

Deixamos para conhecer a Smathers Beach no manhã seguinte, na esperança de que a chuva desse trégua. Resolvemos voltar para o hotel e nos prepararmos para uma das maiores atrações de Key West, o pôr do sol na Mallory Square. Isso se o sol resolvesse aparecer para nos deixar vê-lo se pondo, né?

Na Mallory Square existe um píer e, próximo a ele, encontramos jet skis e pequenos barcos para aluguel. Key West é um ótimo lugar para praticar esportes náuticos. Existem várias opções como parasail, windsurf, caiaque, paddle… Além dos passeios de barco ou tours de jet ski em volta da ilha. Há um passeio de barco saindo do Key West Seaport que oferece uma vista do pôr do sol diretamente do mar. Quase fizemos, mas preferimos vivenciar a experiência na festa que ocorre na própria Mallory Square.

Seaport Key West, Flórida

Seaport

Key West, Flórida

Loja perto do porto

Jet ski perto da Mallory Square Key West, Flórida

Jet ski perto da Mallory Square

Pier na Mallory Square Key West, Flórida

Pier na Mallory Square

O Sunset Celebration na Mallory Square é um evento imperdível na cidade. As pessoas se reúnem para celebrar o pôr do sol. No calçadão, várias barraquinhas de artesanato local e os artistas de rua dando um show. Pena que as nuvens encobriram o sol, mas a experiência foi ótima mesmo assim.

Key West, Flórida Mallory Square Key West, Flórida Key West, Flórida Key West, Flórida Key West Key West Key West, Flórida Mallory Square Key West, Flórida Key West, Flórida Key West, Flórida Key West, Flórida Artista de rua Mallory Square Key West, Flórida

Key West

Depois que sol se despediu, caminhamos pela Mallory Square, comemos pipoca, passamos pelo aquário e seguimos para a Duval Street.

Key West, Flórida Key West, Flórida

Passamos em frente do Custom House Museum, onde existem várias esculturas na sua área externa. São estátuas de pessoas em tamanho real, além de outras gigantes, como o casal em frente ao museu. Não chegamos a conhecê-lo por dentro, até porque já estava fechado. O horário de funcionamento é das 9:30 às 16:30 diariamente e custa 9U$ adulto e 5U$ crianças a partir de 6 anos.

Key West

Key West Key West Key West Key West Key WestKey West

Caminhamos um pouco pela Duval Street, a principal rua de Key West, que conta com diversas lojas, restaurantes e lanchonetes. Na Duval, há um Hard Rock Cafe. O local mais famoso é o bar Sloppy Joe’s, que era o favorito do escritor Ernest Hemingway.

Duval Street Key West, Flórida Sloppy Joe's Bar Key West, Flórida Duval St Key West, Flórida

Foi também na Duval Street que encontramos a sobremesa oficial da região, a Key Lime Pie. Deliciosa!!! Depois de muito rodar atrás, achamos essa lojinha especializada nas tradicionais tortas de limão e que encerrou nosso dia com chave de ouro. O endereço: 802 Duval Street.

Key Lime Pie Key West, Flórida

Key Lime Pie Key West, Flórida Key Lime Pie Key West, Flórida

Segundo dia

Acordamos bem cedo para aproveitar ao máximo o pouco tempo que tínhamos em Key West. Não queríamos pegar tarde a estrada de volta para Miami, logo não teríamos o dia inteiro na cidade. A primeira coisa que fizemos foi passar no Southernmost Point (145km de Cuba). Foi ótimo ir bem cedo, pois estava vazio, sem nenhuma fila.

Southernmost point Key West, Flórida

Depois, fomos conhecer a Smathers Beach, que é uma praia artificial na South Roosevelt Boulevard e tem uma boa estrutura com banheiros, barracas de lanche, aluguel de cadeiras, quadras de vôlei de areia, um quiosque da empresa Fury que oferece passeios, tours e outros esportes náuticos. É possível estacionar ao longo da rua sem parquímetro.

Smathers Beach Key West, Flórida Smathers Beach Key West, Flórida Key West

A praia estava bem vazia, mas porque ainda era de manhã cedinho. O tempo estava nublado, porém a chuva deu trégua e conseguimos aproveitar a praia. É um bom lugar para ir com crianças. A extensão de areia é ampla; a água, rasa e sem ondas. Apesar de ser artificial, foi a melhor praia de Key West, na nossa opinião.

Smathers Beach Key West, Flórida Smathers Beach Key West, Flórida Smathers Beach Key West, Flórida Key West Smathers Beach Key West, Flórida Smathers Beach Key West, Flórida Smathers Beach Key West, Flórida Smathers Beach Key West, Flórida Key West Smathers Beach Key West, Flórida

Depois de uma manhã na praia, fomos conhecer outros pontos da cidade como o Lighthouse Museum, localizado na 938 Whitehead Street. O farol de 1848 possui 88 degraus e funciona das 9:30 às 16:30 diariamente. A entrada custa 10U$ para adultos e 5U$ crianças a partir de 6 anos. Na casa do faroleiro, funciona um pequeno museu.

Farol Key West, Flórida

Em frente ao farol, fica a casa em estilo colonial espanhol de Hemingway. O escritor morou nessa casa de 1931 a 1940, onde escreveu muitos de seus livros na sala sobre a garagem, incluindo sua obra mais famosa “Por Quem os Sinos Dobram” (1940). Não chegamos a conhecer o interior da Hemingway Home, mas dizem que ainda são encontrados os netos de seus gatos com 6 dedos. A casa é aberta à visitação diariamente das 9h às 17h e a entrada custa 13U$ adultos e 6U$ crianças. Menores de 5 anos não pagam.

Casa de Hemingway Key West, Flórida

Antes de voltarmos para Miami, almoçamos um crepe delicioso na La Crêperie (300 Petronia St). A área é ruim para estacionar, mas compensa a visita. Existem alguns pratos franceses no cardápio e os crepes são apenas doces. Para saber mais sobre o Menu, link.

 Key West, Flórida Key West Key West Crepes Key West, Flórida Key West

Existem muitas outras opções de entretenimento em Key West… Outros museus como: East Martello Museum and Gallery, The Mel Fisher Maritime Museum, The Wreckers’ Museum. Ou o Fort Zachary Taylor Historic State Site, que além do forte e do museu com artefatos da Guerra Civil, conta com uma praia que dizem ser uma das melhores de Key West. Outras opções são os diversos tours oferecidos pelas empresas locais. Ou a possibilidade de visitar a ilha das Florida Keys na qual não se chega de carro, a Garden Key, e conhecer o Dry Tortugas National Park, onde encontra-se o Fort Jefferson. Enfim, as opções são as mais diversas. Para nós, esses dois dias foram suficientes para curtir a viagem pela Overseas Hwy e conhecer o básico de Key West. No meio da tarde, pegamos a estrada de volta para Miami, de onde partiria nosso voo de volta para o Brasil no dia seguinte. E mais uma viagem incrível chegava ao fim.

 
 
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Roadtrip Califórnia – Death Valley National Park (Vale da Morte)

Após 6 dias em Las Vegas, seguimos para San Francisco numa viagem de 3 dias de carro, passando pelo Death Valley, por Mammoth Lakes, pelo Yosemite e por Napa Valley. No primeiro dia, saímos de Las Vegas e atravessamos o Death Valley com objetivo de chegar até Mammoth Lakes, onde pernoitaríamos.

A partir de Vegas, existem três possibilidades de caminhos para chegar ao Death Valley National Park. O mais longo segue pela Hwy 95 North num trecho de cerca de 258 km até Furnace Creek Visitor Center. O lado positivo desse trajeto é a possibilidade de conhecer a cidade fantasma Rhyolite. Há ainda um percurso um pouco mais curto que segue pela Hwy 95 North até a NV Hwy 374, que se transforma em CA Hwy 190 no Death Valley Junction. A terceira opção, a mais próxima e a que fizemos, é a que segue pela NV Hwy 160 até a Pahrump e depois pela Bell Vista Road até o Death Valley Junction (trecho destacado em azul no mapa abaixo).

De Las Vegas para o Vale da Morte

De Las Vegas para o Vale da Morte

A estrada é muito tranquila. Quanto mais nos afastávamos de Las Vegas, menor era o movimento. Inicialmente, a rodovia é duplicada, mas a parte que atravessa o Vale da Morte é pista de mão e contramão, mas muito bem sinalizada e conservada. A paisagem já é diferente desde a saída de Vegas e vai mudando à medida que nos aproximamos do Death Valley.

Próximo à Las Vegas, Death Valley, Califórnia

Próximo à Las Vegas

Paisagem de Las Vegas para o Vale da Morte

Paisagem de Las Vegas para o Vale da Morte

À caminho do Death Valley, Califórnia

À caminho do Death Valley

A entrada do parque nacional não era aquilo que tínhamos imaginado. Pensei em algo como um pórtico, ou uma cancela, sei lá… algo onde seria cobrada a taxa de 20 dólares por carro. Não havia nada, apenas um… como posso dizer? Tipo um quiosque ao lado da estrada. Os mais desavisados passam direto fácil. O local tem dois banheiros (que estavam imundos, sem condições de usar, portanto “desabasteçam” bem ao sair de Vegas) e um escaninho com portinhola do vidro, onde ficavam os mapas do Death Valley. É só pegar. Estou explicando isso porque lembro que ficamos meio perdidos. Não éramos os únicos carros parados ali, todos de turistas, e todos sem entender nada. Porque não há ABSOLUTAMENTE ninguém fiscalizando ou dando informações. Literalmente, DESERTO! Queríamos um mapa e ficamos procurando enquanto eu pensava: “caramba, estou lascada. Por que não imprimi o mapa que tinha na internet?” O GPS não pegava sinal, tão pouco o celular. Acontece que tem mapa lá sim, só que parece um jornal. Se abrir ele todo, tem o mapa completinho no interior, exatamente como o da figura abaixo. O problema foi que ficamos sem saber se tinha que pagar pelo mapa, mas só havia uma plaquinha dizendo para pegar um por família. Só isso! Então pegamos. E todos os outros turistas começaram a pegar também. Estavam mais perdido do que nós. Pelo que falavam, pareciam da Alemanha, ou Rússia, ou qualquer país com uma língua que não entendo absolutamente nada.

Mapa do Death Valley

Mapa do Death Valley

Outra dúvida que tivemos foi com relação ao pagamento da taxa do parque nacional. Não havia nenhum funcionário cobrando. Não sei se é sempre assim, mas relatando a nossa experiência, foi meio confuso. Vimos outras pessoas mexendo numa máquina, tipo de pagamento de parquímetro ou de estacionamento de shopping. Era lá que pagava a tal taxa, sem ninguém para controlar. Entramos na pequena fila, mas as pessoas simplesmente não estavam conseguindo realizar o pagamento e acabavam desistindo. Apenas um casal conseguiu. Quando chegou nossa vez, vimos que não tinha onde colocar dinheiro, apenas cartão. Tentamos primeiro com VTM. Nada! Depois com cartão de crédito. Nada! Dava inválido. E aí, o que fazer? Olhávamos para um lado, para o outro, e não havia mais nada nem ninguém ali. Ninguém além dos turistas perdidos. Tentamos umas três vezes e desistimos. Pensamos que talvez em Furnace Creek, no centro de visitação, tivesse como pagar e explicar que a máquina não estava funcionando. E seguimos viagem porque ainda havia muita coisa para ver.

Death Valley

Death Valley

Um pouco à frente, tem uma saída à esquerda (estou falando de quem vem de Vegas pelo caminho que fizemos, ok?). É a entrada do Dante’s View. São 21 Km até nosso primeiro deslumbramento, onde tivemos uma real noção do que nos esperava no Death Valley. O Dante’s View fica a 1650m de altitude, a oeste do parque. Dele, tem-se uma visão fantástica das salinas brancas do Badwater e das colinas espalhadas pelo vale, o qual já foi um dia coberto por um lago salgado. É de tirar o fôlego!

Dante's View, Death Valley, Califórnia

Dante’s View

O Badwater visto do Dante's View. Death Valley, Califórnia

O Badwater visto do Dante’s View. As pessoas parecem pontinhos lá embaixo.

Dante's View Death Valley, Califórnia

Dante’s View

Retornamos os mesmos 21km e seguimos em direção a Furnace Creek. No caminho, paramos no Zabriskie Point. Esse ponto, que fica a uma curta caminhada do local do estacionamento, oferece uma vista incrível das Badlands, uma área formada por barrancos e cordilheiras originados em virtude da erosão. Parece de brinquedo. Sabe quando está na praia com criança brincando na areia de fazer castelinhos e tem aquela mistura de cores da areia? Foi assim que me senti.

Zabriskie Point Death Valley, Califórnia

Zabriskie Point

Formato das rochas Death Valley, Califórnia

Formato das rochas

Diferentes cores nas rochas do Zabrinskie Point Death Valley, Califórnia

Diferentes cores nas rochas do Zabriskie Point

Ação da erosão Death Valley, Califórnia

Ação da erosão

Estacionamento do Zabriskie Point Death Valley, Califórnia

Estacionamento do Zabriskie Point

Depois do Zabriskie Point, chega-se a uma bifurcação. Para um lado, segue-se para Furnace Creek; para o outro, em direção ao Badwater. Como estava no horário de almoço e não sabíamos o que encontraríamos para comer, fomos direto para Furnace Creek, que pensávamos ser uma cidade ou algo parecido. Entretanto, está mais para um pequeno Oásis no meio do deserto.

Nós paramos no Furnace Creek Ranch, que oferecia um self-service simples, tipo comida caseira, mas bem gostoso. É importante saber que eles param de repor os pratos cedo, de forma que a dica é não deixar para almoçar muito tarde (principalmente porque não há muitas opções na área). Nesse rancho, também havia uma lojinha com produtos gerais e souvenirs, além de um museu, o Borax Museum, que expõe as ferramentas e transportes usados nas refinarias do século XIX na exploração do Bórax (utilizado para fazer sabão em pó). Não chegamos a conhecer, pois o tempo era curto, e retornamos ao ponto da estrada onde ficava a bifurcação, seguindo agora para Badwater.

Furnace Creek Ranch Death Valley, Califórnia

Furnace Creek Ranch

Furnace Creek Death Valley, Califórnia

Furnace Creek

Dentro do rancho em Furnace Creek Death Valley, Califórnia

Dentro do rancho em Furnace Creek

Ainda em Furnace Creek encontra-se o Visitor Center e um museu, com apresentação de slides a cada meia hora que conta a história natural do Death Valley.

São 26Km até Badwater, passando por outros pontos turísticos no caminho, os quais deixamos para o trajeto de volta.

Death Valley, Califórnia

Death Valley

O Badwater é o ponto mais baixo das Américas e fica 85,5 metros abaixo do nível do mar. Pode-se caminhar sobre a salina, no piso todo de sal, resíduo deixado pelo antigo lago alimentado por rios que traziam esse mineral das rochas das encostas. A água evaporou e o sal ficou. Eu não resisti a me abaixar e tocar. Ainda tem um resquício de água em um pequeno ponto. Quando eu estava pesquisando para a viagem, li que o nome Badwater vem da época em que os exploradores europeus chegaram montados em seus cavalos sedentos que, ao verem a água acumulada lá embaixo no vale, se animaram, apenas para descobrir que era muito salgada e imprópria para o consumo (não lembro onde li isso). Há uns 12 mil anos, durante a última era glacial, havia geleiras que chegavam até esse local, permitindo um fluxo constante de água nascente sobre os blocos de gelo. Essa água alimentava um gigantesco lago que preenchia todo o vale. Como isso mudou! É impressionante!

Badwater, Death Valley, Califórnia

Badwater, 85,5 metros abaixo do mar.

Badwater Death Valley, Califórnia

Badwater

Resquício de água em Badwater Death Valley, Califórnia

Resquício de água em Badwater

Andando sobre a salina Death Valley, Califórnia

Andando sobre a salina

De frente para um paredão da montanha atrás do estacionamento, se olhar para cima e procurar, vai encontrar uma placa que indica o nível do mar. É MUUUUITO acima das nossas cabeças. Quando eu vi, foi uma sensação estranha só de saber que estava tão abaixo do mar. Morrer afogada no deserto não dá, né?

Placa indicando o nível do mar Death Valley, Califórnia

Placa indicando o nível do mar

Nível do mar acima das nossas cabeças, Death Valley, Califórnia

Nível do mar acima das nossas cabeças

Death Valley, Califórnia

Ponto mais baixo das Américas

O calor no Badwater é quase que insuportável. Não dá para passar muito tempo. Eu realmente sentia como se tivesse cozinhando viva, tendo a noção de como seria estar dentro de um forno. Vimos que o termômetro do carro marcava 44 graus, mas com certeza a sensação térmica chegava próximo dos 50. Nunca sentimos tanto calor.

Retornando pela mesma estrada em direção a Furnace Creek, logo depois do Badwater, tem a Natural Brigde, resultado de milhares de anos da água cavando um túnel. É preciso sair da estrada principal e pegar uma estradinha de terra de 2,4Km. Nós seguimos até o estacionamento, mas quando vimos que ainda tinha uma caminhada de aproximadamente 4Km até essa ponte, desistimos, porque não havia condições de sair andando naquele calor.

Trilha para a Natural Bridge Death Valley, Califórnia

Trilha para a Natural Bridge

Voltamos para estrada principal e, um pouco mais à frente, existe outra estrada de terra que leva ao Devil’s Golf Course, que é uma área de sal alternado com pedregulho. O chão é 95% puro sal.

Um passeio imperdível no Death Valley é o caminho do Artist Palette. É uma estrada estreita de mão única e só passa carro num sentido (do Badwater para Furnace Creek). Essa pequena estrada é como uma alça da estrada do Badwater, faz uma volta e retorna à estrada principal mais à frente. Tem, inclusive, limite de tamanho do veículo (menores de 7,7m). É uma estrada muito sinuosa em alguns pontos e tem que ir bem devagar. Até porque é impossível passar rápido e não aproveitar a paisagem maravilhosa e deslumbrante ao redor. Logo no início, tem um ponto de parada ótimo para tirar fotos. Depois, são poucos pontos de parada e, como a estrada é estreita, não dá pra parar em qualquer lugar. Porém, mantendo a máquina fotográfica a postos, é possível captar imagens incríveis de dentro do carro. Segundo nossas pesquisas, o nome Artist Palette vem da quantidade de cores encontradas nas encostas, fruto de minerais provenientes de antigas formações vulcânicas. Os tradicionais tons de vermelho e amarelo são misturados ao verde e até ao  lilás. Parece realmente que foi pintado por grande artista. E não deixa de ser verdade. Essas cores vão ficando mais intensas no fim da tarde.

 Artists Palette Death Valley, Califórnia

Entrada da estrada para o Artist Palette

Artist Palette Death Valley, Califórnia

Artist Palette

Estrada estreita do Artists Palette Death Valley, Califórnia

Estrada estreita do Artist Palette

Death Valley, Califórnia

Detalhe da mistura de cores

Death Valley, Califórnia

Várias cores nas rochas

Saindo da estrada do Artist Palette, seguimos até Golden Canyon, onde conseguimos fazer uma curta caminhada pelo pequeno canyon cujo nome vem da cor de suas paredes.

Golden Canyon Death Valley, Califórnia

Golden Canyon

Caminhada pelo Golden Canyon Death Valley, Califórnia

Caminhada pelo Golden Canyon

Passamos de novo por Furnace Creek e seguimos por 30Km até a próxima bifurcação. Para um lado, pega-se a estrada que leva até o Ubehebe Crater, uma cratera de vulcão inativo de aproximadamente 2000 anos. São 61Km de distância e era muito contramão do nosso caminho, de forma que levaríamos quase 2h para ir e voltar. Não quisemos arriscar que escurecesse e ainda estivéssemos no Death Valley , até porque tínhamos um longo percurso até Mammoth Lakes, onde seria nosso pernoite. Próximo ao Ubehebe Crater está o Scotty’s Castle, um castelo construído em 1920 onde atualmente funciona outro Centro de Visitantes do Death Valley (ocorrem tours de 50 minutos pelo interior do castelo, a cada hora. Para maiores informações sobre valores, link). Seguimos para o outro lado, em direção à Stovepipe Wells e paramos no Mesquite Flat Sand Dunes, dunas onduladas de areia que dão um contraste na paisagem do deserto. As dunas recebem esse nome devido às mesquitas, pequenas árvores típicas, presentes nas dunas menores. É uma área onde pode-se encontrar alguns animais como lagarto, coiote e cascavel. Ainda bem que não vimos nada.

Death Valley, Califórnia Death Valley, Califórnia Death Valley, Califórnia Death Valley

Logo depois das dunas, tem o Stovepipe Wells Village, um bom ponto de apoio com posto de combustível e loja de conveniência.

Stopevive Well Death Valley, Califórnia

Stovepipe Wells

Ali encerrou nosso passeio pelo Death Valley. Seguimos para Lone Pine (de Furnace Creek a Lone Pine são 170Km) e até Mammoth Lakes, passando por Bishop, uma cidade maior com mais estrutura e opções e onde paramos para jantar (de Lone Pine para Mammoth Lakes são 160Km). Ainda encontramos alguns pontos que mereceram uma rápida parada para fotos pela paisagem maravilhosa que ofereciam na saída do Death Valley, como o Father Crowley Point, logo após Panamint Springs.

Death Valley, Califórnia

A estrada se perde na imensidão do Death Valley

Estrada perfeita do Death Valley Califórnia

Estrada perfeita do Death Valley

Vista do Canyon no Death Valley, Califórnia

Vista do Father Crowler Point

Uma coisa chamou nossa atenção nesse percurso de saída do Death Valley: num determinado momento atravessamos uma ponte e simplesmente a paisagem mudou. Assim, de repente! Não se via praticamente o verde das folhas no deserto. Mas, imediatamente após essa ponte, a vegetação estava toda verdinha.

Death Valley, Califórnia

Paisagem verde logo depois da ponte

Chegamos à Mammoth perto das 21h e fomos direto para o hotel, o Mammoth Lakes Creek Inn (aqui falamos um pouco sobre o hotel).

Confesso que não esperávamos muito do Death Valley e fomos totalmente surpreendidos. Belíssimas paisagens, uma mistura de cores incrível, uma experiência inesquecível. A única coisa que lamentamos de não ter conhecido foi o Ubehebe Crater. Para quem quer só passar pelos pontos principais do Vale da Morte, um dia é suficiente. Agora, quem quer explorar, caminhar, fazer trilhas, ver museus, tem que pernoitar. As opções de pernoite são poucas, mas boas, tanto em Furnace Creek, como em Stovepipe Wells, ou ainda em Panamint Springs. Mas o melhor mesmo deve ser fazer essa viagem de motorhome. Vimos muitos pelo caminho. Até porque o Death Valley não é, ao contrário do que pensávamos inicialmente, uma região completamente deserta. De pessoas, quero dizer. Encontramos muitos turistas fazendo passeios, apesar de termos visto pouco policiamento. Os pontos de interesse turísticos são todos bem sinalizados e com locais para estacionar. Só que é importante abastecer o carro ao sair de Vegas antes de entrar no parque, porque não há muitas opções de abastecimento.

Death Valley de Motorhome

Death Valley

O que é importante numa viagem pelo Death Valley:

– ter muitas garrafas d’água e algum lanche no carro.

– um carro com bom ar condicionado.

– saber que celular não pega sinal e o GPS funcionou apenas em alguns momentos.

– levar um mapa impresso ou pegar o mapa no Death Valley.

– usar roupas leves.

– usar boné ou chapéu.

– NÃO ESQUECER O PROTETOR SOLAR!!!

No próximo post, falaremos um pouco mais sobre uma cidade com paisagens de cartão postal chamada Mammoth Lakes.

 
 
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